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quinta-feira, 26 de março de 2009

Somos Todos Um Só


Eram 7 da manhã e o moderno aeroporto de Dubai estava um tanto fotográfico, com gente de todos os tipos - todas as raças, países, religiões e vestimentas - dormindo por todos os cantos dos terminais, fazendo da minha apertada conexão uma corrida com obstáculos, onde você ainda tem que tirar e pôr os sapatos e o cinto para passar pela segurança. Entre a mesma névoa que pousei, levantei voo.

A névoa me acompanhou durante as 4 horas de voo, quando tive minha primeira visão de meu destino: muito verde, rios e morros envolvendo favelas de uma grande cidade - algo parecido com aterrizar em Salvador. Ao pousar, peço a benção e proteção de Brahma, Vishnu e Shiva - e Shakti, Ganesh, Krishna e Kali.

Saio do aeroporto e sinto novamente o cheiro da Ásia, escolho o auto-rickshaw mais colorido e fico feliz em barganhar o preço da corrida. Minha primeira impressão de Mumbai é ótima: ignoro o caos e a miséria já visíveis e concentro-me nas cores, nos cheiros e nos tantos sorrisos retribuídos em meio a um congestionamento parecido com o da Marginal Tietê em saída de feriado, mas com bem mais infrações de trânsito e vacas.

Após duas horas chego no templo de Swaminarayan no bairro de Breach Candy, onde vou ficar hospedado. Um indiano que passava pela calçada me pega pelo braço e me leva até o começo da escadaria, onde tiro meus sapatos. Dentro do templo, um swami me oferece prasad.

Swami, que literalmente significa "conhecedor de si mesmo", é um título dado a pessoas que se dedicam ao aprendizado de um guru ou de uma tradição espiritual e prasad é geralmente um doce abençoado por um guru ou uma deidade.

Nem o indiano nem o swami falam inglês e demoro mais uma hora até encontrar meu quarto. Durante a tarde ando pelos arredores do bairro, faço meu celular orgonisado funcionar na Índia e volto ao templo para conhecer melhor quem foi Swaminarayan.

Swaminarayan foi um dos mais conhecidos santos hindus, tendo vivido entre 1781 e 1830. Quando perdeu os pais aos 11 anos de idade, ele iniciou uma peregrinação de 7 anos através de todo o sub-continente indiano, vestido apenas com um tapa-sexo. Nesses anos realizou diversos milagres, permanecendo durante todo um rigoroso inverno no topo dos Himalayas, na mesma posição: com um pé e um braço levantados, e sem maiores vestimentas ou comida.

Tenho aqui meu primeiro testemunho de um caso de um ser humano que quebrou as normas do que nos é geralmente vendido - de que não conseguimos sobreviver sem água ou comida, ou que não podemos controlar a temperatura de nossos próprios corpos. E não se trata da lendária vida de um personagem que viveu a milhares de anos atrás, da qual há poucas evidências ou documentos: a vida de Swaminarayan é tão bem documentada quanto a vida de Mozart ou a de Dom Pedro I.




Acima, uma pintura de Swaminarayan.

Apesar deste homem santo ter provado de que também é possível para seres humanos sobreviverem sem dormir, de que nossos corpos podem funcionar de diferentes modos de acordo com a respectiva consciência que faz uso deles, eu ainda não dominei a técnica de recarregar minha energia vital conscientemente através da meditação e as longas horas da viagem finalmente me arrastam para a cama.

Acordo com o cantar dos monges, saio as ruas, viro a esquina e chego a um prédio onde todas as manhãs acontece um encontro com um dos mais fascinantes mestres do sub-continente, um mestre que oferece um oásis de paz e luz no meio do caos da cidade mais industrializada e cosmopolita da Índia. O porteiro do prédio é muito simpático e me avisa que só podemos entrar meia hora antes do satsang, então procuro um café da manhã onde como minha primeira halwa indiana e volto no horário apropriado.

Subo no antigo elevador que toca uma inusitada lambada instrumental para me alertar sobre a porta aberta e ao tirar os sapatos antes mesmo de entrar no apartamento, sinto o brilho de Ramesh Balsekar. O brilho é o segundo dos três aspectos que podem ser usados para dividir e melhor compreender a atuação de grandes mestres.

E instantaneamente o brilho de Ramesh me remete a 3 anos atrás, onde o motivo desta visita começou:

FLASHBACK -- EXT . LONDRES - DIA

Saio do metrô de Marble Arch (afinal estamos aqui a dois meses antes dos atentados no metrô de Londres) e ando pelas ruas frias, vazias e semi molhadas de Marylebone a procura de um apartamento que o Simon me indicou. O dia está cinza como nunca e eu chego despretensiosamente a um prédio marrom com elevadores modernos, corredores limpos e uma porta preta. Ao abri-la sou recepcionado por uma educada mulher oriental que me pede para tirar os sapatos antes de me conduzir a sala adjacente.

Ao entrar nesta sala, de repente sou invadido por uma energia tão forte quanto a criada pela comunidade de Findhorn em suas meditações comunitárias - o ar desta sala é quase líquido, tão denso quanto ao da oca de meditação de Figueira, porém a fonte que emana tal brilho aqui é um único homem, e ele está vestido de preto dos pés a cabeça em meio a outras 10 pessoas. Surpreendido por tamanha energia inesperada, sento-me ao lado da janela na esperança de colocar a cabeça para fora e sobreviver, caso meus pulmões comecem a se afogar.

Maitreya pede para todos se sentarem e o satsang começa. Nos primeiros minutos nem consigo processar as palavras que chegam aos meus ouvidos: eles também estão ainda ajustando a pressão, adaptando-se a esta pequena conjuntura de espiritualidade numa modernidade líquida. Percebo que a maioria das pessoas ali estão como eu num semi-transe, transbordando com este maior exemplo de brilho que eu já tive a oportunidade de presenciar. Aos poucos, consigo estabilizar a respiração e começo a digerir e compreender as palavras.

Maitreya nos explica como seu sistema nervoso teve que ser restruturado durante seu processo de iluminação, para que pudesse suportar tamanho fluxo de energia. Eu quase consigo formular uma pergunta sobre tal restruturação, mas meus pensamentos são neutralizados assim que se formam e consigo apenas focar em guardar esta experiência em nossa memória coletiva e divina - como se precisássemos fazer algo para que isso aconteça - para ser melhor analisada quando meu corpo não estiver mais sob esta intensa força anestesiante.

