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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rumo a um novo sistema econômico mundial

Acabei de ler e ouvir, agora mesmo, as últimas informações a respeito de uma estória que vem se desenrolando a muitos meses e que envolvem duas pessoas das quais tenho acompanhado o trabalho nestes últimos 4 anos, David Wilcock e Benjamin Fulford.

Essa é uma estória que conta a possibilidade de um novo sistema econômico mundial, com aspectos que muitas vezes soam simplesmente inacreditáveis. Mas toda vez que tenho essa sensação de incredulidade, entro no website dos arquitetos e engenheiros para a verdade do 11 de setembro e assisto novamente a aquelas torres caindo, com as claras e visíveis explosões das bombas de demolição antes do rápido e simétrico colapso. E aquela imagem me relembra que a transição planetária é real. Que muitas das coisas que antes soavam inacreditáveis são reais.

Este é um capítulo de uma estória real de pessoas que se depararam com uma fantástica transição de um planeta, um capítulo onde uma delas perde o fôlego. E foi isso o que mais me tocou aqui, a perda do fôlego de um grande personagem. Porque eu também perdi o fôlego quando me deparei com esta transição e acredito que todas as pessoas que já passaram para o vijnana da transição, todos aqueles que sentem a necessidade de ler e acompanhar blogs como o meu, devem também ter perdido o fôlego em algum momento.

Esta é a estória:

A ação judicial que pode terminar a atual tirania financeira


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ocupe o seu coração, depois vá ocupar Wall Street


Quem você está sendo neste momento? Antes de sair no mundo e ocupar as ruas e os edifícios, vamos primeiro definir quem nós estamos sendo neste momento. Este é o lembrete que ofereço as pessoas do movimento Occupy Wall Street, que se espalhou pelo mundo todo no último dia 15. É muito fácil de se perder pelo mundo da constante estimulação externa de hoje em dia, que como o livro Um Curso em Milagres ensina, é baseado num sistema de pensamento que é uma mentira. O pensamento deste mundo é baseado no medo e na separação, daí o porque muitos de nós sentimo-nos profundamente afetados pela limitação e pela solidão... o que eu chamo de uma versão do 'eu não sou suficiente'. Mas quando sabemos que esse sistema de pensamento é uma mentira, o que é então real?

Para ocupar o mundo fora de nós com amor, precisamos primeiro ocupar e cultivar amorosamente o nosso mundo interior: ocupe o seu coração. Toda a experiência do mundo exterior é tingida com o pensamento que atualmente reside em nossa mente. Se pensamentos de limitação correm soltos na nossa mente, sem dúvida vamos provar a limitação em nossas experiências. Se pensamentos de impotência ocupam a nossa mente, sem dúvida vamos provar a opressão em nosso trabalho, nossas relações pessoais e em nossa família, porque dessa maneira estamos procurando e esperando por isso. Quando mudamos nossa ocupação interna para o amor, e fazemos um sério compromisso com essa linha de pensamento, experimentamos o amor em nosso mundo exterior.

Uma vez que assumimos o compromisso de ocupar nosso coração, aí então podemos ocupar Wall Street. Conscientes de que tudo é uma oportunidade para se amar mais, nós nos tornamos a mudança. Neste estado de ser, as divergências, os medos e insultos já não têm qualquer poder sobre a nossa capacidade de manter nossas crenças. Deste lugar, temos a capacidade de mudar o mundo. Quando nos comprometemos a ser o amor, não é nenhuma surpresa que então experimentamos novos desafios. É como se o universo estivesse dizendo: você pode ser o amor agora? E que tal agora? E agora então?

O movimento Occupy Wall Street é um playground para milagres. Neste movimento, as multidões se reúnem por causa de suas abundantes semelhanças e paixão por um mundo melhor. Porém mesmo com estas fortes semelhanças, as pessoas ainda estão experimentando jeitos de discordar, maneiras de permanecer separadas. E isso é perfeito! Porque o movimento é um campo de treinamento para se queimar a idéia da separação. 

A queima do velho sistema de pensamento ocorre quando passamos de "Eles estão tão errados, não tem idéia do que estão dizendo, eu tenho idéias melhores!" para "Onde estou fazendo-os errados? Eu escolho compreender com amor. Posso não concordar com o que ouço, mas concordo que quando escuto com amor, estou comunicando a mensagem mais importante de todas: eu te enxergo, eu te ouço, eu te amo, obrigado." Quando nos sentimos ouvidos, vistos e amados, podemos então estender esse amor aos outros. Vamos todos nos tornar parte da transição para a comunicação baseada no amor, ao ouvir e amar todos aqueles com quem nos deparamos.

Qual é a sua ocupação? No nível da ação no drama humano, pode ser a de um empresário, ator, médico, professor, dançarino ou cozinheiro. Mas no nível de conteúdo - do coração e da presença de Deus - nossa verdadeira ocupação deve ser a presença do amor. A consciência de sua ocupação real vai inevitavelmente lhe trazer paz, alegria, amor e sim, abundância financeira. Ocupe o seu coração, e então vá ocupar o mundo. Ocupe o seu coração, e então vá ocupar Wall Street.

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O texto acima é uma tradução e adaptação minha de um artigo escrito por Ryan Weiss no website The Daily Love

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amada Mãe Índia - Primeira Parte


Chove torrencialmente.

Fortes rajadas vermelhas cobrem os céus e batem violentamente contra as janelas do avião causando ferozes vívidos redemoinhos de pétalas que se expandem cheios e contraem-se ardentes ao despencarem admiravelmente sobre todo o Canal da Mancha enquanto intermináveis toneladas de rosas transbordam ainda de cima das nuvens derramadas com amor pelas próprias e graciosas mãos da Mãe Divina que sorri tenramente se divertindo ao borrar todo o seu azul amarelo celeste matinal com os diversos tons escarlates da suave macia textura de suas pétalas e abençoar sua inusitada entusiástica esquadrilha da fumaça que desliza efetivamente por entre a tempestade desenhando antigos místicos precisos yantras sagrados pelos quatro cantos dos céus para a serena contínua contemplação e elevação espiritual de franceses ingleses e todos aqueles com olhos para enxergar suas amáveis bençãos.

Contemplo pela janela o incomensurável inebriante banho divino da atmosfera terrestre e os magníficos jatos púrpuros lançados pelas turbinas do nosso avião que estraçalham as rosas a nossa frente em magnânimos devaneios metálicos causando um mínimo de turbulência e uma colossal cachoeira de extasiantes encantos acolhedores que despenca em tremenda ressonância atrás de nós a medida que entramos na França. Que espetáculo! Que glória! Um profundo AUM transcedental reverbera infindável de nossas turbinas causando uma sublime e virótica sensação de entrega cura e paz que intoxica a todos os passageiros levando-os a se debruçarem sobre os assentos próximos as janelas absortos inteiramente na deliciosa contemplação por detrás dos vidros da inefável vigorosa formação dos belos deslumbrantes yantras devocionais. Que esplendor!



Atravesso a Europa admirando a chuva e cantando meu mantra num doce e imprecindível louvor melódico criado pela resplandecente manifestação da Mãe Divina em incessantes ondas de amor, anjos e pétalas, que acompanham nosso vôo e alcançam até a entrada sobre o Oriente Médio, manchando levemente o amarelo deserto de vermelho.

Ainda sinto e bebo do êxtase divino enquanto o piloto realiza suas manobras de pouso após termos atravessado o Mar da Arábia e peço novamente a benção de meus mestres neste novo toque do sagrado solo indiano, ao chegar do ocidente pela segunda vez.

Porém agora não permaneço em Mumbai, que já anseia e aguarda o carisma de algum outro novo mestre de vedanta, que consiga também consagrar o charme de seus bairros e de sua população. Faço apenas uma rápida conexão chegando em breve ao quente e ensolarado estado comunista de Kerala. Subo num grande e confortável taxi que me leva em mais uma hora para a estação de trem de Ernakulam e somente então, quando saio da plasticidade e da desinfecção dos ambientes ar-condicionados, é que finalmente chego na Índia.

Ah, a Índia...

Entro na estação e dirijo-me a uma caótica fila de cidadãos desesperados que abanam suas vestimentas, mascam e cospem suas emoções contra as paredes sujas, rabiscadas na enrolada e divertida lingua local. Em segundos sou encochado para dentro da fila masculina e começo a ser indagado de onde venho. O senhor que demanda minha resposta é velho, bigodudo e suado, carrega os vestígios de seu último almoço em sua camisa aberta e desbotada.

Moças e idosas se espremem na fila ao lado, agitadas e ansiosas para chegar logo ao guichê, sempre atentas e cheias de opinião sobre a permanente confusão adiante. Esqueço-me de encochar também o senhor a minha frente e devido a minha distração estrangeira logo um outro cidadão toma o meu lugar na fila, deixando-me um homem para trás. Ele ainda se vira para mim e sorri sua cara de pau descarada. Aqui uma fila é definida pelo espaço físico e não pelas pessoas, como estamos acostumados no ocidente. Se houver qualquer espaço vazio entre você e a pessoa a sua frente, certamente alguém logo o ocupará.

Aguardo por muito tempo, observando coloridas senhoras gordas de classe média e pseudo-executivos pseudo-engomados furarem a fila a todo minuto. A lei local regula que você pode furar a fila, se comprar o bilhete mais caro. Mas nunca há ninguém para averiguar quem furou e quem comprou qual bilhete. Todos ganham anonimato na permanente confusão perante os guichês.

Dois orgulhosos soldados carregando enormes fuzis marcham para dentro do salão. Um deles mantém um olhar duro que escaneia todo o ambiente minuciosamente, impondo uma sensação de ordem e seriedade que chama a atenção de todos. Mas só para que seu parceiro chegue aos guiches sem ser percebido! Eles também estão furando a fila. Ou senão, agindo segundo algum estranho protocolo das forças armadas...

Sinto minhas calças sendo puxadas e percebo um pedinte aos meus pés. Seu corpo não o permite ficar em pé. Vendo-me presenteá-lo com moedas, duas crianças em seus uniformes escolares xadrez também correm em minha direção, mas elas querem canetas. Da onde surgiu esse hábito das crianças indianas, de sempre nos pedir canetas?

Sou atingido pelo olhar ardente de um sadhu de longo turbante e cajado. Sai fogo de seus olhos. Seu ascetiscismo transborda de seus póros cobertos de cinzas, de suas vestimentas laranjas e encardidas. Uma mistura de sagrado e profano difícil de ser desvendada. Abro um sorriso para quebrar meu dúbio e cansado julgamento de sua presença. Sorrio também minha falta de canetas para as crianças, minha paciência recém-chegada para os homens a minha frente, minha curiosa estrangeirice para as mulheres da fila ao lado, minha esperança de um mundo sem fuzís para o soldado ainda sem bilhete. Todos me sorriem de volta. Ninguém resiste a estampada inocência ocidental por estas terras. E continuamos atirando nossos sorrisos uns nos outros até que, incapazes de suprimir nossa tola insistência infantil, derretemos todos no salão da estação, num coletivo reconhecimento da imprestável doçura humana.

Ah, a Índia...

Como é possivel descrever a sensação de se estar aqui? Como seria possível descrever a doçura desses olhares, o sabor de seus thalis ou o aroma de seus darshans?

Para descrever a Índia corretamente, meu blog deveria ter um fundo todo laranja com letras verde brilhantes, e intensas imagens de poderosos avatares e animais desconhecidos, piscando alternadamente em roxo e amarelo fosforescentes. As palavras deveriam estar em diferentes tamanhos e se sobrepor umas as outras, formando frases de difícil leitura e sentido vago. Algumas palavras só apareceriam na luz negra.

Os parágrafos deveriam se contradizer, apresentado idéias claramente incompatíveis, porém cada um deles proclamaria, com suprema autoridade, estar relatando a verdade absoluta! Os artigos deveriam estar fora de ordem em relação ao índice, e deveriam ter múltiplos títulos – três ou quatro cada – apesar de nenhum deles ter qualquer relação com o conteúdo de seus textos.

