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terça-feira, 5 de maio de 2009

Música ao redor do céu

OM MUNI MUNI

A máquina grudada a minha cabeça causa terror as minhas orelhas, que aflitas, recitam comigo o mantra para que escapem ilesas. MAHA MUNI YE Sinto um alívio instantâneo quando a máquina chega a minha nuca, mas dura pouco. Ela logo sobe de volta ao topo. SOHA TAYA TA O terrível ranger de suas lâminas faz meu crânio todo tremer, e meu cérebro finalmente compreende minhas orelhas e junta-se ao nosso mantra, mas de repente pulo num grito, apavorado e pronto para fazer o sangue parar de jorrar.

Que não existe. Confiro no espelho minha cabeça seca e segura e testemunho o Phong caindo no canto do banheiro de tanto rir. A máquina só travou. Mas ele estava mesmo aproveitando-se do ritual para torná-lo mais divertido e me causar um certo terror. Continuamos... OM MUNI MUNI MAHA



Fico completamente careca e saio na varanda para a inédita sensação de sol no couro. O ar matinal está ainda frio, dominado pela neve que embranquece a junção do verde com o azul, mas os raios já esquentam. Minhas orelhas agora sorriem livres e soltas, conquistadas pelos surpreendentes prazeres da brisa, ansiando em planar ao lado da solitária águia que descansa em círculos sobre McLeod Ganj.

Estamos a quase um mês em McLeod Ganj e já mudamos de hotel 3 vezes, em busca da varanda perfeita. Achamos. A esquerda a neve sobre os impressionantes picos anuncia a fronteira dos Himalaias, ao centro o vale de Dharamsala é cortado pelo rio de Bagsu, e a direita as bandeiras tibetanas abençoam as casas e moradores da mais famosa vila em exílio da Índia.

Phong chega com meu cabelo recolhido, mas planejo acabar o ritual na cachoeira só amanhã. Hoje, Thupten bate a nossa porta no horário combinado. O cativante monge que tem sido nosso guia aqui desde que chegamos aumenta ainda mais seu constante sorriso ao me ver - eu finalmente entrei pra gangue. Coloco o dorje de volta no altar em meio aos cristais e partimos.

O taxista maneja o volante com precisão, desviando-nos de cada buraco, carro e vaca que surje após as curvas fechadas da rústica e estreita estrada que leva ao fundo do vale. Mais uma vez chacoalhamos nossos corpos com alegria entre os pastos e as plantações de chá rumo ao lugar que tem sido o foco do nosso trabalho aqui: a monástica e tântrica Universidade de Gyuto. Enquanto naturalmente observamos o silêncio num espontâneo respeito que sempre surje antes de nos encontrarmos com o mestre, o mantra lentamente faz seu caminho através de minha voz e domina o interior do taxi:

MUNI YE SOHA TAYA TA OM MUNI



Os monges espalham suas gargantas pelos prédios e jardins, num profundo canto transcedental que revela a simetria e a textura da projeção holográfica que forma a universidade que vemos, idealizada em algum plano menos fortuito. Recebo um cachecol branco, tiro meus cordões vermelhos para fora da camisa e sou conduzido ao teto do templo, onde estou finalmente prestes a fazer minha pergunta a um dos mais respeitados e reverenciados mestres do Tibet, o Karmapa.

O budismo tibetano é dividido em 4 vertentes ou escolas, e o Karmapa é o líder de uma delas, a Kagyu. Apesar do Dalai Lama ter sempre ocupado a posição de líder político do Tibet, para muitos tibetanos o Karmapa é seu líder espiritual.

E foi de fato o Karmapa quem, a 900 anos atrás, iniciou a famosa tradição tibetana de mestres que escolhem reencarnar para que possam dar continuidade ao seu trabalho neste nosso plano físico. Enquanto o Dalai Lama está em sua décima quarta reencarnação, o Karmapa já reencarnou 17 extraordinárias vezes, o que faz dele oficialmente o mestre que mais se submeteu voluntariamente aos criativos processos de morte e nascimento, em função da continuidade de sua intenção em aumentar a consciência da raça humana.

A história dos Karmapas é fascinante. A partir de sua iluminação no ano de 1160, o primeiro Karmapa decide iniciar a tradição de reencarnações, e deixa para seus discípulos uma carta que contém as informações necessárias em forma poética para que possam identificar o menino que será a sua próxima encarnação. Porém, por 6 vezes durante estes 900 anos, o Karmapa identificou-se a si mesmo: suas primeiras palavras a seus respectivos pais aos 3, ou 2, ou por uma vez aos 6 meses de idade, foram: eu sou o Karmapa. Nas outras 11 vezes foi a carta deixada pelo Karmapa anterior, que com anos de antecedência sempre prediz o nome de seu futuro pai e mãe, e o local e ano de seu futuro nascimento, que serviu para a sua nova localização.

A morte do décimo sexto Karmapa foi um tanto polêmica: aos 57 anos de idade, durante uma viagem aos Estados Unidos, ele repentinamente adoeceu e morreu de câncer. Alguns acreditam que ele decidiu aliviar um pouco do karma americano (escolha que muitos mestres fazem, através de doenças e da morte); outros acreditam que ele previu os intensos anos a frente da humanidade a cerca de 2012 e decidiu ter um corpo jovem para tal momento. Fato certo é que seu coração permaneceu quente por dias após a sua morte, e assim como o coração do primeiro Karmapa, este também não se queimou na pira funerária - e hoje permanece numa estupa em seu monastério na Índia.



A carta que indicava sua próxima reencarnação demorou 11 anos para ser achada. Esta carta levou uma expedição em junho de 1992 a um remoto vale no nordeste do Tibet. E enquanto a expedição dirigia-se ao seu encontro, o então atual Karmapa aos seus 6 anos de idade, convenceu sua pobre família nômade a moverem-se com um mês de antecedência para o vale onde costumavam passar o verão - apenas para chegar a tempo de ser encontrado pela expedição que veio alguns dias depois. Seus pais contam que decidiram atender ao estranho pedido de seu filho devido aos diversos sinais que ocorreram durante a gravidez e o nascimento: uma bonita música invadiu o ar, ninguém sabia de onde ela vinha. De dentro da tenda, achava-se que a música vinha de fora. De fora, parecia que vinha de dentro. Até todos os moradores da região perceberem que a música estava em toda parte, ao redor de todo o céu.