Ele nos explica também a situação de sua atual existência como uma extraordinária e direta testemunha de Deus, literalmente: desde sua iluminação ele conscientemente testemunha Deus mover seus braços e suas pernas, falar através de sua boca e escrever através de suas mãos, sem que ele precise fazer nenhum esforço para que essas ações aconteçam. Exatamente como no filme 'Quero ser John Malkovich' - que aliás é um tremendo de um filme que precisa ser visto (e temos aqui mais um exemplo da ficção imitando a realidade), mas sem o surreal sétimo e meio andar ou a doida e descabelada Lotte.



Acima, Maitreya Ishwara.

Ele nos conta como a partir deste surpreendente ponto de vista, apenas testemunhou o fluxo divino fazer recentemente sua mudança da Nova Zelândia para Londres, sem que soubesse ainda o motivo de sua nova residência na Europa - o que exatamente iria fazer ou por quanto tempo exatamente iria ficar.

Meu falso ego não demora em ganhar espaço e estranhar, julgar e rotular tal relato como um tanto bizarro, mas eu não havia ainda visitado Ramesh Balsekar:

INT . MUMBAI - DIA

Entro no apartamento e um assistente me recebe com muita atenção, insistindo que eu me sente bem na frente de Ramesh, por ser minha primeira visita. Aceito, afinal tenho mesmo algumas perguntas para este estimado mestre. Mais umas 20 pessoas chegam, inclusive uma mulher americana, que por também se tratar de sua primeira vez, senta-se ao meu lado.

Ramesh entra na sala e percebo seu brilho com mais força, apesar de ser muito mais sutil se comparado ao de Maitreya. Segue-se o costume de mulheres primeiro, então permaneço absorvendo o brilho e descartando algumas perguntas, ao serem indiretamente respondidas pelas questões da americana.

Ramesh nos explica que o problema de se procurar a iluminação é que não existe ninguém que precise se iluminar. O ego é apenas uma ilusão e atrás dele está Deus em carne e osso, dentro de cada um de nós. Tudo o que podemos fazer, a tal da iluminação, é apenas o que aconteceu a Maitreya: adquirir consciência de que quem vive nossas vidas, quem move nossos corpos e pensa nossos pensamentos, é na realidade Deus.

A existência não passa de uma enorme brincadeira da suprema consciência que anseia em conscientizar-se de si mesma. O filme sempre esteve pronto dentro da lata - rolos de filmes projetados em cinemas vêm dentro de latas - e todos nós dividimos o mesmo propósito: acordar para esta verdade. E a melhor maneira para acordarmos é simples: amar-nos uns aos outros. Este não é um ensinamento original - Jesus sempre focou neste ponto - mas a maneira como Ramesh chegou a esta conclusão através da mente ao longo de mais de 30 anos de raciocínio contínuo é extremamente emocionante: vale a pena atravessar oceanos para sentar em sua sala de estar durante toda uma manhã e ouvir esta tão maravilhosa estória.



Acima, Ramesh Balsekar.

Pergunto a este mestre se a existência ocorre em ciclos e se é possível estarmos chegando ao final de um grande ciclo, o momento mais interessante de toda a recente história humana. Imerso em uma profunda paz e alegria de quem vivenciou uma das mais profundas verdades de nossas vidas, ele sorri e me responde: Quem pode ter certeza? Quem se importa?

Passo uma semana em Mumbai indo a casa de Ramesh todas as manhãs, e começo a ficar tão encantado com seu brilho e também com o caótico charme das ruas e pessoas, que já surge em meus pensamentos todo um planejamento da minha futura vida nesta cidade. Mas o fluxo não nos empurra pela metade, e eu logo testemunho meu corpo entrando numa agência de viagens e comprando uma outra passagem para o dia seguinte: eu precisava chegar a tempo de uma comemoração muito especial.

O website de Maitreya Ishwara é: http://www.ishwara.com/

O website de Ramesh Balsekar é: http://www.rameshbalsekar.com/

"Eu vivo o meu dia a dia como se tivesse livre-arbítrio, mas sempre consciente de que na verdade não sou eu quem vive a minha vida." - Ramesh Balsekar

sábado, 21 de março de 2009

As Caveiras de Cristal

Meu plano era ficar mais na Africa do Sul - até levei minha barraca do Brasil para acamparmos no próximo final de semana no AWAKE Festival no Rustlers Valley, um famoso vale entre sangomas, artistas, permacultores e hippies em geral. O Rustlers abrigava uma bonita comunidade até 2007, quando foi completamente devastado por um incêndio. O AWAKE Festival marcou então o renascimento dessa comunidade, uma emocionante tentativa de reconstruir esse importante local de crescimento de consciência.

Imagens do festival que aconteceu e de como o vale era antes do incêndio e um pouco de sua história podem ser vistos aqui: http://www.placenamesa.com/rustler.htm

E eu planejava também visitar a Cidade do Cabo na semana seguinte.

Porém durante a semana o fluxo me deu uma clara indicação de que eu precisava partir, então comprei minha passagem e embarquei antes que a semana acabasse. Durante minha estadia na Africa do Sul vivi momentos muito bonitos e fiz novos amigos e fico contente por ter que obrigatoriamente voltar aqui antes de retornar ao Brasil.

Ao partir, recebi ainda do Simon uma outra peça de orgonite, desta vez um pequeno escudo, acoplada a um telefone celular. Há algum tempo eu já vinha evitando usar aparelhos celulares, por saber que a queimação que sempre senti na orelha e na cabeça ao falar por mais de 10 minutos não se tratava de algo inofensivo. Por isso tinha deixado meu celular no Brasil.

Os telefones celulares poderiam operar com uma tecnologia não electro-magnética, de campos de torção, e assim não oferecer risco algum aos nossos cérebros nem ao meio-ambiente. Porém assim como alguém decidiu por carros movidos a petróleo enquanto Nikola Tesla oferecia a solução a eletricidade no final do século 19, alguém decidiu que operassem em frequências que afetam nossos corpos e nosso DNA. Frequências que são emitidas não apenas por nossos aparelhos, mas por torres espalhadas no mundo todo (que afetam não somente os usuários de celular, mas todo mundo), engenhosamente financiadas por um dos últimos vícios da humanidade.

Celulares que funcionam por campos de torção já existem e foram inventados pelo cientista alemão Dr Hartmut Müller.