O índice deveria apresentar artigos que ainda não foram escritos, ou encaminhá-lo imediatamente para algum website de receitas de curry de jaca, que travaria seu computador tão seriamente – e por tantas horas, que a única solução para conter o desespero seria preparar o tal do curry, para conferir se a receita é boa mesmo. Porém ao desligar o fogão, você perceberia que seu computador voltaria misteriosamente a funcionar, mostrando o artigo desejado. Esse mistério nunca seria esclarecido. E o curry ficaria ótimo.

O computador todo deveria exalar um aroma de sândalo, cânfora, plástico queimado e esterco de vaca. Deveria sair fumaça das caixas de som, enquanto também ecoariam uma profunda e milenar reza em sânscrito, misturada com buzinas de caminhões e gritos de macacos. Com intervalos para propaganda política. E gritos não identificados. Uma cinza de sabor agradável e propriedades medicinais deveria se materializar entre as teclas. E as vezes, surgiria a ponta de um colar de rudrakshas na saída USB, que ao ser puxada causaria espasmos de algorítmos por toda a tela – e também na sua coluna.

Na página do meu perfil deveria constar múltiplos doutorados de universidades especiosas, e cargos honorários em grandes instituições filantrópicas que atuam com imbatível veemência em regiões de grande carência humanitária e guerra civil – regiões que só poderiam ser localizadas em mapas da época de Alexandre, o Grande. Haveria um botão implorando por doações financeiras, que não funcionaria.

Alguns artigos estariam escritos de cabeça para baixo. Ao virar a tela para tentar lê-los, você descobriria que seu computador começaria a sintonizar os místicos ensinamentos de algum antigo iogue que ainda estão ruminando pelo éter, assim como corretas previsões do tempo local. Ao praticar esses ensinamentos com determinação e fé, evitando os dias de chuva e umidade excessivas, o iogue logo iria se materializar ao seu lado e sussurrar em seu ouvido algum poderoso mantra em sânscrito, fazendo você experimentar o seu primeiro vislumbre da iluminação.

A experiência toda deveria ser extremamente irritante, mas possuir um enorme encanto que fizesse você voltar para ela de novo e de novo.

Finalmente, estas palavras deveriam criar a ilusão de que você entende a respeito do que está lendo. Apenas para que desligasse o computador satisfeito, e ao se dirigir a cozinha, descobrir que não consegue mais achá-la. Que sua identidade foi quebrada tão profundamente, que até mesmo esta memória básica se dissolveu. E sua única opção é continuar andando sem ela, redescobrindo os cômodos da casa a partir de um olhar completamente novo. É nesse novo andar que estão suas chances de transformação e evolução interior – a contínua e verdadeira benção desse subcontinente para toda a humanidade.

A Índia inevitavelmente te leva em direção ao desconhecido, reciclando-o contínuamente, ao dilacerar o conhecimento que acreditávamos ter.

Foi justamente Alexandre o Grande que no ano 374 Kali (326 antes de Cristo), alcançou o norte do país com o seu poderoso exército. Na Grécia antiga já se falava muito sobre a sabedoria dos ascéticos nús do oriente. E o interesse de Alexandre não estava somente nas terras, mas também na conquista desta sabedoria. Ele planejava persuadir um dos iogues a acompanhá-lo de volta a Pérsia, num dos primeiros relatos de tentativa de exportação de um guru indiano.

Ao ser levado até o local onde se reuniam, Alexandre encontrou-os sentados nús sob o sol, em pedras tão quentes que queimavam os pés de seus soldados. Ao apresentar-se através de seu tradutor como um grande imperador de berço divino, disposto a presenteá-los generosamente em troca de sua sabedoria, com as dádivas que só um imperador pode oferecer, um dos ascéticos logo lhe respondeu:

‘Se você, meu caro, é o filho de Deus, então eu também o sou. Eu não quero nada de você, pois o que tenho já me basta. Você não possui nada que eu possa desejar, e não tenho receio de estar excluso de suas bençãos. Eu noto inclusive, que os homens que você lidera não ganham nenhum benefício de suas marchas através de tantas terras e mares, e que estas marchas não terão um fim. A Índia, com os frutos de sua terra nas variadas estações, é o suficiente para a minha vida; e quando eu morrer, vou apenas me livrar desta morada imprópria.’

Alexandre não se ofendeu com a resposta do ascético, já conhecia e admirava a atitude dos mestres. Uma vez na Grécia, ao oferecer humildemente seus serviços ao filósofo Diógenes que se banhava debaixo do sol matinal, este apenas lhe requisitou: ‘Por favor saia da frente do meu sol!’

O imperador questionou-lhes então sobre os objetivos e benefícios de suas práticas ascéticas, obtendo a explicação de um outro iogue:

‘Rei Alexandre, todo homem só conquista de verdade as terras que estão debaixo de seus próprios pés. Você é apenas um ser humano como o resto de nós, a diferença é que você está sempre agitado, em ações que não beneficiam a ninguém, marchando através de terras tão distantes da sua, tornando-se um pesado fardo para si mesmo e para os outros. Oh Deus! Você em breve estará morto, e então terá conquistado somente a terra necessária para cobrir o seu próprio corpo.’

Quando o exército grego se revoltou, recusando-se a marchar adiante, Alexandre finalmente convenceu um dos iogues a acompanhá-lo de volta a Pérsia. Seu nome era Kalyana.

Mas logo após sua chegada, Kalyana se desculpou por não conseguir se adaptar ao modo de vida local e pediu para que uma pira funerária fosse construída e decorada com flores. Quando ficou pronta, caminhou para ela sendo escoltado por uma verdadeira procissão: homens em cavalos, elefantes e soldados armados.

Subiu na pira, sentou-se em posição de lótus e pediu para que fosse acesa, não apresentando nenhum sinal de desconforto enquanto seu corpo era queimado vivo pelas chamas, diante de todo o incrédulo e silencioso exército grego. Suas últimas palavras a Alexandre foram ‘Nos vemos na Babilônia’. No ano seguinte, foi justamente lá onde o imperador faleceu.

A Índia de hoje é tão fantástica e desconcertante quanto no tempo de Alexandre. E é depois de uma fantástica e desconcertante viagem de trem que eu chego a Amritapuri, para passar um longo período aos pés de lótus de Mata Amritanandamayi Devi, a Amma.

Se é quase impossível descrever aqui a experiência física de se estar na Índia, é então totalmente impossível descrever a experiência espiritual, de se conviver com um mestre que alcançou a consciência de União.

Chegar a esta percepção é o objetivo da aventura humana, e o íntimo convívio com um mestre é o mais bonito e profundo estágio dessa aventura.

A presença de um guru é uma dádiva única, absolutamente necessária para nos guiar em direção a esta meta. Apesar do vento soprar por todo o deserto, é apenas debaixo das palmeiras de um oásis que conseguimos sentir o seu frescor. Da mesma maneira, o ar está em toda parte num dia quente de verão, mas existe uma sensação muito especial quando nos colocamos na frente de um ventilador. Essa é a sensação de se estar na presença de um mestre, sob sua orientação.

Quando estamos tentando chegar em um lugar que ainda não conhecemos, precisamos de orientação para aprender como chegar lá. Tentar alcançar um lugar desconhecido sem ninguém para nos mostrar o caminho é como pescar tirando toda a água do oceano. Até para aprendermos as ciências do mundo, um professor é necessário. Como poderíamos então aprender sozinhos a ciência espiritual, a mais sutíl de todas elas?

Nestes tempos de transição planetária, muitas pessoas afirmam que um guru externo não é mais necessário, que seremos guiados pelo nosso próprio guru interno, ou que nós mesmos somos o nosso guru. Mas isso é o mesmo que dizer que uma semente de maçã e uma macieira carregada de suculentas maçãs são iguais. Enquanto a macieira pode fornecer sombra, abrigo e saciar a fome de muitas pessoas, a semente tem ainda que passar por uma série de estágios para que possa se tornar uma árvore e também dar frutos, recebendo o devido cuidado durante esse processo de desenvolvimento, sem o qual corre-se o risco até de ser destruída por animais ou condições climáticas.

Há uma diferença notável entre os aprendizes espirituais que estão sob a orientação de um mestre e aqueles que tentam trilhar o caminho sozinhos.

O conceito de que vamos atingir uma nova era nunca antes vivida pela humanidade, onde inéditas regras espirituais entrariam agora em vigor, também tem sua base no obsoleto paradigma de tempo representado pela reta. Porém o tempo é circular, e apesar de estarmos prestes a dar um enorme passo para um nível de consciência mais elevado, estamos ainda apenas repetindo padrões de existência que certamente já ocorreram antes.

Amma confirma que o tempo é circular, explicando que não só o ser humano sofre mudanças durante os diferentes estágios do ciclo, mas toda a natureza também muda. Durante a Kali Yuga nada cresce em abundância. Não importa o quanto se trabalhe na lavoura, as colheitas serão sempre insuficientes e de má qualidade. A última Kali Yuga durou de 700 AC a 1700 DC, e nossa história confirma que foi um período de grande escassez e fome.

Na atual Dwapara Yuga pode-se obter colheitas fartas, mas é necessário muito trabalho e cuidado nas plantações, é preciso plantar, fertilizar, irrigar, remover o mato e as ervas daninhas, proteger a lavoura contra pragas e doenças, para então finalmente colher. Na Treta Yuga é necessário apenas a metade desse trabalho, e na Satya Yuga, o homem precisa apenas jogar a semente na terra e voltar para a colheita, que será sempre boa e abundante.

A estatura do homem também muda durante as Yugas, acompanhando o progresso e declínio de sua consciência. Mais uma vez nossa história confirma isso, durante a última Kali Yuga o ser humano atingiu sua menor estatura, que pode ser facilmente observada em castelos e armaduras da Idade Média; desde então estamos crescendo novamente. Lembro-me da primeira vez em que visitei museus e vilas medievais na Europa, fiquei impressionado com o tamanho das portas e vestimentas que pareciam feitas para crianças.

O mais interessante é que se estudarmos a Grécia e o Egito antigos, observaremos uma estatura semelhante a atual. Esse fator explica também os vestígios de uma antiga civilização de gigantes que está sendo repetidamente descoberta por arqueólogos e historiadores: trata-se dos vestígios da própria humanidade durante a última Satya Yuga, a Era Dourada, quando atingimos nossa maior estatura.

Em seu recente livro Approaching Chaos, a historiadora inglesa Lucy Wyatt revela muitas provas de como o Egito Antigo apresentou um gradual declínio de sua civilização durante os muitos séculos de sua existência. Os textos e artefatos mais sofisticados são os mais antigos. Uma ótima entrevista com Lucy está disponível no website do CMN:

Lucy Wyatt on Approaching Chaos

O arqueólogo Graham Hancock também mostra com seu trabalho que as pirâmides maias e a sabedoria de seu calendário são bem mais antigos do que se calculou, datam da mesma época do Egito. Quando a América presenciou a infortuna chegada dos europeus a 500 anos atrás, eram povos também primitivos que habitavam essas regiões, e realizavam sacrifícios humanos sobre pirâmides que não construíram, mas que já estavam lá há muitos séculos. Uma excelente entrevista feita por David Wilcock pode ser acompanhada aqui:

Setting History Free: Graham Hancock & David Wilcock

A consciência e a civilização humana – e também toda a natureza – estavam em declínio até o ano 1200 Kali (500 depois de Cristo). Esta é uma importante chave na compreensão da atual transição planetária.

Os grandes mestres frequentemente usam estórias, metáforas e parábolas para passarem seus ensinamentos, enfatizando assim conceitos para os quais as palavras só conseguem apontar. Vivendo em Amritapuri aos pés de Amma, um dos eventos mais bonitos são os satsangs a beira do mar. Amma se senta na praia e todo o ashram senta-se a sua volta, formando um grande e bonito círculo branco sobre a areia, para ouvir suas palavras e cantar músicas devocionais enquanto o sol se põe no mar da Arábia.

Esta é a estória que eu mais gosto:

‘Durante uma conferência sobre religião e espiritualidade, formava-se um consenso entre os palestrantes sobre a necessidade e importancia das práticas espirituais. Porém quando o último palestrante discursou, ele calou a todos os outros. Em seu discurso, ele poderosamente sintetizou: “Todos nós somos Brahman, parte da mesma consciência universal que permeia tudo o que há, não é verdade? Assim sendo, obviamente já somos aquilo que buscamos atingir e não há nenhuma necessidade de se fazer práticas espirituais!”