Aos 7 anos ele foi reconhecido pelo Dalai Lama e muitos outros mestres tibetanos como o décimo sétimo Karmapa, aos 14, ciente de que estava sendo manipulado pelo governo comunista chinês, planejou e executou sua cinematográfica fuga do Tibet para que pudesse ser educado de acordo com sua posição e tradição, e hoje aos 23, ainda tem 2 anos de estudos na universidade antes que comece a ocupar uma posição de mais destaque no cenário international.

Entro na sala e Karmapa está de pé, no centro. Ao seu lado, apenas um tradutor. Faço minhas reverências, abaixo-me para receber sua benção com o cachecol branco e evidencio o topo de minha cabeça careca, conquistada no ritual em sua homenagem. De pé a sua frente, sinto seu brilho nas juntas do meu corpo. Sensação inédita.

Agradeço a honra de estar em sua presença e menciono que devido a transição que estamos passando por, estamos tomando consciência de forças ocultas que secretamente manipulam eventos em nosso planeta para manter seu controle sobre nós. Pergunto como devemos lidar com este fato.

Karmapa dispensa o tradutor e me pergunta - Que forças ocultas?

Especifico então que estamos, por exemplo, adquirindo consciência de que o 11 de setembro não foi realizado por árabes barbudos, mas por uma sociedade secreta que governou os Estados Unidos e praticamente o mundo todo por décadas, senão séculos.

O tradutor me olha espantado. Karmapa permanece calmo e sereno.



Acima, o décimo sétimo Karmapa.

Ele pausa por um instante e fala em tibetano. O tradutor me traduz:

"Devemos saber que o mundo físico é apenas uma parte do mundo em que vivemos. Uma grande parte deste mundo em que vivemos é espiritual. Uma vez que sabemos disso, é necessário também saber que podemos ter proteção deste mundo espiritual. E temos. Todos aqueles que estão se tornando aptos a perceber o mundo com uma maior consciência, estão sob proteção. É preciso ter fé. E é preciso agir. Uma vez que sabemos destes fatos, é importante agir. A ação é uma parte importante do processo. Se certas pessoas tivessem agido para evitar o 11 de setembro naquela ocasião, ele teria sido evitado. Devemos saber quando agir."

Um mestre que presencia a vida no planeta Terra a quase 900 anos tem uma perspectiva diferente da qual é geralmente vendida por grandes corporações econômicas, políticas e religiosas, principalmente no mundo ocidental. O mal sempre existiu e a forma que ele toma hoje não faz muita diferença em relação a forma que ele tomou a centenas ou milhares de anos atrás, ou mesmo em ciclos anteriores - em Atlântida e Lemúria, ou quando vivíamos em Marte - se a sua perspectiva for imortal.

Todos nós somos imortais.

Perspectiva cria percepção.

Nossa percepção do mundo em que vivemos cria o mundo em que vivemos.

A maneira como olhamos para o mundo em que vivemos cria a maneira como enxergamos o mundo em que vivemos.

Hoje sabemos que vivemos em um mundo que sofre a influência de quem o observa, em um mundo que muda conforme o observador.

Em um mundo projetado pela percepção do observador.

O principal foco do mal nos últimos tempos tem sido estreitar a perspectiva humana. Tem sido nos vender medo e ignorância de todas as formas imagináveis, para que acreditemos que somos seres mortais e desprotegidos, que vivemos num mundo hostil, puramente material e construído ao acaso, para nos fazer abandonar voluntariamente nossas maiores virtudes e nossas melhores possibilidades em troca de segurança, que existe apenas em nossa imaginação.

Imaginação que tem sido constantemente programada para que tenhamos medo de viver.

Ao estreitar nossa perspectiva através dessa extensa programação, deixamos de ver a mágica e a divindade do planeta que habitamos. Somos convencidos sobre infinitas limitações que não existem, mas que ao serem inseridas em nosso olhar, projetam de dentro de nós um mundo limitado.

O 11 de setembro é enorme. Mas torna-se apenas um pequeno detalhe, quando adquirimos a capacidade de enxergar o mal que há atrás da cortina. Por trás da cortina dos grandes canais de televisão, das grandes instituições internacionais, dos grandes governos e dogmas religiosos, existe um mal que está além do que somos capazes de imaginar.

Mas ao chegar lá, mais cedo ou mais tarde vamos entender que a única solução para suportar tamanho mal, é mudar nossa perspectiva. E ao mudar nossa perspectiva, dissolvemos todo o mal que existe. Conseguimos enxergar o mundo em toda sua mágica e divindade.

Porque na realidade, somos nós quem criamos o mal.

A origem do estreitamento de nossa perspectiva sobre o mundo em que vivemos é a nossa própria invenção do mal.

O mal é uma invenção humana.

Porque no mundo criado por Deus para todos nós, a neve cai. Cada floco no lugar certo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Crop Circles 2009

Faço aqui uma pausa nos relatos da minha viagem para anunciar o começo da temporada 2009 de Crop Circles. O primeiro apareceu no dia 14 de abril perto de Avebury, Inglaterra:



O segundo, no dia 19 de abril, na mesma região:



O terceiro, no dia 23 de abril, também na mesma região:



E o quarto no dia 24 de abril, a 4 dias atrás, em Morgan's Hill, também Inglaterra:



Ano passado tivemos a mais extensa e bonita temporada da história dos Crop Circles, seja pela evolução tecnológica humana ou extraterrestre (caso eles sejam formados tecnologicamente por grupos secretos humanos ou extraterrestres), seja pela proximidade de 2012 (caso eles sejam formados por processos super-naturais de entidades benevolentes, para nos alertar a respeito da transição).