Muitos médicos e cientistas atuamente alertam sobre os riscos do uso do celular, baseado em dados que estão hoje se tornando oficiais, como o aumento nos casos de cancer de cérebro. Recomendo a leitura dos seguintes artigos e documentários a respeito:

http://www.rense.com/general63/FACTS.HTM

http://www.rense.com/general63/cel.htm

http://video.google.com/cell phone dangers

E recomendo também minimizar ou parar com o uso dos atuais celulares, até que a tecnologia possa ser mudada ou que não precisemos mais desse tipo de aparelhos para nos comunicarmos a distância. Uma boa maneira de minimizar o uso é usar somente as mensagens de texto, ou usar sempre o viva voz, evitando colocar o aparelho ao lado da orelha.

Ou alternativamente, o projeto Orgonise Africa também produz estes pequenos escudos de orgonite que anulam a radiação maléfica dos celulares. Este é o celular que ganhei:



Estando então devidamente protegido com este escudo e sabendo que realmente poderia ser útil durante o resto da minha viagem, eu aceito o celular e embarco. Novamente, indico aqui o Orgonise Africa , que também trabalha envolvendo as torres de celulares com orgonite para que passem a irradiar vibrações benéficas.

No avião escolhi assistir ao filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, para conferir o que está sendo vendido atualmente para as massas, já ciente só com o título, que mais uma vez a ficção tinha imitado a realidade nos estúdios americanos. Isso mesmo, assim como em tantos outros fimes de Hollywood como Star Wars, Contato e a Lenda do Tesouro Perdido, mais uma vez temos um roteirista ou ciente da realidade em que vivemos ou orientado a imitá-la com precisão.

As Caveiras de Cristal são reais.

Existem 13 caveiras de cristal no planeta que desafiam as explicações que arqueólogos e cientistas conseguem formular. Ninguém sabe ao certo de onde vieram, quem as produziu ou qual o seu propósito. Uma única coisa é certa: elas existem.

A mais famosa e controversa de todas é conhecida como a caveira de Mitchell Hedges, uma perfeita réplica de um crânio humano, achada em 1924 em um altar de um templo Maia pela filha de um explorador britânico, Anna Mitchell Hedges, durante uma expedição pela América Central.

Acima, a caveira de Mitchell-Hedges.

Mantendo posse da caveira por vários anos, Anna notou que ela tinha o poder de afetar seus sonhos e sua consciência. Em 1970 a caveira foi analisada em laboratório e fatos muito interessantes foram confirmados: a caveira foi esculpida sem levar em consideração a direção de crescimento do cristal, fator necessário para nossa atual tecnologia ; não foi possível achar nenhum arranhão microscópico que indicasse o instrumento utilizado para esculpi-la ; a caveira parecia dispor de um elaborado sistema interno de lentes e prismas, devido a forma que refletia e refratava a luz - e o cristal de quartzo não apresenta tais propriedades em seu estado natural ; e que ninguém saberia como replicar tal caveira hoje.

Experimentos em como ela afetava a consciência e os sonhos de Anna não foram realizados, e mais uma vez o caso foi encerrado com explicações como: alguém levou 300 anos polindo o cristal com areia para atingir tal perfeição (como assim, 8 horas por dia todos os dias, ou excluindo sábados, domingos e feriados?) - as mesmas explicações como: as pirâmides do Egito foram construídas com enormes troncos de madeira para rolar as pedras (Credo Mutwa também explicou como todas essas intrigantes estruturas sobre a terra foram provavelmente levantadas com tecnologia sonar), as formações circulares que aparecem às centenas em plantações de todo o mundo são travessuras de gente bêbada, faz 35 anos que não vamos a lua porque não tem e nunca houve nada lá, as torres de Nova Iorque caíram com o calor do fogo, quem botou as estátuas da Ilha de Páscoa foi o coelhinho...

As caveiras de cristal são mais uma evidência em um mundo repleto de evidências sobre uma origem mais complexa e fascinante da raça humana do que uma evolução darwiniana do macaco. Uma destas caveiras é de propriedade do Museu Britânico em Londres e está atualmente em exposição.

Hoje nós sabemos que usar cristal de quartzo é uma das melhores e mais avançadas maneiras de se guardar dados - e especialistas predizem que esta tecnologia deve se tornar popular no planeta em alguns anos. Isso fornece apoio a uma das maiores probabilidades: as caveiras de cristal estão repletas de conhecimento e foram deixadas aqui por civilizações mais avançadas que a nossa, para que sejam usadas em um ponto de convergência a ser vivenciado no futuro próximo - talvez em 2012?

Indiana Jones se casa com a mocinha e eu permaneço acordado observando a escuridão do universo pela janela do avião. Ao ver as caveiras dentro de um blockbuster americano, somos sutilmente programados a pensar que tal mistério não é tão misterioso assim, afinal de contas. Mistério mesmo é qual será a próxima saga do nosso querido herói.

E é claro que "eles" vão continuar pesquisando e nos contando tudo a respeito das caveiras de cristal, se houver algo que realmente precisamos saber, é claro! Afinal "eles" nos contaram tudo o que sabemos sobre o mundo em que vivemos, cuidam da nossa segurança, da nossa educação e do nosso bem estar, não é mesmo?

Amanhece enquanto sobrevoo o Mar Vermelho e logo uma intensa névoa toma conta de todo o céu, cobrindo o deserto da Arábia em toda sua extensão. Nos aproximamos de nosso destino e a névoa não se dissipa, rodeando o avião em todas as direções durante o pouso, não permitindo que eu visse quase nada de Dubai... droga, e eu esqueci de trazer um cloud-buster.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Constelações Familiares

No começo da semana o Simon me levou para conhecer uma terapia interessantíssima, que apresenta dois aspectos importantes para nos conscientizarmos a respeito durante esse período de transição que estamos vivendo, e que pode deixar os novatos muito surpresos com a força e a mágica com a qual ela ocorre: são as Constelações Familiares.

A melhor maneira de entender o que é uma Constelação Familiar é testemunhar a mágica você mesmo, mas para criar a curiosidade necessária, aqui vai uma breve descrição:

Um grupo de pessoas se reune e é liderado por um focalizador propriamente treinado na arte das constelações. Uma pessoa desse grupo é escolhida para apresentar alguma situação ou problema em sua vida que queira resolver ou compreender melhor. O focalizador então realiza uma rápida entrevista com o escolhido, visando entender a situação ou problema, apenas o suficiente para que possa reconhecer os elementos e atores que estão atuando ou atuaram na formação de tal situação.

Uma vez que estes elementos são identificados, a pessoa apresentando a situação, com a ajuda do focalizador, escolhe quais das outras pessoas vão representar os diferentes elementos e atores de sua estória e servirem de instrumento para que o fluxo do universo apresente uma solução ou apenas uma melhor compreensão do que aconteceu.