Ninguém conseguiu rebater sua fundamentada conclusão e logo após seu discurso o jantar de encerramento foi anunciado. Havia muita comida deliciosa sendo servida para todos, e ele sentou-se na mesa muito orgulhoso de si mesmo. Porém ao ser servido, o garçon não pôs em seu prato nenhuma das delícias locais, mas apenas três pedaços de papel onde se liam as palavras ‘Arroz’, ‘Vegetais’ e ‘Salada’.

Ele imediatamente se indignou: “O que você pensa que está fazendo, você quer me insultar?”

Mas o garçon explicou com calma: “De maneira alguma, senhor. É que eu estava presente no seu discurso esta noite, antes do jantar. Ouvi você declarar que você é Brahman, parte da consciência universal que permeia tudo o que há. E que apenas esse pensamento já lhe é suficiente, não há nenhuma necessidade de se fazer práticas espirituais. Então eu logicamente concluí que você concordaria, que também lhe é suficiente apenas pensar na comida para satisfazer sua fome, obviamente não há nenhuma necessidade de comer! ” ’


Essa pequena estória exemplifica muito bem a diferença entre o conhecimento e a experiência. Esse tem sido um de meus maiores aprendizados aqui na Índia, a diferença entre ajnâna, jnâna e vijnâna. Ignorância, conhecimento e experiência.

Ajnâna é nunca ter ouvido falar sobre Porto Alegre. Jnâna é ver um filme ou ler um livro a respeito da cidade. E vijnâna é andar pelas suas ruas, sentir os seus cheiros e enxergar suas cores.

Assim como o jnâna destrói o ajnâna, o vijnâna também destrói o jnâna. E é o vijnâna, a razão de nossos corpos e o nosso propósito aqui.

Existe uma transição tão bonita acontecendo neste planeta... e há cada vez mais informações disponíveis sobre ela, em livros, documentários e websites. Mas toda essa informação não levará ninguém ao vijnâna dessa transição.

Para atingir o vijnâna de Porto Alegre é preciso fazer a escolha de viajar até lá. É preciso escolher sair de casa e ir até a rodoviária comprar a passagem de ônibus, em algum momento do dia. É preciso escolher deixar de curtir a praia em Florianópolis naquele final de semana, para se estar em Porto Alegre. Se você não fizer essa escolha, você nunca a conhecerá de fato. Mas isso não significa que ela não existe.

Da mesma maneira, é através de suas escolhas que você conseguirá atingir o vijnâna desta transição. Se essas escolhas não forem feitas, você nunca a conhecerá de fato. Mas isso não significa que ela não está acontecendo.

Essa escolha envolve fé. Que garantia você tem de que, ao subir no ônibus em Florianópolis, você realmente chegará em Porto Alegre? Existe alguma garantia divina que assegura plenamente que o ônibus não vai sofrer nenhum acidente, que seu coração não vai parar de bater no meio do caminho? Qual é a prova que você tem, de que você realmente vai chegar? Existe uma boa dose de fé na nossa vida diária. Nós a usamos nas mais variadas atividades e conquistas mundanas. Você acredita que Porto Alegre está lá, apesar de nunca tê-la visto antes, e você acredita que vai chegar a salvo. É por isso que sobe no ônibus, e que tem calma no momento de subir.

Use esta mesma fé, com a mesma calma, para escolher um novo paradigma para a humanidade. Porque o atual está destruindo o planeta em que vivemos e deixando as pessoas extremamente doentes.

O último palestrante da conferência diz a verdade, nós somos sim parte de uma mesma consciência universal que permeia tudo o que há. De fato, o mundo é perfeito exatamente como é, cada grão de areia e cada gota de água está no lugar certo. Mas enquanto não atingimos o vijnâna destas palavras, enquanto elas forem apenas jnâna – palavras, defendê-las para justificar nossa falta de esforço e atitude só nos tornará hipócritas e preguiçosos, atrasando nosso progresso espiritual. Até atingirmos seu vijnâna, essas palavras não são verdade.

Os diferentes estágios de nossa percepção causam a nossa verdade. E a verdadeira destruição acontecendo hoje no planeta não está sendo feita por terremotos ou tsunamis, mas pelo passo sendo dado em direção ao próximo estágio, que está destruindo uma verdade global – um conceito coletivo de realidade, construído pelo mero jnâna adquirido e estabelecido sem o seu devido vijnâna.



Um importante aspecto para a assimilação desse imenso escopo de informações vindo a tona atualmente é um dos ingredientes de um dos melhores sistemas para a evolução espiritual humana, a yoga. Este ingrediente é a devoção.

A devoção tem um sabor único, experimentá-lo abre e nutre nossos corações. Ela traz alegria, conforto, beleza e paz a um caminho que pode se tornar árido com conhecimento demasiado.

Amma recomenda um equilibrio entre os dois, ensinando que o conhecimento sem devoção é muito seco, e a devoção sem conhecimento é muito superficial. Que a devoção é um dos mais bonitos caminhos para o conhecimento. E um dos fins do conhecimento é a devoção. Devoção a Deus, nosso criador. Amar a Deus, por pura devoção.

A devoção também nos desperta de uma ilusão na qual é muito fácil mergulhar com o tremendo teor de tantas novas informações, a de que estamos vivendo uma insana e descontrolada experiência, a de que ninguém está no comando da situação.

Deus está no comando.

Isso é importante, eu vou repetir:

Deus está no comando.

Nenhum de nós nasceu para proteger a floresta amazônica, cuidar dos animais em extinção, instalar um governo justo ou nem mesmo salvar todo o planeta Terra. O propósito de nosso nascimento é buscar e conhecer nosso Criador. Esse é o nosso dever. Proteger a floresta amazônica, cuidar dos animais em extinção, instalar um governo justo e salvar o planeta é nosso dharma. Dharma é aquilo que não somos obrigados a fazer, mas fazemos porque é o certo. Porque é o caminho. Acontece naturalmente, quando resolvemos cumprir nosso dever primordial.

E é após muitas semanas vivendo com dharma e devoção, empurrando e arrastando lentamente minhas verdades para seus respectivos vijnânas, ao beber da presença de uma linda e sábia santa que nos abençoa com a sua luz, que eu parto rumo a uma nova aventura, rumo a uma viagem que será uma das mais intensas e bonitas da minha vida: uma sagrada e surpreendente peregrinação espiritual.

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Para um maior vislumbre da Índia, recomendo dois recentes documentários produzidos pela BBC:

BBC Ganges

BBC Story of India

O documentário Ganges é simplesmente deslumbrante. O Story of India ainda baseia sua pesquisa no antigo paradigma de tempo reto, e consequentemente está cheio de informações históricas equivocadas. Mas ainda assim eu o recomendo, por apresentar atrás de seu discurso histórico uma Índia genuina e contemporanea, exatamente como ela é. E talvez ainda demore um pouco até a BBC produzir documentários no paradigma de tempo circular...

Para um maior vislumbre da espiritualidade indiana, sugiro estes dois livros:

Autobiografia de um Iogue

Living with the Himalayan Masters

Mas cuidado, eles podem mudar a sua vida.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quem construiu a lua?


É noite. Caminho sendo deliciosamente empurrado pelo vento ao percorrer a longa extensão do inabalável corredor do décimo segundo andar do Bloco E, em silêncio e sem luz, pisando com o cuidado de não tropeçar em algum chinelo jogado, tocando levemente as paredes de ambos os lados, aqui e ali. É tarde. Pelo menos para um ashram, já passa das 11. Está quente e úmido. Faz 7 meses que tem estado quente e úmido. As monções ainda não abaixaram a temperatura, mesmo agora no meio de junho.

Chego ao balcão. O vento varre as minhas costas e agora também o meu peito, vindo ainda canalizado do longo corredor atrás de mim e também diretamente do mar a minha frente, trazendo o delicioso quebrar das ondas contra a dispersa parede de pedras e também um pouco de maresia. Adoro as monções. É a minha estação predileta aqui no sul da Índia. O céu adquire uma dramaticidade constante, um deleite para os olhos.

As nuvens correm frenéticas pelo céu numa louca maratona sem propósito, ora pingando suas lágrimas escassas ora despencando dúzias de piscinas olímpicas sobre os humanos, em violentas rajadas entre intervalos de sol rachante ou estrelas pálidas, obrigando a todos aqui embaixo a correr pra lá e pra cá, de abrigo a abrigo, por sobre as poças, por sob as árvores, por entre as desabrigadas ruas das vilas da costa de Kerala. Adoro esse corre-corre.

Nuvens cobrem agora quase todo o céu, deslizando ininterruptamente em círculos umas sobre as outras, se batendo e acotovelando numa fotográfica competição negra e molhada. Sinto a intensidade por toda parte. Faz alguns dias que a intensidade tem estado mais intensa. Tenho passado dias tão intensos, tenho tantas coisas para fazer, que acabei de decidir não fazer mais nada. Sento decidido a me envolver novamente nesta inquieta e perfurada manta de algodão encharcada de nanquim, madrugada adentro.

Aqui não existem ainda chemtrails, as nuvens são grandes, fofas e rechonchudas como na década de oitenta. Propícias a formação de zoológicos absurdos. Logo vejo um urso. Patas gigantescas. Ele se contorce lentamente, torce o abdomem, abre e estica os braços e abraça um... abraça um... um... coala! Nossa, é mesmo um coala! Quase do tamanho do urso. Eles se abraçam cada vez mais apertado e o coala começa a entrar na barriga do urso. Talvez para fugir de... para fugir de uma... de uma... uma girafa! Nossa, é mesmo uma girafa que se forma acima do mar! Mas porque um coala teria que fugir de uma girafa? Girafas são vegetarianas!

Desconheço também, o motivo da intensidade me levar constantemente para o balcão. Tenho tentado escrever nestas últimas semanas, entender como a mente humana sofre a abrupta queda entre a Treta e a Dwapara Yuga. Como uma civilização planetária de considerável elevação espiritual a capacidade mental – muito maiores do que as atuais! – é drasticamente suprimida a uma enorme ignorância e crescente amnésia. Afinal milagres são definidos pela incapacidade de sua compreensão, todos eles – e são muitos! – possuem explicações metafísicas ao variado alcance das variadas manifestações de consciência existentes através do universo.

Porém a intensidade contamina o fluxo e caminha meu corpo através do escuro corredor rumo a mesma visita noturna ao zoológico, noite após noite. O que ela quer que eu veja? Uma alpaca? Hoje ainda é quarta, dia de dormir cedo, não posso sentar aqui a toa deliciando-me com os possantes ventos das monções. Há uma transição a ser entendida. E saboreada. Preciso concentrar-me na dramaticidade da humanidade, não posso passar as madrugadas deduzindo girafas galoparem em direção a urso-coalas. Ou na verdade, em direção a um... em direção a um... a um... chimpanzé! Nossa, é mesmo um chimpanzé!

Mas recebi a sagrada instrução de observar. Então permaneço e observo.

Observo o chimpanzé se dissolver lentamente dentro de um estranho tipo de serpente japonesa. Julgo ser japonesa pelos olhos puxados. Pequenas explosões eróticas contaminam o corpo da serpente e de sua cauda surge uma... surge uma... surge... uma lua em eclipse! Nossa, é mesmo uma lua em eclipse! Esqueci que hoje é dia de eclipse! Passei o dia evitando humanos em silêncio – adoro dias em que evito humanos em silêncio – mergulhado nas ondas da intensidade e esqueci que hoje é dia de eclipse.

Acabou de começar. Mando todos os animais embora, rumo a bem aventurança de algum parque nacional na África e contemplo o eclipse. A linha de penumbra se move da esquerda para a direita, com extrema rapidez. Nossa, o tempo está passando realmente muito rápido! Lembro que quando era criança eu precisava inventar alguma atividade entre as observações de uma lua em eclipse. Agora a linha se move tão rápido que dá tranquilamente para acompanhar todo o progresso da penumbra a olho nú. Vamos realmente experimentar a absurda velocidade de tempo descrita por alguns magos que perceberam a transição a tempos atrás!