Referências a 2012 não faltaram, como o círculo descoberto em 15 de julho de 2008, que indica a exata posição dos planetas do nosso sistema solar no dia 21 de dezembro de 2012:



Porém o fato mais supreendente desta formação, foi a sua modificação uma semana depois, no dia 22:



Aqui, temos um aumento do diâmetro do sol, que absorve os planetas Mercúrio e Vênus, além de apresentar diferentes símbolos junto a um outro círculo igual ao diâmetro de Plutão. Será esta a explicação do que vai acontecer em 2012, do porque todos os planetas do nosso sistema solar apresentaram mudanças climáticas e elevações de temperatura nos últimos anos?

Os Crop Circles acontecem no mundo todo e estão cada vez mais complexos, aparecendo hoje até com efeitos visuais de três dimensões:



Mas são um fenômeno muito antigo, já descritos neste panfleto inglês de 1678:



Devemos focar mais nossa atenção em maravilhosos fenômenos como este que acontecem no nosso planeta e que podem nos ajudar num aumento de consciência, ao invés de dar nossa atenção a uma rede de mídia global controlada por criminosos, que tenta novamente nos vender medo, desta vez através de mais um novo vírus lançado no México... Afinal a Consciência será muito mais eficiente em nos proteger, do que o medo e as vacinas e os remédios fabricados pelos mesmos fabricantes do vírus.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Guerrilha Espiritual

Mais um passo. Concentro-me para convergir minhas experiências e a resposta de todo meu aprendizado, para tornar visíveis os últimos meses do meu caminho, trazer toda minha presença para a frente de minha face e conseguir fazer a pergunta em diferentes níveis. Nunca uma fila demorou tanto nos minutos ímpares e foi tão rápida nos pares. Estou de pé na rampa do lado esquerdo do palco, dividindo a mágica com as pessoas imediatamente a frente e atrás - sei que a resposta virá de uma forma inesperada, mas não sei ainda que na realidade, já perguntei. Observo uma águia cruzar o enorme hall, ajusto meu ainda inexistente dhoti e troco um sorriso com o cara logo atrás de mim. Eu também me sinto atraído, mas neste momento preciso focar.

Foi só um tempão depois do darshan que o vi na cafeteria. Trocamos olhares enquanto eu bebia meu suco e quando meu sanduíche ficou pronto já estava bem claro: a atração era mesmo mútua. Embrulhei a batata frita (meu último pedido) num guardanapo e fui sentar-me no banco ao seu lado, nós precisávamos conversar.

Josh é um dos fundadores do Guerrilha News Network, uma organização independente de notícias baseada em Nova Iorque, uma das primeiras a publicar abertamente na internet desde 2002 que o 11 de setembro tinha sido obra do próprio governo americano.

Hoje existem centenas de provas que deixam bem claro a mentira que foi noticiada para o mundo todo no dia 11 de setembro de 2001. Um dos primeiros e mais respeitados pesquisadores sobre o que realmente aconteceu naquele dia é o professor universitário David Ray Griffin. Ele apareceu pela primeira vez na mídia americana no dia 7 de maio de 2004 com uma palestra de 80 minutos, onde explicava sua extensa pesquisa sobre os atentados, indicando que a verdade tinha sido encoberta pelo governo.

David Ray Griffin era inicialmente um tanto céptico a respeito da existência de uma conspiração internacional responsável pelos ataques. Foi só em abril de 2003 que ele teve contato com o website Want To Know , onde havia um resumo de duas páginas cheio de referências confiáveis e facilmente verificáveis, que apontavam para tal fato. Este resumo ainda existe aqui: Resumo do Want To Know

Após ser convencido de que realmente havia uma gigantesca operação em andamento na mídia mundial para esconder a verdade sobre aquele dia, ele deixou de lado todo o seu trabalho como teólogo e dedicou-se a escrever o livro The New Pearl Harbor publicado em 2004, onde questiona a versão oficial do 11 de setembro de uma forma devastadora, em todos os seus detalhes.

Em março de 2006 o arquiteto Richard Gage, dono de um grande escritório de arquitetura em São Francisco responsável pela construção de alguns estádios nos Estados Unidos, estava dirigindo seu carro a caminho do trabalho quando ouviu no rádio uma entrevista com David Ray Griffin. Ele ficou tão surpreso com o teor da tal entrevista, onde um professor universitário americano explicava a verdade sobre os atentados, que parou seu carro no acostamento para ouvir melhor. Chocado, decidiu formar uma equipe em seu próprio escritório para investigar o 11 de setembro e provar que David Ray Griffin estava errado. A equipe conduziu uma investigação independente durante um ano, ao final do qual eles chegaram a mesma conclusão: a versão oficial dada pela mídia mundial era mesmo a mais pura mentira.

Richard Gage fundou então a organização Architects and Engineers for 9/11 Truth. Em sua palestra de duas horas de duração em uma universidade canadense, ele apresenta dezenas de provas de como as torres de Nova Iorque foram na verdade demolidas com bombas: Palestra de Richard Gage

Como mencionei anteriormente, hoje existem centenas, senão milhares de provas. São tantas as organizações e documentários a respeito, que praticamente todo mundo que tenho encontrado durante minha viagem já sabe da verdade. Para os que ainda não sabem, é só fazer um google: 911 truth. Entre os documentários que explicam o que provavelmente aconteceu naquele dia, recomendo primeiro estes 3:

Loose Change

911 Mysteries

Zeitgeist

Mas existem dezenas de outros, tão interessantes quanto.

Para entender a transição que estamos vivenciando é necessário entender a realidade da conspiração que nos enganou não somente neste assunto, mas em muitos outros também. É necessário entender que a fonte de tamanha enganação não está lá fora no mundo, mas dentro de nós. Uma vez que descobrimos a verdade sobre o 11 de setembro, as evidências se tornam extremamente óbvias - é óbvio que as torres foram demolidas, é óbvio que nenhum avião caiu na Pensilvânia, é óbvio que não foi um Boeing 757 que atingiu o Pentágono - como não vimos isso antes? As evidências não estavam escondidas, elas sempre foram óbvias - o que as escondia era a nossa própria incapacidade de enxergá-las. Em última instância, é uma questão de consciência.

