quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Enfim, a Liberdade!


A corja de criminosos que se apossou do nosso planeta vai em breve ser tirada do poder. A cada dia que passa, mudanças significativas acontecem. A quantidade de pessoas que estão hoje trabalhando para trazer a tona todos os crimes cometidos por essa corja é tamanha que não é mais possível esconder a verdade, ela vai vir a tona e todos vão conseguir enxergar a verdadeira história da humanidade e o tamanho da escravidão imposta sobre a atual sociedade humana. A nossa liberdade está a cada dia mais próxima.

Em breve teremos um jornalismo livre, os jornais e canais de televisão vão gradativamente perder a censura imposta pelos criminosos a muitas décadas atrás e começar a noticiar para a grande população o que realmente está acontecendo no mundo.

Na semana passada a Câmara dos Lordes em Londres - a alta câmara do parlamento britânico - foi palco de um sensacional discurso feito pelo Lorde David Noel James, conhecido como o Barão James de Blackheath. Em seu discurso James denunciou uma enorme fraude finaceira de 15 trilhões de dólares americanos, que envolvem os mais altos escalões de quatro dos maiores bancos ingleses e americanos, e também do próprio governo americano.

A transcrição do discurso pode ser lida em sua íntegra aqui

Esse é um escândalo financeiro com proporções políticas tão grandes que fazem o Watergate, o escândalo que causou a renúncia do presidente americano e a prisão de 43 pessoas de seu alto escalão na década de 70, parecer um acontecimento tolo. O que temos aqui é um caso que deveria provocar a renúncia de dezenas de líderes mundiais e milhares de pessoas do alto escalão de governos e grandes empresas de todo o mundo.

Porque a denúncia do Lorde James é apenas a ponta de um gigantesco iceberg que representa uma vasta gama de crimes contra a humanidade - crimes políticos, financeiros e sociais - cometidos pela corja que se apossou dos governos, da grande mídia e das instituições internacionais ao redor de todo o globo, para por em prática as deturpadas crenças adquiridas através de suas secretas sociedades religiosas.

Porém apesar da grande mídia ainda não relatar a história toda, as renúncias já começaram:

Presidente alemão renuncia diante de acusações de corrupção

Primeiro ministro da Romênia renuncia com todo seu gabinete

Presidente do Banco Mundial anuncia sua saída

Presidente do banco australiano ANZ renuncia

Após renúncia, ex-premiê da Itália Berlusconi é condenado a prisão por corrupção

Escândalo bancário no Japão causa a prisão de 7 executivos

Diretor de banco suiço Credit Suisse renuncia

Presidente do Banco Central da Nicarágua renuncia

Presidente do Banco Central da Suiça renuncia

Presidentes de dois dos maiores bancos da Slovênia renunciam

Escândalo bancário causa renúncia de diretor do Banco Central da Rússia

Presidente do banco americano Goldman Sachs anuncia sua saída

Diretor do banco britânico Royal Bank of Scotland renuncia

Governo interino do Kuwait renuncia - entre eles o presidente do Banco Central

Presidente do banco koreano KEB renuncia

Quatro padres são culpados de lavagem de dinheiro no Banco do Vaticano

Presidente do banco indiano Kotak Mahindra renuncia

Presidente do banco indiano Dhanlaxmi renuncia

Diretores do banco americano Morgan Stanley renunciam

Ministro de Hugo Chavez renuncia devido a corrupção bancária

Presidente do banco britânico Butterfield renuncia

Governador do Banco Central da Nova Zêlandia anuncia sua saída

Presidente de banco japonês Normura renuncia

Diretor do banco espanhol Santander renuncia

Diretor do banco britânico Loyds renuncia

Presidente de banco privado britânico Saunderson House renuncia

Um terço dos diretores do banco americano da Virgínia renunciam

Presidente do banco francês Société Générales renuncia

Presidente do banco britânico Coutts renuncia

Fraudes em banco iraniano Melli causa renuncia de presidente

Diretor do banco UBS do Japão renuncia

Vários diretores renunciam no banco indiano Beed

Renúncias sugerem mudanças em dois bancos chineses

Presidente do banco suiço UBS renuncia devido a fraudes

A maioria destas renúncias aconteceram em janeiro e fevereiro deste ano e essa lista com certeza não está completa. As mudanças ainda não são perceptíveis para o cidadão comum, mas são uma indicação óbvia de um sistema financeiro mundial extremamente corrupto e imoral. Ao mesmo tempo em que é cobrada da grande maioria da população do planeta uma honestidade financeira, a elite mundial rouba livremente, protegida por leis e acordos internacionais criados para estimular a corrupção.