Rapidamente a lua é encoberta em sua totalidade e então surge a mágica:




101 minutos de pura magia. Hipnotizo-me com a beleza escarlate. Fixo o olhar atento e consciente. Que não pisca ou vira pro lado. Que se encanta e se entrega. Aos lúcidos devaneios de um infindável louvor. Que reside e concede. A viajem a um plano mais elevado, mais absoluto, mais incomensurável. Incomensuravelmente espontâneo.

E dessa espontaneidade absoluta de repente nasce uma pergunta dentro de mim:

Lua, você é artificial?

Fico um pouco impressionado com a minha pergunta. Mas não o bastante. Mantenho o olhar.

Mas ela não responde nem o retribui.

Sinto então uma nova onda de espontaneidade cobrir a pergunta com um metódico e cativante encanto de cor límpida, fazendo-a nascer novamente de minha essência:

Lua, você é artificial?

Ela permanece ainda em silêncio.

Mas não o bastante. Sinto o desabrochar de uma leve comoção. Há um ligeiro movimento. Outorgo então a inefável pergunta uma outra vez, em um novo respirar com mais amor:

Lua, você é artificial?

E ela finalmente não resiste.

Vermelha, desmancha sua calada vagabundagem sorrindo uma rápida chuva de estrelas cadentes. E joga sua inesgotável malícia para cima de mim:

O que é ser artificial?

Construída pelos homens. Ou por seres alienígenas. Por alguma forma de vida inteligente, ora bolas o que é ser artificial...

Ela pisca um rápido brilho entre suas manchas.

E qual seria a outra opção?

A outra opção? Ser natural ué, construída diretamente por Deus. Através daquilo que chamamos de natureza, o conjunto de forças que operam no universo ausentes de propósito ou discernimento.

Ela ri. O coelho sacode pra cima e pra baixo dentro da circunferência escarlate.

Tudo é construído com propósito e discernimento. E toda a construção de Deus é feita através de formas de vida inteligente – a lua me responde.

Sua resposta me atinge plena e impetuosamente. E explode dentro de mim.

Puxa vida! Isso significa que sim?!

Minha repentina excitação me restitui aos embriagados devaneios de costume. A lua torna-se novamente calada e imutável.

Estou incrédulo. Movimento-me sem propósito. A lua é artificial!

Mas de onde ela veio? E quem a construiu?

Idéias e pensamentos velozes e ferozes germinam e definham inteiros e mutilados contaminando e expalhando arrepios e vertigens em meu corpo e em minha mente. As horas passam.

Ao amanhecer, tenho a calma memória de quando estava em Barcelona em novembro último, quando David Icke apresentou uma de suas notáveis palestras aos catalães. Mas não pude ir. E fiquei ainda de descobrir o teor de suas últimas apresentações. Esta pode ser a chave.

Surfo a internet. E abro o portal.



O teor das últimas palestras de David pode ser conferido em diferentes endereços, mas recomendo esta excelente entrevista do Conscious Media Network, que junto com o Project Camelot é um dos melhores projetos de investigação dos mais variados e surpreendentes aspectos da nossa atual transição planetária.

Para assistir a entrevista, pode-se adquirir uma conta gratuita válida por 3 dias:

CMN 3 day free pass

E a entrevista está aqui: David Icke on The Moon Matrix

Alguns livros também esclarecem os mistérios sobre o nosso enigmático satélite e expõem as tantas tramanhas da agêNcia Americana de mentiraS espAciais em suas missões lunares:

Somebody Else Is On The Moon

Our Mysterious Spaceship Moon

Secrets Of Our Spaceship Moon

Who Built The Moon?

Ingo Swann, um dos principais nomes mundiais da Visão Remota, também relata evidências sobre diversas atividades lunares e projetos militares secretos em seu impressionante livro “Penetration – The Question of Extraterrestrial and Human Telepathy”, escrito em 1998. Não fosse pela longa e distinta carreira de Ingo como talvez o pai da Visão Remota, tendo oficialmente trabalhado para a inteligência do governo americano, bem como seu reconhecimento internacional como um instrutor e pesquisador renomado, talvez não haveria hesitação em descartar completamente as surpreendentes reivindicações de seu livro.

Em 1975, dois anos após a sonda espacial Pioneer revelar o alto nível de precisão das informações que Ingo obteve sobre Júpiter usando a VR, ele recebeu um telefonema de Washington, dizendo-lhe que era muito urgente que viesse a capital americana para encontrar um misterioso Sr. Axelrod. Isto o levou a uma cadeia de eventos que só podem ser descritos como fantásticos, incluindo uma longa jornada sob a estrita supervisão de dois guardas gêmeos, de helicóptero, carro e elevador, usando um capuz para garantir a completa incapacidade de reconhecimento do trajeto, que se conclui dentro de uma instalação subterrânea

Ali ele conhece pessoalmente o enigmático Sr. Axelrod, que está completamente familiarizado com o trabalho de Ingo no Stanford Research Institute, e que o convence, em troca de mil dólares por dia, a realizar uma missão de VR, uma missão tão secreta que não existe qualquer documentação sobre ela. A condição de seu emprego é que ele se comprometa a não revelar quaisquer detalhes de sua atribuição por pelo menos 10 anos, tendo sido assegurado que após esse tempo sua missão teria 'desaparecido'.

Após um período de tempo durante o qual Ingo e o Sr. Axelrod discutem os protocolos da missão, ela é então revelada: sua tarefa é ver remotamente uma secção específica da lua.

“Eu não tinha idéia do que o Sr. Axelrod queria. Talvez eles, quem quer que fossem, estavam procurando lugares apropriados para construir bases na lua. Talvez eles tinham perdido uma nave espacial secreta, ou algo nesse sentido.” (página 21)

Na sua sessão de VR inicial, Ingo percebe que suas coordenadas são para o outro lado da lua, que permanece sempre oculto. Ao chegar no local ele primeiro vê uma areia esbranquiçada marcada por um padrão que se repete, como marcas de pneus de um grande trator, e fica também confuso quando sente algo como uma atmosfera nesse lugar onde se encontra. Nesse ponto, ele é dado um outro conjunto de coordenadas e encontrando-se em uma região totalmente diferente, acredita que voltou sem querer para a Terra. Então pede desculpas, faz uma pausa e tenta novamente, usando as mesmas coordenadas de antes, só para descobrir que está vendo exatamente a mesma coisa:

“ 'Estou num lugar que é uma espécie de barranco, como em uma cratera, eu suponho. Há uma estranha névoa verde com uma luz de algum tipo. Porém além dessa luz todo o resto é escuro. Estou tentando entender de onde a luz está vindo....' Eu então parei novamente. Depois de um momento Axel me perguntou: 'Sim, e o que mais?' 'Bem, você não vai gostar disso, eu acho. Eu vejo, ou pelo menos acho que vejo, bem... algumas luzes reais ... tipo luzes de uma arena de futebol, acima da elevação, muitas delas... em cima de torres de algum tipo.'

Axel olhou para mim por um momento. Ele não estava sorrindo. 'Bem, eu vejo essas luzes! Mas como elas podem estar na lua? ' Nenhuma resposta veio de Axel. Eu continuei: 'Os russos já construíram uma base na lua ou algo parecido? É isso o que eu supostamente tenho que ver?' Mais uma vez não houve resposta. 'O quão alto são as torres de iluminação?', Axel me interrompeu... Engoli a seco novamente.

'Bom, se eu compará-las com alguma coisa que estou familiarizado, como por exemplo em Nova York, são quase tão altas quanto o prédio das Nações Unidas, que possui 39 andares.' Axel apertou os lábios, 'Você realmente vê isso então?'

'Eu então devo assumir que essas coisas realmente estão na Lua? Se assim for, isso é mais do que uma base lunar, não é Axel?' Novamente não houve resposta. Então eu continuei: 'Mas essa coisa é grande. A Nasa ou o programa espacial soviético já têm a capacidade de levar coisas tão grandes para a lua?'

Enquanto eu falava comigo mesmo sobre tudo isso, surgiu uma luz nos recessos de minha escuridão mental. De repente eu parei de falar. Olhei incrédulo para Axel. 'Você quer me dizer que eu devo assumir que este material NÃO É NOSSO! Não foi feito na Terra!' Axel ergueu suas sobrancelhas, tentando sorrir. 'Uma grande surpresa, não é?' ele disse.” (páginas 24-26)

E depois de muitas outras visitas lunares, Ingo Swann encontra torres, luzes, máquinas e estranhos edifícios:

“Um monte de cúpulas de vários tamanhos, coisas redondas como pequenos discos com janelas. Armazenados ao lado de crateras, as vezes em cavernas, as vezes em lugares que pareciam como hangares de aviação... Encontrei coisas como longos tubos, coisas como máquinas e tratores subindo e descendo colinas... obeliscos que não tinham nenhuma função aparente. Haviam grandes plataformas nas cúpulas, grandes estruturas em forma de cruz. Buracos sendo cavados nas paredes e no solo das crateras, tendo obviamente relação com algum tipo de mineração ou operações de transporte de terra.” ( página 30)

Finalmente, ele vê um tipo de entidades ou humanóides, ocupados trabalhando sob uma escura névoa verde-limão, que começam a falar excitadamente e a gesticular em sua direção.

“Imediatamente senti como se devesse fugir e me esconder, o que eu acho que fiz psiquicamente, pois perdi de vista essa imagem particular.

'Eu acho que eles me viram, Axel.'

Axel disse em uma voz calma e baixa, tão baixa que mal consegui ouvir no primeiro momento.

'Por favor saia rapidamente desse lugar.'

Meus olhos se arregalaram a medida que cheguei a compreensão:

'Você já sabe que eles são psíquicos, não é?'

Axel ergueu as sobrancelhas e deu um suspiro profundo. E nesse ponto, ele abruptamente fechou pastas.

'Acho que é melhor terminar o nosso trabalho aqui' ” (página 31)

O livro todo pode ser lido e também adquirido aqui:

Penetration – The Question of Extraterrestrial and Human Telepathy



Nestes tempos intensos em que estamos vivendo, a beira de uma fantástica transição planetária, tempos de enormes revelações espirituais e graves vazamentos nucleares, há muitos sins a serem assimilados:

Sim, o universo abunda com civilizações inteligentes e nós estamos rodeados por algumas delas. Sim, a nossa lua é um satélite artificial construído a muito tempo atrás e trazido para a órbita deste planeta, um satélite que abriga neste momento muitas bases e atividades de civilizações complexas. Sim, é provável que o nosso planeta esteja sob uma espécie de quarentena, sob o domínio de raças de aparente cunho involutivo. Sim, essas raças de aparente cunho involutivo são responsáveis pelo governo e modus operandi de nossa atual civilização.

E sim, sim, sim, quando percebemos o tamanho da prisão da qual esta realidade nos liberta, quando percebemos as extraordinárias verdades sobre a história da raça humana, quando percebemos a grandeza e as gloriosas possibilidades do universo em que vivemos e de nossos próprios corpos, quando percebemos o tamanho do bem que vem por detrás, atropelando magnificamente o ilusório e irrisório mal, quando percebemos a excelência e o esplendor das forças de luz que estão aqui para nos ajudar, da infindável e incomensurável força do amor, quando percebemos que Deus está aqui em pessoa, ao nosso lado, segurando a nossa mão e nos guiando neste alto passo que estamos prestes a dar, aí então conseguimos perceber o real significado da transição de 2012.

sábado, 11 de junho de 2011

Brincadeira de criança


Existe uma comunidade do espírito.
Junte-se a ela, e sinta o deleite
de andar pela rua barulhenta,
e ser o barulho.

Beba toda a sua paixão,
e falhe em tudo.

Feche ambos os olhos,
para enxergar com o outro olho.

Beba da presença de santos,
e não daqueles outros jarros.

Abra suas mãos,
se quiser que te segurem.

Sente-se neste círculo.

Pare de agir como um lobo, e sinta
o amor do pastor a te preencher.

Pela noite, o teu amado vagueia.
Não aceite consolações.

Feche sua boca contra comida.
Saboreie a boca do amante na sua.

Você lamenta, “Ela me deixou.” “Ele me deixou.”
Vinte outros virão.

Esvazie-se de preocupações.
Pense em quem criou o pensamento!

Por que você permanece na prisão
quando a porta está tão escancarada?