Eu recomendo entender o que aconteceu naquele fatídico dia, por mais doloroso que possa ser, pois esse entendimento vai nos levar a compreender melhor quem nós somos e o mundo em que vivemos, de onde viemos e para onde vamos. Sim, os eventos do dia 11 de setembro são grandes o suficiente para conterem dentro deles todas essas questões.

Talvez seja inevitável passar por um período de raiva e indignação por termos sido tão enganados durante tantos anos. Por estarmos ainda sendo enganados, por uma vasta rede de comunicação de massa: canais de televisão, rádio e jornais que ainda mentem todos os dias, mesmo agora quando milhões de pessoas já sabem da verdade - um fato que ocorre primariamente por pura escassez de consciência da maioria dos jornalistas. E talvez por isso seja muito difícil sair deste período, pois a cada dia você encontrará novos motivos na mídia mundial - ambas oficiais e alternativas - para perpetuar a sua raiva e a sua indignação e o seu papel de vítima.

Mas este artigo está aqui para indicar o próximo estágio: de entrega, aceitação e perdão. E no fundo, é um perdoar a si mesmo, pois como mencionei antes, o mundo lá fora é apenas uma projeção de dentro de nós. Costumamos achar que a matéria existe por si mesma, mas somos nós que decodificamos diferentes frequencias de energia em ruas, casas e pessoas, no mundo em que vivemos. A projeção sai de dentro, como um filme projetado no cinema, que vem de dentro da sala de projeção, que permanece oculta enquanto assistimos ao filme. E se não gostamos do filme que estamos assistindo, adianta gritar, espernear, arrancar as cadeiras ou atirar pedras, desenhar novos personagens na tela ou se esconder no banheiro? O filme simplesmente continuará a ser projetado... até entendermos que temos que entrar na sala de projeção e trocar o rolo.

O 11 de setembro é tão grande, que geralmente só acaba nos limites de consciência de cada um. E está aqui para indicar algo maior ainda, pois como escreveu Eckhart Tolle:


"O milagre é o seguinte: por trás de cada situação, pessoa ou coisa que parece má ou perversa, está contido um profundo bem. Este bem se revela a você - interna e externamente - quando você aceita a situação tal como é.

Não resista ao mal - é uma das maiores verdades da humanidade."



Estendemos a conversa por duas semanas e descubro que Josh está aqui a trabalho, junto com seu amigo Phong, no começo de um novo projeto. A alguns anos o Guerrilha News Network se transformou num tipo de fórum virtual, onde centenas de contribuintes ajudam a revelar notícias mais verdadeiras, e desde então eles focam a maior parte de sua energia em outros projetos.

Eles me convidam para participar de seu novo projeto durante os próximos 30 dias e eu aceito. E então após duas semanas sob a intensa e divina benção que é a presença da Amma, partimos os três rumo aos Himalaias. E para quem tinha planos de viajar a Índia lentamente por terra, o fluxo acabou de me fazer cruzar o país pelo ar.

O link do Guerrilha é: http://www.gnn.tv/

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ammando

OM AMRITESHWARYAI NAMAH


Mais um passo. Concentro-me para convergir minhas experiências e a resposta de todo meu aprendizado, para tornar visíveis os últimos meses do meu caminho, trazer toda minha presença para a frente de minha face e conseguir fazer a pergunta em diferentes níveis. Nunca uma fila demorou tanto nos minutos ímpares e foi tão rápida nos pares. Estou de pé na rampa do lado esquerdo do palco, dividindo a mágica com as pessoas imediatamente a frente e atrás - sei que a resposta virá de uma forma inesperada, mas não sei ainda que na realidade, eu já perguntei. Observo uma águia cruzar o enorme hall, ajusto meu ainda inexistente dhoti e troco um sorriso com o cara logo atrás de mim. Eu também me sinto atraído, mas neste momento preciso focar.

Chego ao palco e percebo o brilho que não fui capaz de perceber no Brasil. Ele é ao mesmo tempo tão doce e tão intenso! Sua sábia força não se preocupa muito com a mente, atinge logo o coração. A mente vem depois, por pura osmose e entrega...

Ao me aproximar do centro do palco chego a um clímax em minha concentração: apenas para dar o próximo passo e, antes mesmo de me ajoelhar, ser surpreendido com um fato inédito: volto a ser a criança que fui a muitos anos atrás. De repente tudo o que adquiri e que me foi dado com esta mania de ser adulto se dissolve, e eu só quero a minha mãe. Não tenho mais perguntas, nem novas percepções sobre as nuvens, não tenho nem mesmo chakras...

As nuvens estavam mesmo estranhas, desde o Oriente Médio. Pouso no ensoralado estado de Kerala, mas mesmo aqui já parece existir este filtro de névoa entre a civilização e o universo. Penso que se isso for obra de chemtrails é melhor começar a importar cloud-busters rápido. Mas preciso ainda averiguar.

Pego um apertado ônibus e aprecio o colorido cenário das propagandas em malayalam entre tantos coqueiros até o famoso ashram rosa de Amritapuri. Atravesso o rio e ao me registrar na recepção dentro do templo, sou invadido pela shakti da Amma. O voluntário que faz o registro dos recém-chegados percebe meu estado sutilmente alterado (para melhor) (ou ainda, para menos louco) e pensa dentro de si: mais um filho resgatado.

Para aqueles que se perguntam como uma pobre garota de uma distante vila no sul da Índia é hoje conhecida em todo o mundo como Amma, a mãe de todos, é necessário entender que a maternidade não é limitada a ação de parir uma criança: ela é em último senso a definição de amor, compaixão e serviço. E se olharmos para a vida de Amma é isso que encontramos: alguém que dedica todos seus pensamentos, todas suas palavras e ações para o benefício dos outros.

É que quando uma outra nova casa é construída para desabrigados por uma de suas mais de 20 ONGs, nós a chamamos de humanitária. Quando novos devotos chegam de todos os cantos do planeta a procura de espiritualidade, nós a chamamos de guru. Quando um leproso é curado ao ter suas feridas lambidas por Amma, nós a chamamos de santa. Mas esta é apenas a atitude de alguém que entende que todos os outros são uma extensão de nós mesmos, e por isso escolhe dar a sua vida em serviço a toda a criação. É vivendo neste apogeu da existência humana que Amma está tentando acordar o mundo através de seus ensinamentos e de seus abraços.