Por exemplo: para uma difícil situação conjugal, os elementos representados pelo grupo podem ser a mulher, o marido, a filha, o amante e a incerteza. Para uma situação complicada no trabalho, os elementos podem ser o funcionário, o chefe, o computador e o escritório, ou seja, tais elementos podem ser objetos, lugares, sentimentos ou conceitos abstratos, além de normalmente serem pessoas.

Os representantes dos elementos então posicionam-se no centro do círculo, geralmente em pé e em silêncio. E após alguns minutos a mágica começa:

O fluxo do universo, propriamente canalizado pelo focalizador, começa a desenrolar os eventos que tomam ou tomaram lugar dentro de tal situação. As pessoas passam a se movimentar e interagir, não baseado em seus próprios conhecimentos ou técnicas, mas em intuições e sensações com as quais são invadidas pelo fluxo universal. Esse fluxo permite que os presentes atores recriem os movimentos de pessoas e eventos que desconhecem absolutamente, replicando muitas vezes as cenas vividas pela pessoa que apresentou o problema, para que possam ser melhor analisadas e compreendidas.

É parecido com uma peça de teatro, mas os atores são apenas marionetes de uma força maior que brinca ali, posicionando-os em lugares específicos e criando todos os relacionamentos, as vezes misteriosamente, para a formação de uma situação que está alguns movimentos mais adiante, como num jogo de xadrez. Para sentir que força é essa e como ela atua, prove você mesmo.




Então são dois, os importantes aspectos evidenciados pelas constelações:

Primeiro, o fluxo universal em si. A clara atuação de uma força maior. Quando realmente queremos algo, o universo inteiro conspira a nosso favor. Sim, e a maneira como ele conspira, a maneira como ele cria o que queremos é através desse fluxo que existe e move nossas vidas e todos os acontecimentos ao nosso redor. Mas isso pode ser um enorme desafio para nossos egos alienígenas e dessintonizados, que nos convencem da separação da existência e movimentam nossas vidas puramente a partir de medos e ilusões.

Segundo, esse fluxo é capaz de ser recriado! Isso evidencia uma entre duas possibilidades (ou provavelmente as duas juntas) : ou existe uma memória universal na qual tudo é guardado, uma omnisciência divina de onde cada um de nós resgata nossas próprias memórias - pois costumamos achar que pensamentos e memórias são o resultado de reações electro-químicas nas células de nossos cérebros, mas se você tentar achar onde exatamamente nossas memórias são guardadas nesta explicação, irá perceber que não há uma única célula em nossos corpos que possa corresponder a alguma memória específica que temos - ou o tempo é realmente uma ilusão, passado e futuro não existem fora de nossos pensamentos e tudo está disponível no Agora, para ser recriado e revivido a vontade, assim que tomarmos consciência desta opção.

O fluxo é também um dos três aspectos que podem ser usados para dividir e melhor compreender a atuação de grandes mestres, como escreverei algumas postagens mais adiante. Mas assim como em todos os estágios do caminho espiritual, não faz muita diferença entender as constelações mentalmente apenas, através de palavras. A diferença ocorre quando você experimenta, quando vive aquilo para o qual as palavras apontam.

Para viver constelações no Brasil, encontrei numa busca rápida no google estes websites:

http://www.institutohellinger.com.br/

http://www.institutouniao.com.br/constelacaofamiliar/

http://www.constelacaofamiliar.com.br/


E não se preocupe se você não tiver certeza sobre o que precisa constelar, o fluxo sabe e vai te mostrar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A dança da terra no berço da humanidade

Quando acabei de me aventurar pelo universo de Promethea, chegou o fim de semana e eu estava já livre dos meus parasitas, orgonisado e cheio de saúde, para me jogar no festival Earthdance, que acontece simultaneamente em diversas partes do planeta, e teve sua versão Jo'burguiana ao lado de um impressionante sítio arqueológico, que está se tornando conhecido como o berço da humanidade: uma coleção de misteriosas ruínas de fortes, templos e estradas que se extende da Africa do Sul ao Quenia, com um intrigante calendário solar constituído de enormes blocos de pedra que datam de 75 mil anos atrás, nomeado de Calendário de Adam, aparentemente muito mais antigo que o famoso Stonehenge britânico, que tem apenas cerca de 4 mil anos.



Acima, um pedaço do atual calendário de Adam.

Mais imagens e uma breve descrição dessas ruínas do berço africano da humanidade podem ser vistas aqui: http://www.makomati.com/

Lançado em julho de 2008, o livro Adam's Calendar de Michael Tellinger é talvez o primeiro a explorar estas ruínas em detallhes: http://www.amazon.co.uk/Adams Calendar

Michael Tellinger é também o autor do livro Slave Species of God, no qual relata uma versão da história humana muito parecida com a de Credo Mutwa. A introdução e o primeiro capítulo deste livro podem ser lidos aqui: https://www.michaeltellinger.com/

E para quem acha que esta versão da história humana não passa de especulação africana, sugiro a leitura dos últimos ensinamentos do fabuloso Don Juan, que Carlos Castaneda guardou para seu último livro: O Lado Ativo do Infinito. Fica evidente neste livro que o magnífico Castaneda sabia que seu tempo entre nós estava se esgotando e que, ao se preparar para sua própria viagem que conduz ao lado ativo do infinito, ele quis nos dar uma breve visão dos mais profundos segredos da tradição shamânica da América Latina.

Mas os sul-africanos embaçam tanto quanto os brasileiros, e saímos tarde de Johanesburgo, e chegamos tarde no berço da humanidade e pude ver pouco das ruínas antes que a noite invadisse nossos olhos e a ponta de nossos pés e nos arrastasse para as luzes fosforecentes do festival Earthdance.



Assim como em vários outros festivais em que já estive, no Earthdance tive novamente a oportunidade me livrar de meu ego reptiliano por alguns instantes e estar consciente no momento presente, com minha atenção focada na dança, nos sons e nas luzes, no ritmo e movimentos dos corpos a minha volta. Tive mais uma vez a oportunidade de viver um momento real, livre da ilusão do passado e futuro, livre do incansável juiz escamoso que dentro de mim julga e condena o mundo lá fora.

Os diversos festivais de música existentes hoje, principalmente os que duram por diversos dias, podem proporcionar uma maior consciência no Agora, além de trazerem de volta os elementos da tribo humana, tão importantes em nosso desenvolvimento social e tão esquecidos entre os (cada vez menores) cubículos de concreto que definem nosso espaço dentro de um conglomerado desconhecido e hostil. Cubículos que trazem a segurança da nossa ignorância e da solidão de nossas famílias.