Saia do emaranhamento dos pensamentos medrosos.
Viva em silêncio.

Flua para cima, cada vez mais alto
em sempre crescentes anéis de existência.

Mas não vagueie afora pelas ruas
em seu êxtase. Durma na taverna.

Beba do vinho que te liberta o coração
assim como um camelo se liberta quando desamarrado,
e passeia livre sem destino.

Qualquer vinho te deixará bêbado.
Discirna como um rei, e escolha o mais puro,

aquele inalterado pelo medo,
ou por alguma urgência sobre "o que é necessário."

Bêbados têm medo da polícia,
mas a polícia está bêbada também.

Esta embriaguez começou em alguma outra taverna.
Quando eu voltar lá novamente,
vou ficar completamente sóbrio. Enquanto isso,
sou como um pássaro de outro continente, sentado neste aviário.
Aproxima-se o dia em que voarei,
mas quem é que agora em meu ouvido ouve a minha voz?
Quem é que pronuncia palavras com a minha boca?

Quem é que olha através de meus olhos? E o que é a alma?
Não posso parar de questionar.
Se pudesse provar um só gole da resposta,
poderia fugir desta prisão para bêbados.
Quem quer que me trouxe aqui vai ter que me levar para casa.

Pois quando um bêbado perambula pelas ruas,
as crianças riem dele.

Ele cai na lama.
Ele toma toda e qualquer estrada.

As crianças o seguem,
sem conhecer o gosto do vinho, ou a
sensação de sua embriaguez. Todas as pessoas no planeta
são crianças, exceto algumas bem poucas.
Ninguém é adulto exceto aqueles livres de desejo.

Deus disse:
"O mundo é uma grande brincadeira, uma brincadeira de crianças,
e vocês são as crianças."

Deus diz a verdade.
Se você ainda não deixou a brincadeira infantil,
como podes ser um adulto?

Sem pureza de espírito,
se você ainda está em meio a luxúria e a ganância
e outros quereres, você é como uma criança
brincando de fazer sexo.

Elas lutam e se esfregam grudadas, mas não é sexo!

O mesmo com as lutas da humanidade.
É uma disputa com espadas de brinquedo.
Sem propósito, totalmente fútil.

Como crianças em cavalinhos-de-pau, soldados proclamam cavalgar
Boraq, o cavalo-da-noite de Maomé, ou Duldul, sua mula.

Suas ações não significam nada, o sexo e a guerra que vocês fazem.
Vocês estão segurando parte de suas calças e correndo em círculos,
Dun-da-dun, dun-da-dun.

Não espere sua morte para então enxergar isto.
Reconheça que sua imaginação e seus pensamentos
e seus sentidos são como bambus
que as crianças cortam e fingem serem cavalos.

O conhecimento dos amantes místicos é diferente disto.

O empírico, o sensorial, as ciências
são como um asno carregado de livros,
ou como a maquiagem de uma mulher maquiada.
Sai com água.

Mas se você carregar a bagagem corretamente, irá propiciar alegria.
Não carregue sua bagagem de conhecimentos por alguma razão egoísta.
Rejeite seus desejos e suas obstinações,
e uma verdadeira montaria surgirá sob você.



Não fique satisfeito com o nome de HU,
com apenas palavras a respeito dele.

Experimente tal respiração.

Dos livros e das palavras surge a fantasia,
e as vezes,
algumas poucas vezes
da fantasia surge a União.

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O texto acima é uma tradução e adaptação minha de versos do grande mestre sufi Rumi, encontradas nas primeiras páginas do livro "The Essencial Rumi", de Coleman Barks.

domingo, 8 de maio de 2011

Crop Circles 2011


Começou na Europa a temporada 2011 de Crop Circles. O primeiro surgiu no dia 22 de abril, em Chepstow, no País de Gales:



No dia 29 de abril, apareceu um ao lado do famoso Silbury Hill, na Inglaterra:



E no dia 7 de maio surgiu outro também em Wiltshire:



A temporada 2011 no mundo inteiro pode ser acompanhada neste website:

Crop Circle Connector

Um lindo e encantador documentário a respeito dos Crop Circles pode ser visto aqui, recomendo bastante:

Star Dreams Documentary

E o website do documentário:

Star Dreams Website

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Terra


Um ótimo e importante documentário sobre a terra, que nos mostra que ainda há esperança:

Dirt - The Movie

Em julho do ano passado estive no ENCA - o Encontro Nacional das Comunidades Brasileiras - que aconteceu no interior do Ceará, um evento de extrema beleza e coragem! Tive a oportunidade de conversar com dois ambientalistas que trabalham para grandes empresas brasileiras, que me relataram como duas distintas áreas de recuperação ambiental estão se regenerando mais rapidamente do que o esperado.

Hoje nós temos toda a tecnologia e o conhecimento necessário para reverter o enorme cenário de destruição criado pela atual sociedade humana; apesar de estarmos a beira de um colapso planetário, nós ainda podemos evitá-lo. Ao caminharmos para a quinta dimensão, a natureza também ganha um poder de cura e regeneração muito maior, como já começa a ser comprovado.

Todos nós ganhamos um poder de cura muito maior. Ao nos estabelecer numa frequencia de maior elevação espiritual, de amor e de perdão, emitimos essa frequencia para todo o planeta, ajudando no equilibrio do sistema energético de Gaia.

Todos aqueles sendo tocados pela nova consciência que nasce neste planeta devem agir: parar de consumir lixo, em todos os seus aspectos - lixo vindo dos canais de televisão, dos supermercados, das rádios, dos governos, da internet, das lojas, das farmácias e dos restaurantes. Consuma apenas o essencial, até conseguirmos enterrar esse papel de consumidor criado pelas forças involutivas e voltarmos a atuar em papéis mais nobres, de maior propósito e abundância.

Mude-se para uma ecovila ou comunidade espiritual, trabalhe para organizações de luz, difunda informações e ações positivas ocorrendo ao redor do globo.

Em seu projeto The Story of Stuff, a brilhante Anne Leonard apresenta seis divertidas animações que trazem lucidez a essa atual doença que chamamos de civilização. Todas elas estão disponíveis em seu website:

The Story of Stuff

domingo, 24 de abril de 2011

Homenagem a Sathya Sai Baba


Esta é a minha pequena homenagem ao mestre Sathya Sai Baba, que deixou seu corpo aos 84 anos, quebrando a promessa que havia feito de viver até os 94!

Rumores chegaram nos dias anteriores, de que o mestre já havia deixado seu corpo, mas a notícia não era oficializada devido a uma outra promessa de que, caso deixasse o corpo antes dos 94, voltaria em poucos dias. Porém hoje a notícia foi oficializada.

Fui a Puttaparthi no ano passado, numa intensa e sagrada peregrinação espiritual de 3 meses através da Índia. Estou no momento escrevendo sobre esta peregrinação para publicá-la aqui em breve.

Quando cheguei em Puttaparthi fiquei impressionado com o tamanho do ashram e do darshan hall. Espiritualidade para as massas, literalmente. Milhares de pessoas se espremiam num gigantesco hall não me permitindo identificar o rosto do Swami, devido a distância.

Em sua fragilidade octogenária, ele já não falava mais em público, apenas permanecia sentado em sua cadeira de rodas, praticamente imóvel.

Foi apenas no terceiro dia que recebi sua benção. Frustrado pela constante multidão ao redor do mestre, na manhã do terceiro dia resolvi ir meditar sob uma conceituada árvore. No caminho porém, ouvi bhajans sendo ainda cantados no grande hall. Eram quase dez da manhã e o darshan estava marcado para as oito. Como na maioria das manhãs, já estava certo de que Sai Baba havia resolvido não comparecer. A imensa maioria dos devotos já havia desistido da espera e tomado outras atividades, deixando o hall vazio.

Pensei então que aquela poderia ser minha única oportunidade de sentar próximo ao templo e sentir sua shakti. Entrei no hall e caminhei até a primeira fila. E de repente, no momento em que me sentei, sinos e alarmes soaram para a surpresa de todos: Swami estava saindo para dar seu darshan.

Houve uma tremenda correria geral e em poucos minutos todo o hall estava desesperadamente tomado. E eu, ali bem na frente!

Sentir o brilho de Sathya Sai Baba foi uma experiência marcante e fascinante. Haviam dois componentes que nitidamente não faziam parte daquele corpo enrugado e senil: dois olhos profundamente abertos, vivos e cheios de luz - e os frisantes cabelos negros. De minha proximidade, não pude notar um fio branco sequer, naquele corpo de 83 anos!

"Ame a todos; sirva a todos!"



SAI RAM!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Água


Um interessante documentário russo produzido em 2008 que apresenta importantes e inspiradores aspectos sobre essa misteriosa e poderosa substância que cobre o nosso planeta, a água:

Water - The Great Mystery

(as outras 7 partes estão disponíveis ao lado da primeira)

Sempre incluo Amor e Gratidão ao abençoar minha água e alimento. David Wolfe e David Wilcock também conversam aqui sobre a importância de abençoarmos tudo aquilo que ingerimos:

David Wolfe interviews David Wilcock - Part 1

David Wolfe interviews David Wilcock - Part 2

e sobre o fascinante processo de desenvolvimento de Gaia!

O website de David Wolfe: David Wolfe Website

O website de David Wilcock: Divine Cosmos

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mensagem de Masaru Emoto


Para as Pessoas de todo o Mundo:

Por favor, envie suas orações de amor e gratidão para as águas na usina nuclear de Fukushima, no Japão!

Devido ao enorme terremoto de magnitude 9 e ao surreal tsunami, mais de 10.000 pessoas ainda estão desaparecidas... ainda neste momento... depois de 16 dias desde que o desastre aconteceu. O pior é que a água dos reatores nucleares da usina de Fukushima começou a vazar, e está contaminando o oceano, contaminando as moléculas de água e ar das áreas adjacentes.

A sabedoria humana não está sendo capaz de fazer muito para resolver o problema, porém nós estamos apenas tentando resfriar a ira dos materiais radioativos dos reatores nucleares, atirando água neles.

Não há realmente nada mais para se fazer?

Eu acho que há sim. Durante mais de vinte anos de pesquisa tecnológica em medição e fotografia de cristais de água, tenho testemunhado que a água pode tornar-se positiva quando recebe as puras vibrações de orações humanas, não importa a distancia. A fórmula da energia de Albert Einstein, E = MC2 significa realmente que a energia é igual ao número de pessoas e a consciência dessas pessoas ao quadrado.

Agora é a hora de entender o verdadeiro significado desta equação. Vamos todos unir nossas energias em uma cerimonia de oração, como concidadãos do planeta Terra. Eu gostaria de pedir a todas as pessoas, não apenas no Japão, mas ao redor de todo o mundo para por favor nos ajudar a encontrar uma solução para a crise deste planeta!



A oração é a seguinte:

Nome da cerimônia:
"Vamos enviar nossos pensamentos de amor e gratidão para todas as águas na usina nuclear de Fukushima"

Dia e hora:
31 de março de 2011 (quinta-feira)
as 12:00 horas, a cada fuso horário


Por favor diga a seguinte frase:
"Águas da usina nuclear de Fukushima,
lamentamos fazer você sofrer.
Por favor perdoe-nos. Nós lhe agradecemos, e nós lhe amamos."


Por favor, diga isso em voz alta ou em sua mente. Repita três vezes colocando as mãos juntas em posição de oração. Por favor ofereça sua sincera oração.

Muito obrigado do fundo do meu coração.

Com amor e gratidão,
Masaru Emoto
Mensageiro da Água

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A mensagem original está no Website de Masaru Emoto.

Aqui no sul da Índia estamos diariamente mandando amor para as regiões afetadas no Japão. É ótimo mandar a oração na data marcada, mas ela continua funcionando nos dias e meses seguintes...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O grande ciclo do Tempo


Por todos os continentes há vestígios de grandes e antigas civilizações que desapareceram misteriosamente. Todas essas civilizações falavam a respeito de um período de grande iluminação sobre a face da Terra, de uma sublime era dourada, quando as pessoas eram muito mais sábias e viviam por muito mais tempo, em sociedades de grande abundância, bem-estar e harmonia com a natureza; uma gloriosa época em que podíamos desfrutar de um verdadeiro paraíso sobre a superfície deste nosso pequeno planeta azul.