Acima, uma das mais bonitas e mais desenvolvidas formas de consciência encarnadas hoje no planeta

Amma é primariamente conhecida como a santa dos abraços e já abraçou mais de 26 milhões de pessoas durante suas viagens por todos os continentes. A anos que eu tinha ouvido falar a seu respeito e foi a 13 meses antes de chegar em Amritapuri que finalmente a conheci:

FLASHBACK -- EXT . RIO DE JANEIRO - MANHÃ

A Rocinha brilha bonita e eu estaciono meu carro na frente da praia, pertinho do hotel Intercontinental, sem nenhum flanelinha ainda a vista. São 8:45 e daqui a 15 minutos começa o programa: perfeito, posso ir logo para o abraço, fico mais uma meia hora e volto a tempo da minha reunião as 11. Haha!

Hahaha... eu não fazia mesmo idéia...

A fila começou no meio da madrugada e agora já tem milhares de pessoas para abraçar a Amma antes de mim. Gente de todos os cantos do Brasil e da América do Sul se acotovelam pelos salões do hotel em busca de senhas que não existem mais. Os gringos voluntários de branco tentam entender a bagunça e uma futura vizinha minha sobe em cima da mesa e grita que o importante é o amor - e não o lugar na fila. Seguindo a orientação dela, minha reunião vai pro saco e meu abraço só acontece perto das 7 da noite:

Tiro os sapatos e sento-me na fila de cadeiras que indicam a concretização do darshan, que segue um fluxo que ainda não entendo e logo me distancia de meus amigos. Ao chegar mais perto, meus pensamentos mergulham em fascinantes estórias que ouvi a respeito durante uma viagem anterior pelas ilhas da Ásia ; penso no porque não vim antes, quando tive a oportunidade de participar da animada festa em Dublin, enquanto admirava as fadas de Findhorn ; imagino até quanto tempo ainda tenho para permanecer imaginável antes de me tornar vítima de uma boa calamidade que me fez perder a reunião de hoje. Minha mente dispara completamente em semi-pensamentos subliminais e meu coração, obedecendo as leis do corpo que usamos, dispara também. Indivíduos desconhecidos pegam nos meus braços e sou ajoelhado enquanto mãos percorrem minhas costas e meu pescoço e raspam minha testa a procura de qualquer suor carioca. Sinto um cheiro delicioso entre tantas mãos que me empurram e me fazem atropelar os pés a minha frente, mas logo o escuro e agitado salão torna-se todo branco e angelical - tento estabelecer uma conexão quando de repente percebo que tenho uma balinha de banana na mão: eu já havia abraçado a Amma.

Permaneço do lado direito do salão abrindo lentamente minha balinha e tudo o que consigo pensar é: preciso receber outro abraço.

INT . AMRITAPURI - NOITE

Guardo o papel da balinha no bolso e não contenho o sorriso. Meu darshan foi lindo e estou certo agora que cheguei aonde o fluxo queria me trazer. A comemoração do aniversário de 55 anos da Amma será só daqui a dois dias, mas sinto que já vivenciei o momento pelo qual vim tão rápido. Ou melhor, que já comecei a vivenciar.

Milhares de pessoas vieram comemorar o aniversário e todos receberam um abraço. Amma subiu no palco as 9 horas da manhã de sábado e só desceu as 9 horas da manhã de domingo. Foram 3 horas de eventos oficiais com diferentes personalidades públicas indianas e 21 horas de abraços, mais de 10 mil pessoas. Nada que exija muito esforço para quem já chegou a abraçar mais de 50 mil pessoas de uma única vez...

Eu estava lá no começo dos eventos, quando todos estavam sorridentes e bem dispostos. Tive um longo dia cheio de diferentes atividades, fui dormir e voltei ao evento 24 horas depois. Todos aparentavam bastante cansaço e tinham os olhos vermelhos. Todos menos Amma, que continuava a abraçar desconhecidos com a mesma disposição, carinho e atenção de 21 horas atrás. Presenciar o milagre de um ser humano que não precisa comer ou dormir é transformador.

Podemos ler a biografia da Amma e tomar conhecimento de diversos milagres que ocorreram na trajetória de sua vida, muitos deles similares aos de Jesus. Podemos aprender que Amma é um avatar, a encarnação de uma consciência tão elevada quanto Krishna. Podemos ouvir o testemunho pessoal de milhares de pessoas que experimentaram momentos divinos na presença da Amma. E nossas mentes então provavelmente nos permitirão um olhar mais atento sobre quem ela é e qual o seu trabalho.

Mas geralmente não percebemos que nossas mentes não conseguem compreender que os maiores milagres de nossas vidas acontecem todos os dias na frente de nossos olhos. Que o maior milagre da Amma não foi a transformação de água em leite ou sua ressurreição, mas é cada abraço dado a um desconhecido - milhares por dia.



Amma viaja por todo o mundo, todos os anos. Oportunidades para abraçá-la não faltam e mais informações podem ser adquiridas em seus websites:

http://www.ammabrasil.org/

http://www.amma.org/

http://www.amritapuri.org/

"Precisamos neste momento de uma revolução. Mas não uma revolução mundana, a necessidade que temos hoje é de uma revolução espiritual." - Amma

OM AMRITESHWARYAI NAMAH

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Stand by me!

Hoje acordei para postar o próximo artigo da minha viagem aqui no meu blog, que está um tanto atrasado (estou viajando sem um computador), mas fui completamente atropelado por este tão bonito projeto que está sendo reinaugurado hoje, com um novo website. Que merece uma postagem só para ele:

O vídeo que explica o que o projeto é a respeito: http://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM

O novo website, lançado hoje: http://www.playingforchange.com/

Divirtam-se!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Somos Todos Um Só


Eram 7 da manhã e o moderno aeroporto de Dubai estava um tanto fotográfico, com gente de todos os tipos - todas as raças, países, religiões e vestimentas - dormindo por todos os cantos dos terminais, fazendo da minha apertada conexão uma corrida com obstáculos, onde você ainda tem que tirar e pôr os sapatos e o cinto para passar pela segurança. Entre a mesma névoa que pousei, levantei voo.