Dançando como uma tribo, conseguimos sair do conteúdo de nossas mentes e desacelerar a incessante corrente de pensamentos que geralmente consome toda a nossa atenção. Podemos sentir a vida em nossos corpos, sentir que somos algo mais profundo que apenas nossos pensamentos. Passamos então a dar menos atenção e importância a estes pensamentos, e isso constitui uma grande parte da paz e felicidade que vivenciamos enquanto dançamos.

A música eletrônica trouxe de volta o elemento tribal da música: ela transcende a mente racional que só entende a música através da melodia em partitura e, ao vencer esta barreira de racionalidade, atinge nosso ser mais profundo, o Ser do qual nada precisa ser tirado ou acrescentado através de nossos medos e desejos, que existe em sua plenitude dentro de cada um de nós no Agora.

Devemos aproveitar as chances que temos de celebrar a vida, principalmente quando elas nos trazem de volta para a tribo. Para maiores informações sobre o festival Earthdance, http://www.earthdance.org/

Para uma maior compreensão do Agora, sugiro a leitura do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Promethea


"Eu sou Promethea. Eu sou a voz que persiste, quando o livro termina. Sou o sonho que o despertar não apaga. Eu sou Promethea, a centelha mais impetuosa da arte. Sou toda inspiração, toda desejo. A chama da imaginação na sombra da humanidade. Sou Promethea, e trago o fogo."



De volta a casa do Simon, usei o zapper orgonisado pela primeira vez já a noite. É porém aconselhável começar a usar o zapper de manhã, pois no primeiro 'zappeamento' um grande número de parasitas no seu intestino morre e esse processo solta uma certa quantidade de amônia no corpo, o que impede que você durma. Mas eu estava mesmo curioso com esta prova da eficácia do zapper, usei-o as 8 da noite e foi só no meio da madrugada - com seu efeito já comprovado - que tomei duas pílulas do antídoto da amônia: L-Arginine L-Ornithine 500/250, e consegui dormir.

Na manhã seguinte acordei com sintomas de gripe. Este é um outro efeito que pode acontecer ao começar a usar o zapper: os parasitas que morreram provavelmente abrigavam alguns vírus dentro deles, que ao perder a casa, mudaram-se diretamente para dentro de você. Esses sintomas porém não devem atingir níveis intensos e devem passar em 2 ou 3 dias, quando estes vírus também morrem.

Eu então aproveitei para passar 2 dias me recuperando no bonito jardim orgonisado da casa, e tive a ininterrupta companhia do gato do vizinho que nunca saía de cima de um enorme orgonite sobre a grama, a ser usado em testes de redução de uso de combustível em carros - para eventualmente termos carros movidos a orgonite! Meu foco porém, foi mergulhar na intensa, mágica e surpreendente aventura de Promethea:

Escrita pelo talentoso cartunista Alan Moore, Promethea é uma heroína anfíbia que consegue se movimentar conscientemente tanto na dimensão física em que vivemos, quanto na dimensão dos sonhos e da imaginação, se considerarmos esta uma unidade dimensional na qual todos nós dividimos lapsos de vivência, o que talvez seja como realmente é.

Nossa conquista de consciência desta dimensão, seria então um processo evolutivo maior do que a passagem de vida da água para a terra, apesar de ser mais provável que este próprio conceito darwiniano de evolução não passe de pura imaginação em sua base, e as reais modificações de DNA em nosso planeta sejam causadas por fatores metafísicos durante saltos quânticos, como numa provável transformação em 2012 - o que porém ainda nos deixaria aqui com uma poética analogia em oposição.

Em meio a uma magnífica narrativa e experimentação visual, Alan Moore escancara alguns dos segredos mais intrigantes da mística Cabala, levando sua personagem a todas as esferas da sagrada árvore da vida:



Não permanecendo porém restrito a exploração de uma das maiores vertentes do misticismo, Alan Moore insere em sua obra um profundo conhecimento sobre a atualidade e chega até a dar nome aos bois, em especial a um enorme boi responsável por fatores em nosso planeta que estão além da imaginação de muitos, fatores certamente inseridos na aventura para deixar claro ao leitor que ele não está escrevendo pura ficção.

Um dos melhores pontos do livro é a visualização do que a mudança de percepção de tempo causada pela evolução de consciência descrita no calendário maia pode nos causar num futuro próximo. Para esta comparação, sugiro essa palestra de Ian Xel Lungold, uma das melhores e mais claras explicações do calendário:

Palestra de Ian Xel Lungold

Creio que uma das leituras necessárias para todos os interessados nesta questão. Em 5 volumes, Promethea deve ser encontrada nas melhores revistarias do Brasil. Uma incrível obra dos quadrinhos que nos ensina que:

"A guerra é uma falha da imaginação."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Orgonisando a África


De volta a Johanesburgo, fui visitar a sede do projeto Orgonise Africa, um maravilhoso projeto de orgonisação de todo o continente africano.

Tudo começou com o brilhante Wilhelm Reich, que iniciando sua carreira como médico e psiquiatra, conduziu extensas pesquisas sobre a bio-energia física que servia de base para as teorias de Freud sobre neuroses em seres humanos. Reich acreditava que experiências traumáticas bloqueavam o fluxo natural de energia no corpo, conduzindo a doenças físicas e mentais. Ele concluiu então que a energia libidinosa que Freud colocava como a energia primordial do corpo humano, estava conectada a um escopo maior que apenas a sexualidade, ou apenas ao nosso corpo. Nomeando esta energia como orgônio (conhecida no oriente como chi ou prana), ele descobriu que ela estava em toda a parte de nosso planeta e afetava até mesmo formações atmosféricas.

Em 1940, Wilhelm Reich construiu o primeiro aparato para acumular orgônio, uma grande caixa constituída de camadas alternadas de matéria orgânica (para atrair a energia) e metálica (para emanar a energia para o centro da caixa). Pacientes entravam dentro desta caixa e absorviam orgônio pelos poros e pulmões. O orgônio causava um efeito positivo no sangue, tecidos e órgãos, melhorando o fluxo de energia vital e curando pontos de bloqueio. Reich chegou a usar o acumulador com sucesso em casos de pacientes com câncer, após perceber que esta doença era causada por pontos de bloqueio na energia vital.