Os relatos recuperados destas civilizações falam também a respeito de uma queda, de um fatídico e devastador declínio espiritual, moral e material que atingiu a humanidade, do qual nenhuma destas grandes civilizações conseguiu escapar. Todas elas entraram em colapso e seus valiosos conhecimentos foram sistematicamente perdidos, mergulhando a humanidade numa era de ignorância e trevas, que parece ter atingido o seu ápice no começo da Idade Média, a cerca de 500 DC.

Porém recentemente muitos arqueólogos têm descoberto evidências que provam que estas civilizações são mais antigas do que os cálculos feitos anteriormente – de que havia muito mais coisas acontecendo no planeta a milhares de anos atrás do que se pensa até então. Esses novos descobrimentos arqueológicos empurram continuamente os relógios de nossa história para trás, deixando óbvio que estas complexas sociedades de milhares de anos atrás eram em muitos aspectos mais avançadas do que nós somos hoje em dia. Tais descobertas indicam também que civilizações que habitavam diferentes continentes comunicavam-se entre si; estudos recentes de seus barcos mostram que eles eram tão bons quanto os do século 19.

Sociedades do Sudeste Asiático e da América Central tinham as mesmas palavras para identificar os mesmos dias da semana, que ocorriam também na mesma sequência. A arquitetura de suas cidades possuíam características e construções extremamente semelhantes, como as pirâmides por exemplo, que podem ser encontradas com suas correspondentes simbologias e simetrias em todos os cinco continentes do globo, na África, Ásia, Oceania, América e Europa. Provavelmente é só uma questão de tempo até acharmos as da Antártida...

Mas o que causou a queda e a dissolução destas avançadas e complexas sociedades? Seria possível a existência de um ciclo capaz de explicar esse íngreme declínio moral e a consequente perda do conhecimento de nossa verdadeira história? Um ciclo capaz de identificar também a atual ascensão e a futura queda de nossa atual civilização?

Seria possível, que assim como a Terra percorre uma órbita ao redor do sol que influencia o nosso dia a dia ao determinar as estações do ano, o nosso sol esteja também percorrendo uma órbita que influencia o nosso dia a dia ao determinar as estações metafísicas para a ascensão e queda de nossas civilizações?

O estudo de antigas sociedades revela que elas tinham na base de sua sabedoria uma prática que parece ter sempre guiado o homem em suas maiores conquistas: a observação das estrelas. Observando o céu, os astrônomos de antigamente notaram que durante a noite algumas constelações de estrelas percorriam a mesma trajetória percorrida pelo sol durante o dia. Essas constelações foram observadas e identificadas como sendo 12 em seu total e nomeadas de acordo com a imagem com a qual se assemelhava a ligação de seus pontos de luz – assim nasceu o zodíaco.

Tais cientistas das estrelas notaram também que duas vezes por ano, o dia e a noite tinham exatamente a mesma duração, e esses dias foram então nomeados de equinócio da primavera e equinócio do outono: equinócio vernal e equinócio outonal. Os calendários antigos usavam os equinócios como seu padrão de cálculo e ainda hoje eles são usados para calibrar o nosso contemporâneo Universal Time – UTC.



Ao juntar estas duas observações, os astrônomos notaram algo muito importante no decorrer dos anos: que a cada novo equinócio as constelações não estavam exatamente na mesma posição do ano anterior, mas pareciam estar se movendo para trás no céu, num movimento que chamaram de precessão do equinócio.

Movendo-se para trás, foi observado que cada constelação leva aproximadamente dois mil anos para passar pelo equinócio, levando assim aproximadamente 24 mil anos para um ciclo inteiro do zodíaco se fechar.

Isso significa que daqui a milhares de anos estaremos observando um céu diferente do qual vemos hoje. Significa também que nossos ancestrais viam diferentes constelações no céu de milhares de anos atrás.



A medida que o equinócio de primavera aponta para diferentes constelações, o polo norte consequentemente aponta para diferentes estrelas do hemisfério norte, devido a inclinação de nosso planeta.

Se tirarmos uma foto de longa duração durante a noite do polo norte, veremos as estrelas como círculos de luz em torno da Polaris, a atual estrela do norte; porém daqui a alguns milhares de anos será uma outra estrela que estará no centro desta fotografia.

Na época do nascimento de Jesus, a constelação de Aries estava ficando menos dominante no céu do equinócio e a constelação de Peixes estava se movendo para tomar o seu lugar. O símbolo cristão do peixe simboliza assim o período que se iniciou naquela época, quando o equinócio começou a apontar para a constelação de Peixes.

Antes do nascimento de Jesus o equinócio apontava para a constelação de Aries, e antes desta, para a de Touro.

Incontáveis artefatos, imagens e textos de antigamente que fazem referencia a carneiros, touros e peixes foram confundidos como símbolos pagãos pelos nossos historiadores, quando na verdade representavam conhecimentos científicos, sendo usados para marcar posições astronômicas e referenciar interpretações astrológicas sobre este enorme ciclo.

A cultura greco-romana de Mithras é considerada a última grande cultura pagã do globo, atingindo o seu ápice apenas 100 anos antes do nascimento de Cristo. Mas perceba o anel em volta da imagem desse profano deus pagão: é na verdade o mapa astral.



Hoje o equinócio de primavera ainda aponta para a constelação de Peixes, mas muito em breve começará a apontar para Aquário, indicando assim o nascimento da Era de Aquário.

Para os antigos sábios da Índia – os rishis, a precessão do equinócio atua como um grande relógio cósmico de consciência, que estabelece o ciclo de ascensão e queda da consciência humana. Doze mil anos de ascensão e doze mil anos de queda.

Enquanto o equinócio marca o período de ascensão, nossa capacidade mental e percepção espiritual aumentam gradativamente até chegarmos eventualmente à compreensão de Deus. Porém logo após o relógio marcar a meia noite, no ápice de nossa experiência divina, entramos no período de declínio e nossa consciência é gradualmente reduzida até chegarmos ao extremo oposto desta existência dualística, quando mergulhamos nas trevas da ignorância e do esquecimento, criando assim um novo ponto de partida para a repetição da história humana.

Assim como o dia e a noite acontecem pelo movimento de rotação da Terra e as estações do ano pela órbita da Terra ao redor do sol, os eventos da história humana acontecem devido a uma órbita percorrida pelo nosso sol, que leva consigo todo o nosso sistema solar, num movimento que causa a precessão do equinócio.

Mas o que causa esse movimento do nosso sol? Ao redor do que ele está se movendo? Pesquisas recentes mostram que a maior parte das estrelas do universo faz parte de sistemas binários, ou seja, elas estão se movimentando ao redor de uma outra estrela.

Sóis solitários são a exceção e não a regra através do cosmos. Mais da metade das estrelas do universo ou estão em sistemas binários, ou em sistemas ainda mais complexos, de três, quatro ou até cinco estrelas que giram ao redor umas das outras.

Os antigos yogis da Índia falavam a respeito da existência de dois sóis em nosso sistema, o que era justamente a causa da precessão do equinócio. Nosso sol está girando em torno de um outro sol e este sistema binário está também girando em torno de um grande sol no centro de nossa galáxia, a Via Láctea.



Estarmos num sistema binário fornece uma imediata explicação para o comportamento de vários cometas e cinturões de asteroides que permanecem incompreendidos no nosso atual paradigma. A análise do momento angular de nosso sol de repente também começa a fazer sentido.

Uma das características de sistemas binários são órbitas elípticas e a inconstância da trajetória de suas estrelas, que sofrem uma aceleração de velocidade em suas órbitas ao se aproximarem uma da outra.

Se a atual velocidade de translação do sol fosse constante, o ciclo completo levaria aproximadamente 26 mil anos. Mas cientistas confirmam que a velocidade da precessão está aumentando. Num sistema binário a aproximação do outro sol causa uma aceleração e consequente redução de 8% no tempo total do ciclo, o que no nosso caso muda a medida para aproximadamente 24 mil anos.

Essa aceleração também seria responsável por uma mudança na nossa percepção de tempo, uma vez que tempo nada mais é do que o consequente efeito de espaço percorrido.

Mas novos conhecimentos são sempre recebidos com resistência. Nossa pequena e recente história abunda exemplos disso. A existência de um segundo sol desafia nosso atual paradigma assim como a redondeza de nosso planeta e a centralidade de nosso sol um dia desafiaram os paradigmas de outrora. Copérnico e Galileu poderiam nos contar tudo a respeito...

E a idéia de uma linha de tempo circular desafia o paradigma da reta, onde tudo o que estava a esquerda era obrigatoriamente menos evoluído do que aquilo que estava a direita. A famosa teoria da evolução que estipula uma linha de tempo reta foi uma das maiores responsáveis pelo descaso, resistência e incapacidade de tantos cientistas através das ultimas décadas, em analisar evidencias que exibiam e confirmavam um outro paradigma.

Realmente não estamos acostumados a analisar a história em períodos de tempo tão grandes. Para ajudar portanto no entendimento deste vasto ciclo, os antigos sábios da Índia criaram um método de divisão para melhor compreende-lo: as Yugas.

O ciclo da existência humana foi dividido em 4 Yugas: Kali, Dwapara, Treta e Satya, conforme a ilustração a seguir:



A Kali Yuga é a Era do Materialismo. O indivíduo comum nesta era não tem a capacidade mental de compreender nada além do mundo físico que percebe através de seus cinco sentidos básicos. A existência de energias mais sutis está além da compreensão de tal indivíduo, que não consegue sequer imaginar tais forças.

A Dwapara Yuga é a Era da Eletricidade. O indivíduo comum nesta era já compreende a existência de energias mais sutis, como a eletricidade, a gravidade e o magnetismo, que são as forças criadoras do mundo material. A principal característica desta Yuga é o avanço tecnológico.

A Treta Yuga é a Era da Mente. A capacidade mental do indivíduo comum sofre um exponencial crescimento durante esta era, e consegue compreender forças como o magnetismo divino, que é a fonte de todas as forças elétricas que criam o mundo material.

E a Satya Yuga é uma fascinante Era da Espiritualidade. A humanidade tem então a seu alcance a capacidade de perceber os mundos invisíveis e de experimentar a criação divina com uma total compreensão de Deus.

O ciclo de 24 mil anos é dividido em duas partes: o arco ascendente e o arco descendente, de 12 mil anos cada. Dentro de cada arco, a Kali Yuga tem uma duração de 1200 anos, a Dwapara dura 2400 anos, a Treta 3600 e a Satya Yuga 4800 anos.

No início e no final de cada Yuga existe um período de transição respectivo a suas diferentes durações, 100 anos para a Kali Yuga, 200 anos para a Dwapara, 300 para a Treta e 400 para a Satya.

Segundo os cálculos dos antigos rishis, a humanidade caiu na última Kali Yuga no ano 700 AC, atingindo o ponto de menor desenvolvimento mental e espiritual no ano 500 DC. Nossa história confirma isso, apresentando o colapso de todas as civilizações existentes durante este período, como a dissolução do Império Romano no ano 476 DC e a entrada na obscura Idade Média, um período de enorme miséria, fome, pragas, guerras e perseguições ao redor do mundo todo.

A Kali Yuga durou até o ano 1700 DC, quando entramos na Era da Eletricidade, com o período de transição iniciando-se em 1600 e indo até 1900. Mais uma vez nossa historia confirma isso: exatamente no ano de 1600 William Gilbert descobriu as forças magnéticas e a presença de eletricidade em todos os corpos físicos. Em 1609 Kepler descobriu importantes leis de astronomia e Galileu inventou o telescópio. Em 1621 Drebbel inventou o microscópio. Em 1670 Newton descobriu a gravidade e em 1700 Thomas Sarvey usou a primeira maquina a vapor.

Foi durante essa época que o processo científico se reiniciou com toda sua força e começou a surgir paz política no mundo, o que simplesmente não existiu durante toda a Kali Yuga. Valores humanos começaram a ser respeitados e a humanidade avançou bastante em todas as áreas. E foi justamente na virada do século 20, no encerramento do período de transição e entrada oficial da Dwapara Yuga – a Era da Eletricidade, que o mundo começou a ser iluminado pela energia elétrica.