A névoa me acompanhou durante as 4 horas de voo, quando tive minha primeira visão de meu destino: muito verde, rios e morros envolvendo favelas de uma grande cidade - algo parecido com aterrizar em Salvador. Ao pousar, peço a benção e proteção de Brahma, Vishnu e Shiva - e Shakti, Ganesh, Krishna e Kali.

Saio do aeroporto e sinto novamente o cheiro da Ásia, escolho o auto-rickshaw mais colorido e fico feliz em barganhar o preço da corrida. Minha primeira impressão de Mumbai é ótima: ignoro o caos e a miséria já visíveis e concentro-me nas cores, nos cheiros e nos tantos sorrisos retribuídos em meio a um congestionamento parecido com o da Marginal Tietê em saída de feriado, mas com bem mais infrações de trânsito e vacas.

Após duas horas chego no templo de Swaminarayan no bairro de Breach Candy, onde vou ficar hospedado. Um indiano que passava pela calçada me pega pelo braço e me leva até o começo da escadaria, onde tiro meus sapatos. Dentro do templo, um swami me oferece prasad.

Swami, que literalmente significa "conhecedor de si mesmo", é um título dado a pessoas que se dedicam ao aprendizado de um guru ou de uma tradição espiritual e prasad é geralmente um doce abençoado por um guru ou uma deidade.

Nem o indiano nem o swami falam inglês e demoro mais uma hora até encontrar meu quarto. Durante a tarde ando pelos arredores do bairro, faço meu celular orgonisado funcionar na Índia e volto ao templo para conhecer melhor quem foi Swaminarayan.

Swaminarayan foi um dos mais conhecidos santos hindus, tendo vivido entre 1781 e 1830. Quando perdeu os pais aos 11 anos de idade, ele iniciou uma peregrinação de 7 anos através de todo o sub-continente indiano, vestido apenas com um tapa-sexo. Nesses anos realizou diversos milagres, permanecendo durante todo um rigoroso inverno no topo dos Himalayas, na mesma posição: com um pé e um braço levantados, e sem maiores vestimentas ou comida.

Tenho aqui meu primeiro testemunho de um caso de um ser humano que quebrou as normas do que nos é geralmente vendido - de que não conseguimos sobreviver sem água ou comida, ou que não podemos controlar a temperatura de nossos próprios corpos. E não se trata da lendária vida de um personagem que viveu a milhares de anos atrás, da qual há poucas evidências ou documentos: a vida de Swaminarayan é tão bem documentada quanto a vida de Mozart ou a de Dom Pedro I.




Acima, uma pintura de Swaminarayan.

Apesar deste homem santo ter provado de que também é possível para seres humanos sobreviverem sem dormir, de que nossos corpos podem funcionar de diferentes modos de acordo com a respectiva consciência que faz uso deles, eu ainda não dominei a técnica de recarregar minha energia vital conscientemente através da meditação e as longas horas da viagem finalmente me arrastam para a cama.

Acordo com o cantar dos monges, saio as ruas, viro a esquina e chego a um prédio onde todas as manhãs acontece um encontro com um dos mais fascinantes mestres do sub-continente, um mestre que oferece um oásis de paz e luz no meio do caos da cidade mais industrializada e cosmopolita da Índia. O porteiro do prédio é muito simpático e me avisa que só podemos entrar meia hora antes do satsang, então procuro um café da manhã onde como minha primeira halwa indiana e volto no horário apropriado.

Subo no antigo elevador que toca uma inusitada lambada instrumental para me alertar sobre a porta aberta e ao tirar os sapatos antes mesmo de entrar no apartamento, sinto o brilho de Ramesh Balsekar. O brilho é o segundo dos três aspectos que podem ser usados para dividir e melhor compreender a atuação de grandes mestres.

E instantaneamente o brilho de Ramesh me remete a 3 anos atrás, onde o motivo desta visita começou:

FLASHBACK -- EXT . LONDRES - DIA

Saio do metrô de Marble Arch (afinal estamos aqui a dois meses antes dos atentados no metrô de Londres) e ando pelas ruas frias, vazias e semi molhadas de Marylebone a procura de um apartamento que o Simon me indicou. O dia está cinza como nunca e eu chego despretensiosamente a um prédio marrom com elevadores modernos, corredores limpos e uma porta preta. Ao abri-la sou recepcionado por uma educada mulher oriental que me pede para tirar os sapatos antes de me conduzir a sala adjacente.

Ao entrar nesta sala, de repente sou invadido por uma energia tão forte quanto a criada pela comunidade de Findhorn em suas meditações comunitárias - o ar desta sala é quase líquido, tão denso quanto ao da oca de meditação de Figueira, porém a fonte que emana tal brilho aqui é um único homem, e ele está vestido de preto dos pés a cabeça em meio a outras 10 pessoas. Surpreendido por tamanha energia inesperada, sento-me ao lado da janela na esperança de colocar a cabeça para fora e sobreviver, caso meus pulmões comecem a se afogar.

Maitreya pede para todos se sentarem e o satsang começa. Nos primeiros minutos nem consigo processar as palavras que chegam aos meus ouvidos: eles também estão ainda ajustando a pressão, adaptando-se a esta pequena conjuntura de espiritualidade numa modernidade líquida. Percebo que a maioria das pessoas ali estão como eu num semi-transe, transbordando com este maior exemplo de brilho que eu já tive a oportunidade de presenciar. Aos poucos, consigo estabilizar a respiração e começo a digerir e compreender as palavras.

Maitreya nos explica como seu sistema nervoso teve que ser restruturado durante seu processo de iluminação, para que pudesse suportar tamanho fluxo de energia. Eu quase consigo formular uma pergunta sobre tal restruturação, mas meus pensamentos são neutralizados assim que se formam e consigo apenas focar em guardar esta experiência em nossa memória coletiva e divina - como se precisássemos fazer algo para que isso aconteça - para ser melhor analisada quando meu corpo não estiver mais sob esta intensa força anestesiante.