Fugindo dos nazistas, Reich foi morar nos Estados Unidos, onde continuou suas pesquisas contra as mais variadas doenças, com maior e maior sucesso. Neste ponto ele também fabricava cloud-busters, um aparato que usava orgônio para limpar e harmonizar a atmosfera. Em 1954 no entanto, Reich foi vítima de uma ação do FDA - Food and Drug Administration, uma agência do governo norte americano responsável pelo controle de remédios e produtos alimentícios - que acusava-o de violar os estatutos daquela instituição - e Reich não foi o único homem que, ao curar terríveis doenças que assolam a humanidade, violou os estatutos dessa obscura agência - e que declarou que seus experimentos eram ilegais e a energia nomeada como orgônio simplesmente não existia! Um juiz logo ordenou a destruição de todos os acumuladores e cloud-busters e logo depois, sob o pretexto de que a ordem não foi respeitada por um dos associados de Reich, condenou-o a prisão, onde ele morreu em 3 de novembro de 1957, provavelmente assassinado pelo governo.

Porém o trabalho de Wilhelm Reich nunca foi esquecido. E foi a cerca de dez anos atrás, que o americano Don Croft conseguiu superar uma falha na invenção de Reich: enquanto as caixas acumuladoras funcionavam eficientemente em ambientes de boa energia, onde o orgônio era abundante (mais comuns nos anos 40 e 50), em ambientes de energia ruim elas apenas acumulavam esta energia ruim, trazendo malefícios a quem tentasse se beneficiar delas. Esta energia negativa é conhecida cientificamente como DOR e apresenta-se cada vez mais presente em nosso mundo poluído e devastado, de vida cada vez mais escassa.

Assim nasceu o orgonite (da mesma forma que Colombo descobriu a América, uma vez que orgonite já era conhecido e usado na antiga Atlântida), que não é apenas um acumulador, mas um gerador de orgônio:



Acima, diferentes tipos de orgonite fabricados pelo projeto Orgonise Africa, fundado pelo casal alemão Georg e Frederika na Africa do Sul em 2002. Orgonite é basicamente um cristal polarizado por uma matriz de matéria orgânica e inorgânica, como por exemplo resina de fibra de vidro e cobre.

Orgonites podem ser produzidos com algumas variações de composições, em diferentes formatos e com diferentes funções: para curar doenças no nosso corpo, neutralizar energias negativas emitidas por diferentes fontes de tecnologias (que não são causadas inocentemente) ou limpar a atmosfera de diferentes poluentes, com potentes cloud-busters que chegam a ter um alcance de 150 km de raio.

Em 7 anos, o projeto Orgonise Africa percorreu diversas rotas terrestres e marítimas pelo continente, deixando um rastro de vida e esperança para diversos povos africanos. Terríveis secas nestas regiões, anunciadas pela mídia no começo desta década, nunca chegaram a acontecer, e moradores de Johanesburgo, que tem sofrido uma bela orgonisação ao longo dos últimos anos, afirmam que a cidade nunca foi tão verde.



Acima, Johanesburgo ao entardecer.

Georg e Frederika também uniram a eficiência do orgônio ao zapper elétrico, aparelho que emite pequenas ondas elétricas para dentro do corpo e pode matar todos os tipos de parasitas, bactérias e vírus. Testes de cura contra o HIV e o câncer chegaram a ser feitos com sucesso, usando zappers orgonisados vendidos pelo Orgonise Africa.

O projeto tem também a colaboração de um grupo de psíquicos que trabalham para localizar bases militares subterrâneas no continente africano, grandes fontes de DOR, para que sejam propriamente orgonisadas. Uma das provas da eficiência de tal grupo, foi a prisão de Georg algumas vezes em diferentes países, aproximado pela segurança de tais bases enquanto espalhava orgonite pela região.

Georg me convida para visitar uma vila construída por Credo Mutwa numa cidade satélite de Johanesburgo, Soweto. A vila deveria servir como um novo modelo de desenvolvimento humano que uniria os bons aspectos do mundo moderno com as tradições africanas, porém o projeto foi boicotado e hoje o lugar é apenas um ponto turístico alternativo, uma espécie de museu semi-abandonado a céu aberto. No caminho passamos pela construção de alguns dos estádios da copa de 2010 e eu tenho a honra de atirar alguns orgonites pela janela do carro, em pequenos rios e terrenos baldios, para que tragam harmonia e beleza a estes locais.

Na volta, Frederika trabalha empacotando um carregamento a ser mandado para a Austria, a pedido de um grupo de voluntários com a intenção de orgonisar o acelerador de partículas em Genebra (LHC), antes que seja ligado em sua total potência em função de objetivos tão questionáveis quanto alguns fatos mencionados no meu artigo anterior, e que possa causar danos ao nosso planeta.

Imerso na fantástica energia presente no local de produção de tantos orgonites e zappers e cloud-busters, eu logo adquiro meu orgonite e zapper para que me acompanhem e protejam no resto da viagem.



Acima, um de meus orgonites, que contém uma camada de folha de ouro.

Para maiores informações e compras, acesse o site:

Orgonise Africa

Pela internet você pode comprar e receber pelo correio, em qualquer parte do mundo. Ou é possível fabricar orgonite você mesmo, aqui está um vídeo que ensina como fazer uma Holy Hand Grenade (HHG):

How to make Orgonite

Mas apesar de não ser muito difícil (eu mesmo fiz 3 peças antes de sair do Brasil), o projeto Orgonise Africa tem 8 anos de intensa experiência profissional que, como pude testemunhar, faz uma grande diferença no orgônio gerado.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Honoráveis, apresento-lhes Credo Mutwa


Cheguei na Africa ainda no Brasil. Sutilmente, ao interagir com a tripulação e passageiros do vôo da South African Airlines e mais intensamente, ao sentar-me ao lado da curiosa funcionária pública do governo de Gana, Rhoda. Conversamos a noite toda sobre possíveis mudanças globais pela frente e quando vi a fantástica paisagem vermelha-marciana do solo sul africano ao amanhecer, tomei logo dois cafés, pois sabia que o Simon me esperava com um dia agitado pela frente.

Pousamos em Johanesburgo e reencontrei meu amigo Simon no aeroporto, depois de 3 anos em que moramos juntos em Londres. Minha primeira impressão do país: a própria Inglaterra na Africa, em todas as suas cores e regras, apenas com muito, muito mais negros. Fomos logo para um almoço com amigos europeus radicados ali, no jardim de um casarão centenário, que durou toda a tarde. A noite, fizemos um jantar com convidados na casa do Simon.