Porém o mais interessante destas descobertas é que Aristóteles sabia que a Terra girava em torno do sol. Arquimedes também ensinava isso na Grécia antiga, dois mil anos antes de Copérnico! Assim como muitos outros conhecimentos, este também foi perdido por muitos séculos até ser recuperado no renascimento cientifico do começo da nossa era moderna.

E assim como a translação da Terra ao redor do sol foi esquecida durante a Kali Yuga, nós também esquecemos que fazemos parte de um sistema solar binário, e este conhecimento está sendo recuperado apenas agora.

O grande mestre indiano Sri Yukteswar Giri escreveu em 1894:

Nós aprendemos com a astronomia Oriental que as luas giram em torno de seus planetas, e planetas giram em torno de seus eixos e com suas luas, ao redor do sol; e o sol, com seus planetas e suas respectivas luas, possui uma estrela como parceiro e gira em torno desta num ciclo de aproximadamente 24 mil anos terrestres – um fenômeno celeste que causa o movimento retrógado dos pontos do equinócio através do zodíaco. O sol também possui um outro movimento pelo qual gira em torno de um grande centro chamado Vishnunabhi, que é o trono do poder criativo, Brahma, o magnetismo universal. Brahma regula o dharma, a virtude mental do mundo interno.

O ciclo de ascensão e queda da consciência humana é causado pela aproximação e afastamento de nosso planeta e sistema solar de Vishnunabhi. A medida que nos aproximamos, nossas virtudes mentais se tornam tão desenvolvidas que conseguimos entender todos os mistérios do Espirito. Então nos afastamos por 12 mil anos até chegarmos ao ponto mais longínquo do trono de Brahma, e nossa virtude mental é drasticamente reduzida. Mas logo tornamos a nos aproximar e a desenvolver nossas faculdades mentais mais uma vez, num interminável ciclo divino. Cada período de 12 mil anos traz uma completa mudança externa no mundo material e também interna no mundo intelectual.

O ultimo ápice da Satya Yuga, ou Era Dourada, ocorreu em 11.501 antes de Cristo. Em 11.500 AC, nosso sol começou a se afastar de Vishnunabhi e nos próximos 4800 anos a humanidade perdeu a capacidade de compreensão do mundo espiritual. Nos 3600 anos seguintes o sol passou pela Treta Yuga descendente e nós perdemos o conhecimento do magnetismo divino. Nos próximos 2400 anos perdemos o conhecimento das forças elétricas. E em mais 1200 anos, chegamos ao ponto mais afastado do trono de Brahma, restando-nos somente uma compreensão bem restrita do mundo material. O período a cerca de 500 DC foi então o de maior escuridão de todo o ciclo de 24 mil anos.

Nós estamos atualmente no ano 311 da Dwapara Yuga ascendente. Mas não é isso o que a grande maioria das tradições da Índia ensina atualmente!

Os atuais almanaques hindus dizem que a Kali Yuga tem 432 mil anos de duração, e que estamos hoje apenas no ano 5111 desta macabra Yuga, restando ainda 426.889 anos de escuridão moral e espiritual até chegarmos ao começo da DwaparaYuga ascendente. Um prospecto um tanto preocupante! Mas que felizmente, não é verdadeiro.

Sri Yukteswar Giri explica também que os astrônomos e astrólogos que calculam os almanaques hindus foram guiados pelas errôneas anotações dos eruditos de sânscrito daquela época.

O erro se infiltrou nos almanaques pela primeira vez durante o reino de Raja Parikshit, logo após o término da última Dwapara Yuga descendente. Naquela época o rei Maharaja Yushisthira, consciente do início da obscura Kali Yuga, transferiu seu trono para seu neto Raja Parikshit e junto com todos os homens sábios de sua corte, se retirou para as montanhas dos Himalayas.

Assim não restou ninguém na corte de Raja Parikshit que entendesse o principio para calcular corretamente os anos das Yugas. Outro fato que selou o erro nos almanaques foi que após o término dos 2400 anos da Dwapara Yuga descendente, ninguém na nova corte ousou introduzir a assustadora Kali Yuga em seu ano de numero um, o que anunciaria oficialmente o começo de uma longa e tenebrosa miséria que assolaria o mundo durante muitos reinados. O primeiro ano da Kali Yuga foi então numerado 2401, uma ilegítima continuação da Dwapara Yuga anterior.

Mas então em 499 DC a Kali Yuga completou os 1200 anos descendentes e o sol chegou ao ponto mais afastado do grande centro da Via Láctea. Porém conforme a errada numeração em vigor, esse ano agora era o de 3600.

Ao entrar em sua fase ascendente, com o sol novamente se aproximando da grande estrela central, o poder intelectual do homem começou novamente a se desenvolver. Após algumas centenas de anos o erro dos almanaques foi finalmente notado pelos sábios de então, que perceberam que os antigos rishis tinham estipulado o período total da Kali Yuga em apenas 2400 anos, 1200 para cada arco. Como poderiam estar então num ano que passava dos quatro milhares?

Porém como o intelecto desses sábios estava pouco desenvolvido ainda sob a influencia da Kali Yuga ascendente, eles notaram apenas o erro, mas não a razão para tal erro. Foi assim que chegaram a conclusão de que os 1200 anos mencionados pelos antigos rishis para cada arco não poderiam ser anos terrestres, mas eram na verdade anos dos deuses.

Um ano solar terrestre é equivalente a um dia dos deuses. Tendo também cada mês divino 30 dias e cada ano divino 12 meses, eles chegaram a conclusão de que 1200 anos dos deuses referentes a duração da Kali Yuga significavam 432.000 anos terrestres.

De acordo com esses novos cálculos equivocados, a Dwapara Yuga teria então 864 mil anos, e outras Yugas chegariam aos milhões de anos terrestres, o que causa uma total perda da perspectiva humana. Infelizmente esse erro continua sendo ensinado hoje na grande maioria das tradições hindus e contribui para um vasto desinteresse e perda dos benefícios intelectuais que o ciclo das Yugas traz para a compreensão da historia humana.

Sri Yukteswar Giri também sugere que deveríamos usar um calendário baseado em princípios científicos derivados de fenômenos celestes, como o ciclo das Yugas, ao invés de calendários que tem como a sua base o nascimento de pessoas de eminencia, como o atual. Ao invés de 2011 então, estamos no ano 311 Dwapara. Era esse o calendário usado na Índia antiga até o reino de Raja Parikshit.

A humanidade saiu da ultima Satya Yuga a 8711 anos atrás e infelizmente a imensa maioria dos valiosos documentos e conhecimentos registrados naquela época foram perdidos ou destruídos, conforme caímos em direção a Kali Yuga. Apenas uma pequena porção deste conhecimento é mantida em segredo dentro de bibliotecas como a do Vaticano. O estudo de alguns destes documentos hoje revela a existência de objetos voadores mais avançados que nossos atuais aviões, em operação a milhares de anos atrás no nosso planeta.

Ainda temos dois mil anos de avanço tecnológico a nossa frente dentro da atual Dwapara Yuga ascendente. Considerando o exponencial progresso que fizemos nos últimos 300 anos, devemos atingir o mesmo ápice tecnológico de outrora até o final desta era, quando nossa tecnologia se tornará literalmente mágica. E então entraremos na Treta e na Satya Yugas, que são simplesmente incompreensíveis para a atual humanidade.

O ciclo das Yugas é um grande relógio cósmico que pode ser usado para compreender a influencia energética dos astros sobre a humanidade, mas que não restringe nosso poder e liberdade pessoais de crescimento e transformação. A vida de grandes mestres através de todas as eras prova que existem indivíduos vivendo na Satya Yuga durante o decorrer de todas as eras, inclusive no ápice da escuridão humana que é o centro da Kali Yuga.

Deus nunca abandona a humanidade, nunca nos deixa sem algum personagem excepcional que superou a influencia do ciclo do Tempo entre nós, para que atue como mestre e guie aqueles que honestamente sentem o chamado de seu Espírito.

Todos nós encarnamos aqui com o mesmo objetivo e temos o potencial de atingi-lo em qualquer era. Nosso objetivo é experimentar 3 coisas: Existência, Consciência e Êxtase.

Homens mundanos não conseguem transcender os limites mundanos em que confinaram a si mesmos. Somente com o despertar do chamado espiritual conseguimos superar a influencia do ciclo das Yugas e gradualmente nos tornar divinos, atingindo a árdua transcendência dos desejos materiais e a sublime experiência de Deus. Somente o verdadeiro amor divino pode nos levar a esta transcendência e libertar nosso espirito deste interminável ciclo do Tempo.

Tamanha a sabedoria da observação do céu! Platão já dizia na Grécia antiga:

A astronomia compele a alma a olhar para cima e nos leva desse mundo para um outro.”

Porém observar o céu se tornou um hábito um tanto esquecido no mundo de hoje, onde a luz das estrelas parece ter sido apagada pela ilusória luz de nossas tecnologias.

Se apenas nos lembrássemos de observar o céu mais atentamente... o que mais será que conseguiríamos ver?

EXT . BAIRRO GÓTICO – INVERNO

Amanhece. Acompanho o gelado esmaecer das últimas estrelas que insistem em brilhar para uma civilização que não está mais olhando. Ainda nem acabei de transbordar a minha incompatibilidade emocional do topo dos edifícios medievais e já surge um intenso vermelho ao longo do horizonte que indica que preciso partir.

Desço as escadas e caminho leve, um pouco frio pelas vielas estreitas e apedrejadas de um cinza intocado pela alvorada, guardando cuidadosamente nos bolsos as observações feitas para as futuras criações de um tão sonhado planeta. Passeio meu rosto por um doce silêncio matinal que é harmoniosamente interrompido por cambaleantes meninas que se exaltam bonitas em seus saltos, com a intensa maquiagem torta dos sorrisos trocados através da madrugada de alguma curiosa casa noturna catalã, analisada ainda nos breves e saltitantes espelhos de um comércio chique e dormente.

Chego a praça Catalunya, é cedo e cruzo a grande avenida acompanhado de um terno preto bem apressado, fruto dos anos madurando sob a sombra de um provável escritório hermético esquecido pelas naturais revoluções de Gaudi. Dopado pelos excessos das faltas e pelas exaustões das ingestões desproporcionadas, ele logo perde o folego e acena para um longínquo taxi.

Espero a porta do ônibus abrir. De um azul bonito, o ônibus. Quase tão bonito quanto o céu. Sento a mochila num banco e volto a observar o céu. Todas as estrelas já se retiraram e também não há nuvens, porém a ausência do branco dura muito pouco: de repente surge um intenso ponto branco bem na ponta do meu nariz e começa a se transformar numa reta. A reta se alonga, alonga, alonga e transforma-se numa curva, que fica grande, grande, imensa e divide o céu em dois:



Entro no ônibus. Coloco a mochila no bagageiro e me aconchego na ultima fileira, um tanto preocupado pelo meu considerável atraso. Lá fora chega um confuso e barulhento grupo de turistas ainda escovando os dentes e fechando as malas. Espero ansiosamente as malas e os malas subirem no ônibus enquanto observo um segundo avião do outro lado do horizonte também riscar o céu:



De ponta a ponta. Surge um terceiro e um quarto. E um quinto e um sexto. O ônibus parte devagar e perco o horizonte da praça, sendo dirigido entre estreitas ruas com muitas árvores que me levam de uma janela a outra em minha observação. Aqui e ali vejo a enorme operação em andamento sobre uma indefesa cidade que ainda dorme em sua maioria. Alguns riscos começam a se transformar em nuvens ralas e em muito pouco tempo o céu se transforma radicalmente. Chegamos a Praça Espanha e eu tiro esta foto:



No caminho do aeroporto ainda consigo uma outra:



Desço no aeroporto e corro para despachar minha mochila. Corro para o portão de embarque e para dentro do avião. Durante toda minha corrida não notei ninguém no aeroporto reparar a absurda operação amplamente visível no céu de Barcelona. O que será que o pessoal da torre de controle acha que estes aviões estão fazendo?

Decolamos. Passamos a esquerda do majestoso Mont Serrat e logo estamos sobrevoando os topos cobertos de neve dos Pirineus. Ao longo da minha viagem fica claro que o alvo desta operação são os grandes centros urbanos, ao passar ao lado de duas grandes cidades francesas posso constatar a mesma operação em andamento sobre elas.