Ele nos explica também a situação de sua atual existência como uma extraordinária e direta testemunha de Deus, literalmente: desde sua iluminação ele conscientemente testemunha Deus mover seus braços e suas pernas, falar através de sua boca e escrever através de suas mãos, sem que ele precise fazer nenhum esforço para que essas ações aconteçam. Exatamente como no filme 'Quero ser John Malkovich' - que aliás é um tremendo de um filme que precisa ser visto (e temos aqui mais um exemplo da ficção imitando a realidade), mas sem o surreal sétimo e meio andar ou a doida e descabelada Lotte.



Acima, Maitreya Ishwara.

Ele nos conta como a partir deste surpreendente ponto de vista, apenas testemunhou o fluxo divino fazer recentemente sua mudança da Nova Zelândia para Londres, sem que soubesse ainda o motivo de sua nova residência na Europa - o que exatamente iria fazer ou por quanto tempo exatamente iria ficar.

Meu falso ego não demora em ganhar espaço e estranhar, julgar e rotular tal relato como um tanto bizarro, mas eu não havia ainda visitado Ramesh Balsekar:

INT . MUMBAI - DIA

Entro no apartamento e um assistente me recebe com muita atenção, insistindo que eu me sente bem na frente de Ramesh, por ser minha primeira visita. Aceito, afinal tenho mesmo algumas perguntas para este estimado mestre. Mais umas 20 pessoas chegam, inclusive uma mulher americana, que por também se tratar de sua primeira vez, senta-se ao meu lado.

Ramesh entra na sala e percebo seu brilho com mais força, apesar de ser muito mais sutil se comparado ao de Maitreya. Segue-se o costume de mulheres primeiro, então permaneço absorvendo o brilho e descartando algumas perguntas, ao serem indiretamente respondidas pelas questões da americana.

Ramesh nos explica que o problema de se procurar a iluminação é que não existe ninguém que precise se iluminar. O ego é apenas uma ilusão e atrás dele está Deus em carne e osso, dentro de cada um de nós. Tudo o que podemos fazer, a tal da iluminação, é apenas o que aconteceu a Maitreya: adquirir consciência de que quem vive nossas vidas, quem move nossos corpos e pensa nossos pensamentos, é na realidade Deus.

A existência não passa de uma enorme brincadeira da suprema consciência que anseia em conscientizar-se de si mesma. O filme sempre esteve pronto dentro da lata - rolos de filmes projetados em cinemas vêm dentro de latas - e todos nós dividimos o mesmo propósito: acordar para esta verdade. E a melhor maneira para acordarmos é simples: amar-nos uns aos outros. Este não é um ensinamento original - Jesus sempre focou neste ponto - mas a maneira como Ramesh chegou a esta conclusão através da mente ao longo de mais de 30 anos de raciocínio contínuo é extremamente emocionante: vale a pena atravessar oceanos para sentar em sua sala de estar durante toda uma manhã e ouvir esta tão maravilhosa estória.



Acima, Ramesh Balsekar.

Pergunto a este mestre se a existência ocorre em ciclos e se é possível estarmos chegando ao final de um grande ciclo, o momento mais interessante de toda a recente história humana. Imerso em uma profunda paz e alegria de quem vivenciou uma das mais profundas verdades de nossas vidas, ele sorri e me responde: Quem pode ter certeza? Quem se importa?

Passo uma semana em Mumbai indo a casa de Ramesh todas as manhãs, e começo a ficar tão encantado com seu brilho e também com o caótico charme das ruas e pessoas, que já surge em meus pensamentos todo um planejamento da minha futura vida nesta cidade. Mas o fluxo não nos empurra pela metade, e eu logo testemunho meu corpo entrando numa agência de viagens e comprando uma outra passagem para o dia seguinte: eu precisava chegar a tempo de uma comemoração muito especial.

O website de Maitreya Ishwara é: http://www.ishwara.com/

O website de Ramesh Balsekar é: http://www.rameshbalsekar.com/

"Eu vivo o meu dia a dia como se tivesse livre-arbítrio, mas sempre consciente de que na verdade não sou eu quem vive a minha vida." - Ramesh Balsekar

sábado, 21 de março de 2009

As Caveiras de Cristal

Meu plano era ficar mais na Africa do Sul - até levei minha barraca do Brasil para acamparmos no próximo final de semana no AWAKE Festival no Rustlers Valley, um famoso vale entre sangomas, artistas, permacultores e hippies em geral. O Rustlers abrigava uma bonita comunidade até 2007, quando foi completamente devastado por um incêndio. O AWAKE Festival marcou então o renascimento dessa comunidade, uma emocionante tentativa de reconstruir esse importante local de crescimento de consciência.

Imagens do festival que aconteceu e de como o vale era antes do incêndio e um pouco de sua história podem ser vistos aqui: http://www.placenamesa.com/rustler.htm

E eu planejava também visitar a Cidade do Cabo na semana seguinte.

Porém durante a semana o fluxo me deu uma clara indicação de que eu precisava partir, então comprei minha passagem e embarquei antes que a semana acabasse. Durante minha estadia na Africa do Sul vivi momentos muito bonitos e fiz novos amigos e fico contente por ter que obrigatoriamente voltar aqui antes de retornar ao Brasil.

Ao partir, recebi ainda do Simon uma outra peça de orgonite, desta vez um pequeno escudo, acoplada a um telefone celular. Há algum tempo eu já vinha evitando usar aparelhos celulares, por saber que a queimação que sempre senti na orelha e na cabeça ao falar por mais de 10 minutos não se tratava de algo inofensivo. Por isso tinha deixado meu celular no Brasil.