Porém nem tive tempo de ver a cidade direito, no dia seguinte partimos rumo a Kuruman, uma pequena cidade a 7 horas de carro de Johanesburgo, onde a colonização inglesa praticamente não chegou e onde a terra esforça-se para vencer a seca e tornar-se uma savana. Nos guiando no carro, os amigos Niam e Liém, que atualmente organizam encontros com um dos maiores líderes espirituais do continente africano, o último sanusi da Africa, Credo Mutwa.

Na Africa os xamãs das diferentes tradições e religiões são chamados de sangomas, e um sanusi é um sangoma sênior, portador oficial dos segredos, estórias e sabedoria de um povo. Oficialmente Credo Mutwa é o sanusi da nação Zulu, porém ao longo de seus extraordinários 87 anos de vida, ele foi iniciado em todas as tradições africanas, e é o último sanusi do continente pois todos os possíveis candidatos a ocupar este cargo após Credo foram devidamente boicotados, sendo a última jovem assassinada a queima roupa.

Quem fez este boicote e por que? A explicação da estória pessoal de Credo e de suas tentativas frustradas de iniciar um jovem aos segredos da tradição Zulu mistura-se com a estória do próprio continente africano: por que este continente foi tão massacrado ao longo dos tempos modernos?

Para nos responder esta pergunta, a cerca de 10 anos atrás, convencido de que ninguém ocuparia seu cargo após sua morte, Credo decidiu quebrar seu juramento e tornar públicas as estórias mais secretas de seu povo, guardadas por centenas e centenas de anos pelos mais respeitados sanusis da Africa. E a estória que ele tem para nos contar é tão intensa e surpreendente, que precisamos tomar cuidado para não reagirmos logo com inconsciência, para sermos capazes de ouvi-la. Para sermos capazes de respirar, ouvir e guardar suas palavras, para que possam ser analisadas e estudadas mais tarde, com tempo e calma.

Somos recebidos por Virginia, atual mulher de Credo. Entro na humilde casa situada na semi-desértica região sul-africana conhecida como Cabo do Norte. Apesar de ser o autor de diversos livros que atraem cada vez mais interesse de leitores de todo o mundo, autor de vários projetos de organizações honoráveis, parece que algumas pessoas do alto escalão de diferentes governos do mundo trabalharam eficientemente ao longo de décadas para que Credo fosse mantido na pobreza e no esquecimento.

A casa é rodeada de grandes esculturas e pinturas feitas por Credo, que usa a arte como um dos meios para curar sua saúde debilitada pela idade avançada e principalmente pelas frustradas tentativas de assassinato que sofreu, uma delas quando foi envenenado, evento que causou os maiores danos em seu corpo.



Acima, um detalhe de uma das pinturas na parede externa da casa de Credo.

Compreender como e por que Credo teve seus discípulos e sua ex-mulher assassinados, foi sodomizado e abduzido, esfaqueado, envenenado, ferido a balas e constantemente boicotado financeira e socialmente, se torna mais plausível quando entendemos o enorme impacto que as estórias secretas que ele aprendeu dos diferentes povos africanos podem causar no mundo, estórias que vem sendo ouvidas e repetidas por cada vez mais pessoas, e soando cada vez menos surreais.

Simon, Liém, Niam e eu nos sentamos no chão, sobre um enorme tapete vermelho, de frente a um castiçal com 3 velas acesas a nossa espera, e de alguns objetos pessoais do sanusi. Chamado por Virgina, Credo Mutwa nos cumprimenta e senta-se num dos sofás da sala. Seu inglês erudito e pausado reflete toda a sabedoria que emana de seu corpo através de uma energia intensa e desconhecida pela maioria de seus visitantes. Em instantes porém, ele abandona o sofá e junta-se ao nosso chão, criando uma atmosfera amigável e informal. Com sua saúde debilitada, ele abaixa a cabeça e fecha os olhos, e sem perder o sorriso repousa por um minuto. Eu aproveito e tiro uma foto:



Durante os 3 dias em que passei com Credo Mutwa em sua própria casa, emocionei-me profundamente diversas vezes e, por diversas vezes entrei sutilmente em um diferente estado de consciência. Relatar suas palavras em ordem cronológica e em seu total contexto me é agora impossível. Faço aqui portanto um breve resumo da principal estória que ele tem para nos contar:

Credo explica que a origem da palavra que define seu povo, Zulu, provém de duas palavras, izulu, que significa espaço interplanetário e izula, que significa viajar randomicamente. Ele afirma então que a centenas e centenas de anos atrás, o povo Zulu já tinha o conhecimento de que era possível viajar pelo espaço sideral.

E a estória que ele aprendeu de seus ancestrais é a de que a milhares de anos atrás, nosso planeta foi visitado por uma raça extra-terrestre de seres reptilianos que chegaram em discos voadores e podiam assumir diferentes formas físicas perante os olhos dos humanos daquela época.

O intuito desses seres reptilianos era minar metais preciosos como o ouro e a prata, abundantes em nosso planeta, e essa tarefa tornaria-se mais fácil através da colonização da raça humana. Estudando então o nosso DNA, eles conseguiram modifica-lo e reduzi-lo para que nos tornássemos uma sub-raça ignorante e facilmente escravizável.

Após termos minado as maiores quantidades de ouro e prata disponíveis por aqui, estes seres partiram rumo a novas conquistas, sem no entanto nos abandonar completamente: para que nos governassem em sua ausência, membros da raça serpente cruzaram com mulheres humanas criando uma raça híbrida humano-serpente, que seria leal a seus mentores e governaria o planeta até os nossos dias atuais. Esses seres híbridos formariam a elite do primeiro conglomerado humano pós-Atlântida, a Babilônia,  para depois sucessivamente governar o Egito e Roma, a Idade Média através da igreja católica e das famílias reais europeias, e o mundo moderno, através de governos e países de fachada, que nos previnem de enxergar que as mesmas famílias da idade média continuam governando o mundo de hoje.

Não possuindo total controle sobre os adulterados e primitivos seres humanos espalhados pelo mundo no cenário pós-mineração, este pequeno e seleto grupo híbrido foi lentamente, ao longo dos séculos, expandindo suas garras e aniquilando sociedades que se desenvolveram independentemente, com o intuito de novamente unir o planeta em um único sistema escravagista, desta vez sob a máscara de uma sociedade livre e civilizada, que trabalhe comportadamente em prol de seus governantes.