Atravessamos o Canal da Mancha e a Inglaterra está mais uma vez escondida debaixo das nuvens. Perdemos altitude e ganho uma clara e húmida visão de Londres antes de aterrissar. A Grã Bretanha tem sido um dos maiores alvos desta operação mundial que começou na segunda metade da década de 90, mas devido às pesadas nuvens, não consigo constatar desta vez a verdade das palavras de nosso querido William, sobre as coisas que existem entre a terra e o céu. A atmosfera está escura, mas serena. Bem diferente do verão passado...

FLASHBACK -- EXT . RICHMOND – VERÃO

Fecho a porta da frente com cuidado, para não acordar meus anfitriões. O atraso do meu voo da Índia intensificou meu jet-lag e a janela do quarto se tornou pequena para o que me revelava. Atravesso a varanda da frente impressionado com o tamanho da operação matinal. É somente o inicio do amanhecer, que se torna um evento longo durante o verão inglês, mas já parece o final do expediente nos céus londrinos.

Caminho pelas agradáveis ruas residenciais rumo ao parque e já noto em minha pele a sutil sensação metálica do ar a minha volta, fruto da inédita campanha de pulverização da raça humana patrocinada pelas forças involutivas. Observo os aviões realizando uma bárbara operação no céu e me questiono qual a explicação dada aos seus respectivos pilotos para que aceitem conduzir essas missões.

A concentração de alumínio na atmosfera refletirá os raios do sol de volta ao espaço, combatendo assim o temido aquecimento global – nós não podemos perder tempo mas por favor não contem nada as suas famílias? Ou que ao pulverizar nossas cidades com estas maravilhosas substancias estamos protegendo nossa população contra os novos maquiavélicos vírus que estão por vir e que reduzirão drasticamente a população do terceiro mundo? Ou talvez, que a nossa segurança nacional depende de uma maior concentração de metais no ar para o bom funcionamento de nossa rede eletromagnética? Ou ainda, para aqueles com acesso a um maior nível de segredismo: precisamos tomar as devidas precauções contra as variadas raças alienígenas que ameaçam o nosso estilo de vida!

Difícil ter certeza do motivo, se faz parte do projeto HAARP no Alasca e é uma tentativa de controlar as ondas eletromagnéticas de nossos cérebros ou se a tentativa é de impedir o recebimento do benéfico efeito cósmico do alinhamento planetário com o centro da galáxia. Quando chego ao parque, o céu já atingiu um nível de surrealismo quase inacreditável:



A foto acima não foi tirada por mim, mas ela reflete fielmente o céu londrino sobre a minha cabeça durante aquele amanhecer.

Sento na grama e fecho os olhos em meditação. Concentro minha mente e transformo a sopa química acima de mim em pétalas de rosas caindo suavemente cheias de deleite sobre todo o parque, atiradas de cima das nuvens pela própria e linda Mãe Divina. Vestida num exuberante sári vermelho com bordas douradas, ela docemente sorri sua infinita sabedoria e despeja as pétalas divinas sobre sua criação, abençoando as arvores e os campos, os carvalhos e o capim, os esquilos e as raposas, os cavalos e os veados.

Toda a exuberante vida do parque ao meu redor brilha com graciosos movimentos abençoados e o mundo irradia o seu êxtase e a sua perfeição. As pétalas caem dos céus exalando um sublime amor que contamina o ar com uma profunda sutilidade – exatamente como vi do avião há seis meses atrás!

FLASHBACK -- INT . HEATHROW – INVERNO

Aguardo meu voo para a Índia no moderno terminal 5 enquanto amanhece mais um novo dia. Não há uma nuvem no céu e tudo indica que Londres terá um frio dia de sol. Mas de repente vejo um avião riscar o céu. E um segundo. E um terceiro. E um quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, décimo primeiro...

Em uma hora observando o céu pelas enormes e propícias paredes de vidro do aeroporto, calculo um total de trinta aviões pulverizando a atmosfera com chemtrails, os rastros químicos. Fazia quatro anos que eu não vinha a Europa e apesar dessa operação já estar em andamento desde a década passada, ela com certeza parece ter se intensificado nesses últimos anos.

Sinto o peso do claro testemunho de uma operação secreta de tão grande porte. Quem está patrocinando isso? Qual o real propósito destes rastros? Neste recente documentário, um dos primeiros a serem feitos sobre esta questão, algumas explicações são apresentadas:

What in the world are they spraying?

E aqui estão algumas boas fontes de informação a respeito:

https://www.geoengineeringwatch.org/

http://globalskywatch.com/

http://educate-yourself.org/ct/

https://aircrap.org/

Caminho pela plataforma de embarque enquanto incontáveis chemtrails se espalham pela atmosfera, cobrindo o céu e transformando-se numa vasta camada homogênea de fumaça.

O avião decola. Continuo a observar ininterruptamente pela janela uma cena que daria inspiração a George Orwell, a medida que sobrevoamos Londres e entramos no Canal da Mancha: dezenas e dezenas de aviões, a maioria de aparência militar, criam um enorme retângulo artificial de chemtrails que tapa o sol sobre a Grã-Bretanha. Vejo nitidamente os limites sul e leste deste retângulo, e o que deveria ser um ensolarado dia de inverno se transforma num artificial dia nublado e cinzento para os ingleses.

Observo os outros passageiros atentos na programação oferecida pelas suas televisões individuais, completamente ignorantes ao mundo real lá fora. Uma aeromoça robótica me pergunta o que eu quero beber. Pondero se sua estranha robotização é fruto dos componentes químicos que tem respirado durante anos. Será que não tem nenhum alquimista transformando as chemtrails em chuva de pétalas na cidade onde ela mora?

Os principais componentes despejados por estes aviões parecem ser alumínio e bário, ambos altamente tóxicos a todas as formas de vida. Enquanto o documentário acima defende o proposito do controle financeiro das sementes dos alimentos humanos, como já mencionei minhas observações confirmam que o foco desta operação tem sido as grandes cidades, e não o campo.

O que está acontecendo nesse planeta? Estariam as forças involutivas, responsáveis pelo atual governo das nações da superfície terrestre e consequentemente, pelas experiências de terceira dimensão que nossas almas escolheram vivenciar aqui, simplesmente fora de controle? Tenho certeza que não.

Uma lenda da Índia antiga conta que um rei recebeu uma premonição de que Deus, devido as preocupantes condições da sociedade de então, poderia em breve encarnar na forma de um Avatar. Ciente das sábias palavras do Bhagavad Gita,

Sempre que a virtude declinar e o vício predominar, Eu encarno como um Avatar. Na forma visível eu apareço de tempos em tempos, para proteger os virtuosos e reestabelecer a justiça.

o rei logo deu início a um secreto plano de governo para drasticamente piorar as condições de vida e a moralidade de seus subordinados, na esperança de que Deus encarnasse ali, em seu reino.

Será que assim como o rei da lenda, o comandante dessa sinistra operação mundial também esconde boas intenções para todos nós?

Ou será que essa surreal operação está sendo permitida pelo gerenciamento planetário, assim como a descomunal contaminação de todo o nosso meio ambiente, visando a preparação de uma nova superfície terrestre, que terá uma nova composição química para dar suporte a novas formas de vida? Uma nova raça humana?

Será que durante todas as Dwapara Yugas ascendentes, a humanidade coloca em risco sua própria sobrevivência ao desenvolver e utilizar irresponsavelmente suas novas tecnologias, estando ainda impregnada da ignorância da prévia Kali Yuga? Ou será que 2012 realmente aponta para um evento galáctico de rara frequência universal que se sobrepõe ao ciclo das Yugas e que atraiu este inédito cenário planetário para a resolução da atual humanidade?

Enquanto não temos as respostas, devemos continuar nossa atenta observação desta magnifica aventura terrestre. A observação do mal nos leva a percepção do profundo bem contido detrás dele. Conhecimento é energia e essa energia expande nossa consciência. Sempre que nos conscientizamos de um novo problema, é porque já atingimos o acesso a sua solução.

É o medo que nos torna vulneráveis a aquilo que temos medo. Se tivermos medo das chemtrails, elas então nos afetarão. As pessoas denunciam e se revoltam contra aqueles que estão destruindo a natureza, poluindo a água e o ar, porque elas tem medo que isso as fará doentes ou as matará. Mas na verdade é o medo, consequência de uma ignorância metafisica, que nos torna susceptíveis a qualquer ataque externo que venhamos a sofrer. Sem a permissão de nossas almas, até a radiação de uma usina nuclear não poderia nos afetar de forma alguma.

Estamos coletivamente criando a realidade desta ilusão para chegarmos a percepção dos nossos indestrutíveis corpos de luz. Nosso DNA é uma poderosa criação que tem o poder de transmutar qualquer coisa que não desejamos em nossa realidade, inclusive vírus mortais, poluição tóxica ou superbactérias, desde que não tenhamos medo e que saibamos que podemos fazer isso.

Masaru Emoto nos mostrou o que os nossos pensamentos podem fazer com a estrutura molecular da agua:



Com a sua maravilhosa pesquisa ele provou que nossos pensamentos e emoções podem afetar e transformar profundamente o mundo a nossa volta. Ele demonstrou que a escura e amorfa estrutura de aguas poluídas pode rapidamente se transformar em límpidos hexágonos cristalinos, se exposta a positiva vibração de pensamentos de luz.

O mesmo principio é valido para a comida que ingerimos, o ar que respiramos e todas as coisas com as quais temos contato. Aquilo que acreditamos ou tememos que essas coisas farão conosco, é exatamente isso o que elas fazem. E se nossos pensamentos podem mudar a estrutura molecular da agua de um rio poluído, imagine o que eles podem fazer com nosso próprio corpo, que é 90% água.

Somos perfeitamente capazes de abençoar tudo a nossa volta e assim aumentar a frequência na qual nossa realidade imediata está vibrando. Nós influenciamos todas as coisas que nos cercam e determinamos como irão nos afetar, através do significado que damos a elas. O conhecimento da ilusão do mundo material nos faz perceber que não há nenhum mal real lá fora, e assim age como um impenetrável escudo de proteção. Quando atingimos uma consciência de unidade, a necessidade de nos defendermos de algo simplesmente não existe.

Sabermos que somos uma expressão da Consciência Divina irradia essa expressão para o mundo todo ver. Tudo aquilo em que focamos nossa atenção cresce, se desenvolve e torna-se nossa realidade. Nós somos aquilo que pensamos que somos. Somos nossa própria criação. E nos criamos para nos desenvolver e chegar a experiência de Deus.

Estamos vivendo o maior renascimento espiritual que o espírito de Gaia já testemunhou. É tempo de observarmos o que está acontecendo hoje no planeta e de expandirmos nossas consciências com estas novas energias. Não permita que o medo cause nenhuma contração. A expansão sempre traz amor enquanto a contração apenas adiciona mais medo, fruto de uma necessidade de segurança. Mas segurança não vem de fora, é na verdade um trabalho interno, uma percepção de que somos todos um, parte de uma mesma consciência que está criando estas experiências para o nosso bem maior. Deus é amor e está sempre cuidando de todos nós.

Um jornalista uma vez perguntou a Albert Einstein: “Senhor Einstein, você é reconhecido mundialmente como um dos maiores gênios do nosso século. Seu escopo de pensamento cobriu todas as áreas do universo, desde os minúsculos átomos até o gigantesco cosmos. Você já presenciou suas descobertas enriquecerem e evoluírem a vida humana, mas também mutilá-la e destruí-la. Em sua opinião, qual é a mais importante questão que a humanidade enfrenta hoje?”



Einstein deixou que seu olhar se perdesse por alguns segundos e depois direcionou-o ao solo a sua frente por um longo momento. Então finalmente retribuiu o olhar ao repórter que lhe fez a pergunta e respondeu:

Eu acho que a mais importante questão que a humanidade enfrenta hoje é: o universo é um lugar amigável? Esta é a primeira e mais básica pergunta que todas as pessoas devem responder a si mesmas.”

Einstein era realmente um gênio. Esta é realmente a pergunta primordial que cada um de nós deve se fazer.