Os telefones celulares poderiam operar com uma tecnologia não electro-magnética, de campos de torção, e assim não oferecer risco algum aos nossos cérebros nem ao meio-ambiente. Porém assim como alguém decidiu por carros movidos a petróleo enquanto Nikola Tesla oferecia a solução a eletricidade no final do século 19, alguém decidiu que operassem em frequências que afetam nossos corpos e nosso DNA. Frequências que são emitidas não apenas por nossos aparelhos, mas por torres espalhadas no mundo todo (que afetam não somente os usuários de celular, mas todo mundo), engenhosamente financiadas por um dos últimos vícios da humanidade.

Celulares que funcionam por campos de torção já existem e foram inventados pelo cientista alemão Dr Hartmut Müller.

Muitos médicos e cientistas atuamente alertam sobre os riscos do uso do celular, baseado em dados que estão hoje se tornando oficiais, como o aumento nos casos de cancer de cérebro. Recomendo a leitura dos seguintes artigos e documentários a respeito:

http://www.rense.com/general63/FACTS.HTM

http://www.rense.com/general63/cel.htm

http://video.google.com/cell phone dangers

E recomendo também minimizar ou parar com o uso dos atuais celulares, até que a tecnologia possa ser mudada ou que não precisemos mais desse tipo de aparelhos para nos comunicarmos a distância. Uma boa maneira de minimizar o uso é usar somente as mensagens de texto, ou usar sempre o viva voz, evitando colocar o aparelho ao lado da orelha.

Ou alternativamente, o projeto Orgonise Africa também produz estes pequenos escudos de orgonite que anulam a radiação maléfica dos celulares. Este é o celular que ganhei:



Estando então devidamente protegido com este escudo e sabendo que realmente poderia ser útil durante o resto da minha viagem, eu aceito o celular e embarco. Novamente, indico aqui o Orgonise Africa , que também trabalha envolvendo as torres de celulares com orgonite para que passem a irradiar vibrações benéficas.

No avião escolhi assistir ao filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, para conferir o que está sendo vendido atualmente para as massas, já ciente só com o título, que mais uma vez a ficção tinha imitado a realidade nos estúdios americanos. Isso mesmo, assim como em tantos outros fimes de Hollywood como Star Wars, Contato e a Lenda do Tesouro Perdido, mais uma vez temos um roteirista ou ciente da realidade em que vivemos ou orientado a imitá-la com precisão.

As Caveiras de Cristal são reais.

Existem 13 caveiras de cristal no planeta que desafiam as explicações que arqueólogos e cientistas conseguem formular. Ninguém sabe ao certo de onde vieram, quem as produziu ou qual o seu propósito. Uma única coisa é certa: elas existem.

A mais famosa e controversa de todas é conhecida como a caveira de Mitchell Hedges, uma perfeita réplica de um crânio humano, achada em 1924 em um altar de um templo Maia pela filha de um explorador britânico, Anna Mitchell Hedges, durante uma expedição pela América Central.

Acima, a caveira de Mitchell-Hedges.

Mantendo posse da caveira por vários anos, Anna notou que ela tinha o poder de afetar seus sonhos e sua consciência. Em 1970 a caveira foi analisada em laboratório e fatos muito interessantes foram confirmados: a caveira foi esculpida sem levar em consideração a direção de crescimento do cristal, fator necessário para nossa atual tecnologia ; não foi possível achar nenhum arranhão microscópico que indicasse o instrumento utilizado para esculpi-la ; a caveira parecia dispor de um elaborado sistema interno de lentes e prismas, devido a forma que refletia e refratava a luz - e o cristal de quartzo não apresenta tais propriedades em seu estado natural ; e que ninguém saberia como replicar tal caveira hoje.

Experimentos em como ela afetava a consciência e os sonhos de Anna não foram realizados, e mais uma vez o caso foi encerrado com explicações como: alguém levou 300 anos polindo o cristal com areia para atingir tal perfeição (como assim, 8 horas por dia todos os dias, ou excluindo sábados, domingos e feriados?) - as mesmas explicações como: as pirâmides do Egito foram construídas com enormes troncos de madeira para rolar as pedras (Credo Mutwa também explicou como todas essas intrigantes estruturas sobre a terra foram provavelmente levantadas com tecnologia sonar), as formações circulares que aparecem às centenas em plantações de todo o mundo são travessuras de gente bêbada, faz 35 anos que não vamos a lua porque não tem e nunca houve nada lá, as torres de Nova Iorque caíram com o calor do fogo, quem botou as estátuas da Ilha de Páscoa foi o coelhinho...

As caveiras de cristal são mais uma evidência em um mundo repleto de evidências sobre uma origem mais complexa e fascinante da raça humana do que uma evolução darwiniana do macaco. Uma destas caveiras é de propriedade do Museu Britânico em Londres e está atualmente em exposição.

Hoje nós sabemos que usar cristal de quartzo é uma das melhores e mais avançadas maneiras de se guardar dados - e especialistas predizem que esta tecnologia deve se tornar popular no planeta em alguns anos. Isso fornece apoio a uma das maiores probabilidades: as caveiras de cristal estão repletas de conhecimento e foram deixadas aqui por civilizações mais avançadas que a nossa, para que sejam usadas em um ponto de convergência a ser vivenciado no futuro próximo - talvez em 2012?

Indiana Jones se casa com a mocinha e eu permaneço acordado observando a escuridão do universo pela janela do avião. Ao ver as caveiras dentro de um blockbuster americano, somos sutilmente programados a pensar que tal mistério não é tão misterioso assim, afinal de contas. Mistério mesmo é qual será a próxima saga do nosso querido herói.

E é claro que "eles" vão continuar pesquisando e nos contando tudo a respeito das caveiras de cristal, se houver algo que realmente precisamos saber, é claro! Afinal "eles" nos contaram tudo o que sabemos sobre o mundo em que vivemos, cuidam da nossa segurança, da nossa educação e do nosso bem estar, não é mesmo?

Amanhece enquanto sobrevoo o Mar Vermelho e logo uma intensa névoa toma conta de todo o céu, cobrindo o deserto da Arábia em toda sua extensão. Nos aproximamos de nosso destino e a névoa não se dissipa, rodeando o avião em todas as direções durante o pouso, não permitindo que eu visse quase nada de Dubai... droga, e eu esqueci de trazer um cloud-buster.