Credo frequentemente ressalta sua preocupação em como esse macabro plano está atualmente perto de seu atingir o seu objetivo, de como as poucas pessoas que, através da conhecida história humana, chegaram a tomar consciência deste fato foram sucessivamente silenciadas. Entre seus inúmeros relatos, está o de quando recebeu algumas ligações telefônicas da Princesa Diana, em meados de 1997. Diana havia tomado consciência da origem reptiliana da família real britânica e procurava ajuda para revelar este fato ao mundo. Ela planejava visitar Credo em breve, porém foi assassinada naquele mesmo ano e tal visita nunca aconteceu.

Existem de fato muitas evidências arqueológicas que nos direcionam a tal estória, como os relatos das tábuas de barro da antiga Suméria e suas esculturas:



Acima, uma escultura de barro da antiga Suméria. Esta imagem consta no website do Instituto Oriental da Universidade de Chicago.

Se olharmos com mais atenção, o mundo moderno também possui muitas evidências desta estória. Este é outro detalhe de uma das pinturas da parede externa da casa de Credo:



Compare a semelhança desta imagem como o logo da italiana Alfa Romeo. De onde origina-se tal logo e qual a sua razão? E qual família é a dona da Alfa Romeo?

Mencionada anteriormente como uma das enormes instituições reptilianas, um olhar mais cuidadoso sobre a igreja católica também pode nos trazer diversas perguntas: o que faz um obelisco egípcio no meio da praça São Pedro? Qual a explicação de algumas esculturas peculiares nos jardins do Vaticano? Tais esculturas e possíveis explicações podem ser conferidas na fenomenal palestra de David Wilcock:

O Enigma de 2012

Obeliscos egípcios também podem ser encontrados no centro financeiro de Londres e político de Washington (este último disfarçado sob o nome de Washington Monument). Será que nossos governantes estão mais relacionados entre si e com o Egito antigo do que gostariam que soubéssemos? É de conhecimento público que o Vaticano é um estado independente, porém poucas pessoas sabem que o centro financeiro de Londres e político de Washington também são oficialmente pequenas regiões independentes da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, com suas próprias leis e governantes que não são eleitos pelo povo.

E porque o chapéu papal é idêntico ao usado pelos antigos monarcas egípcios? E porque sob o trono britânico, podemos encontrar um enorme bloco de pedra egípcio, considerado sagrado? E porque no reverso da nota de um dólar americano consta a imagem de uma pirâmide egípcia?

Sim, existem muitos fatos obscuros sobre os nossos governantes e o mundo em que vivemos, fatos que fomos ensinados a ignorar. E estes fatos abrem a possibilidade para que a estória que Credo nos conta seja verdadeira.

Porém o aspecto mais importante que temos que aprender é que, se esta extraordinária estória for a verdadeira história humana, ela não nos submete a nenhum mal maior ao qual já estamos submetidos! Não devemos sentir medo se um dia percebermos que estamos sob o controle de um pequeno grupo de lagartos pervertidos cheios de objetivos deturpados! Talvez um profundo choque inicial seja inevitável, porém não há razão para termos medo!

Porque este seleto grupo de lagartixas desequilibradas já está fazendo tudo o que pode para nos controlar: elas já nos convencem de que vivemos num mundo onde nunca há o suficiente para todos, onde temos que competir uns com os outros para atingir o ápice de uma sociedade doente que trabalha para destruir o planeta onde vive, uma sociedade escravizada por um ego provavelmente alienígena, que foi implantado durante a adulteração do nosso DNA.

Porque elas já estruturaram um sistema financeiro que nos acostumou a ver muitos de nossos semelhantes morrer de fome sem nenhuma compaixão de nossa parte, um sistema onde seres engravatados justificam com gráficos e palavras pomposas o bombardeamento de crianças em nome de conceitos como democracia e liberdade, que através de um olhar mais cuidadoso revelam-se cada vez menos presentes em nossa realidade.

Porque essas lagartixas ascosas já criam novas doenças e conflitos e os mais diversos eventos para nos aterrorizar constantemente, como por exemplo os ataques terroristas de Nova Iorque e Madri, Londres e Mumbai. Como a crise alimentícia, a crise econômica e o conflito Geórgia-Russia, todos criados este ano. Elas já usam os seus governos de fachada e suas sociedades secretas para enganar a maioria dos humanos que fazem parte destas organizações e assim propagar a sua agenda reptiliana sobre nós.

E também porque estamos inevitavelmente caminhando para a luz e já tão envoltos por ela, que essas crises e conflitos criados já não atingiram os ápices desejados e não atingirão mais.

Se a estória que Credo Mutwa nos conta for verdadeira, tomar consciência dela é o primeiro passo para nos libertar. Logo após, devemos perceber que elas só conseguem nos controlar se nós mesmos permitirmos este controle e permanecer ignorantes ao nosso próprio potencial e aos motivos que nos trazem a esta experiência física. E então devemos tirar todo o traço de consentimento que temos dentro de nós em relação a estes governantes e começar a governar o mundo nós mesmos, por menor que seja este escopo no princípio.

A transformação que estamos vivenciando pode nos trazer muitas surpresas. Questiono Credo sobre tal transformação e ele diz estar ciente dela, afirmando que estamos sim chegando ao fim de um grande ciclo, momento que certamente já foi vivenciado anteriormente pela humanidade e que culminou em grandes calamidades como o último grande dilúvio. Desta vez porém, Credo acredita que, através de uma divina consciência que invade atualmente os nossos seres, conseguiremos evitar qualquer cenário apocalíptico e chegar ao começo de uma nova era neste planeta.

Outra surpreendente estória, com maiores evidências ainda, que este sábio sanusi tem para nos contar é de como a colonização européia do continente africano foi conduzida com a ajuda de seres extra-terrestres. Porém não vou relatar esta estória aqui, mas deixar que seja conquistada pela curiosidade de cada um.



Acima, um dos quadros pintados por Credo sobre a colonização africana.

Mergulhados na fascinante energia e relatos deste líder espiritual da nação Zulu, e recheados pela maravilhosa comida preparada por Virgínia com seus temperos únicos, após 3 dias deixo Kuruman com meus amigos, e agradeço a Deus por reconhecer a verdade na última frase dita a nós por Credo:

"Não se enganem meus filhos, o mundo é repleto de milagres!"



Credo e Virgínia sentados no sofá de sua sala. Credo revelou-se extremamente difícil de ser fotografado, aparecendo fora de foco em praticamente todas as minhas fotos, efeito que estende-se com menor impacto aos arredores do ambiente.

Apesar de Credo não receber os devidos direitos autorais sobre seus livros, alguns deles podem ser comprados pela internet, em sites como o Amazon.

Para assistir a entrevistas com Credo, sugiro as feitas por David Icke, que podem ser facilmente encontradas aqui na internet.