Depois de ser ameaçado de morte, David Wilcock passou os dois últimos meses escrevendo a verdadeira história financeira do século vinte em seu enorme artigo Financial Tyranny , mostrando que existem tratados internacionais entre o FMI e os bancos centrais de alguns países para promover o roubo e a corrupção.  

Como brasileiros, estamos acostumados com o roubo generalizado de nossos políticos, banqueiros e empresários, mas temos a ilusão de que isso não acontece na Europa e nos Estados Unidos. A verdade é que a corrupção mundial é controlada por uma pequena elite, da Europa e dos Estados Unidos, e foi deliberadamente difundida em todo o mundo, juntamente com um sistema financeiro que possui a sua base no débito, para que fosse gerada miséria e escassez entre a sociedade humana. De propósito.

A fome e o desespero social e econômico que prevalecem em muitos países foram criados de propósito, assim como organizações humanitárias não-governamentais e instituições como as Nações Unidas, que deveriam trabalhar para amenizar este desespero, são corrompidas e anuladas de propósito.

A riqueza do planeta foi roubada pela elite a serviço das forças involutivas através de ações criminosas, pois assim a população seria controlada com mais facilidade. A verdadeira história e status desse planeta foram roubados, estabelecendo uma profunda ignorância da razão pela qual estamos aqui.

Porém os criminosos estão sendo forçados a abandonar seus planos de dominação global devido a crescente elevação da frequencia do planeta. Toda a corrupção que dominou a política e os negócios nos últimos séculos será limpa em breve. Num futuro próximo o governo será bem diferente do que é hoje e os governantes estarão realmente a serviço daqueles que representam.

As notícias dos fatos podem não estar imediatamente disponíveis, mas com o contínuo expurgo das trevas todos vão tomar nota delas. Até a corja perder o controle da mídia mundial, muitas informações serão censuradas e muitas desinformações serão anunciadas para que criem medo e confusão. Neste ponto todos aqueles que já despertaram devem saber distinguir entre a verdade e as informações falsas e negativas. Podemos também sempre escutar o nosso coração, se ele sentir que algo não está certo então algo não está certo. Muitos guerreiros já estão despertos e lutando pela luz, fazendo o que podem para trazer a verdade a tona - e nosso trabalho é identificar essas pessoas, aprender com elas e eventualmente nos unir a elas.

Muitas tentativas para se iniciar uma terceira guerra mundial já foram impedidas pelas forças de luz, a terceira guerra mundial não acontecerá. Se você prestar atenção nos acontecimentos notará que existem muitas operações secretas acontecendo para criar esta guerra, as forças involutivas estão tentando desesperadamente, porém ela nunca acontecerá.

Não permita que relatos de conflitos ao redor do mundo, especialmente no Oriente Médio, lhe causem medo. Esse grande conflito não irá acontecer. O Oriente Médio logo terá paz e ela será permanente. Não há mais espaço para armas nucleares neste planeta e elas já estão destinadas a serem todas desmanteladas. As forças de luz não permitirão que elas sejam usadas em nenhuma circunstância e até a corja criminosa já sabe disso.

Estamos no meio de uma imensa batalha entre o bem e o mal, porém muita gente não consegue ainda enxergar esta batalha porque ela está sendo lutada com diferentes tipos de armas. Devido a essa diferença de armas, não é formado um campo de batalha onde dois exércitos se opõem frente a frente - o que poderia ser então facilmente filmado ou fotografado. O bem não luta com as mesmas armas do mal. Enquanto o mal impõe sua vontade a força, o bem convida ao devido uso do livre-arbítrio. O mal luta com o medo e a ignorância - o bem luta com o amor e a verdade. O mal pune e o bem perdoa.

Então é muito importante usar as armas certas se quisermos realmente vencer esta batalha. Nosso objetivo não é saturar as cadeias mundo afora com os inúmeros membros da corja internacional, nosso objetivo é atingir um mundo onde não hajam cadeias, é perdoar a elite criminosa e vencê-la através do amor.

Estamos criando a nossa realidade o tempo todo, quer saibamos disso ou não. Durante muitas vidas fomos nós que criamos tudo o que estamos vivendo hoje. Devemos nos lembrar de que pouco fizemos para impedir o avanço dos planos das forças involutivas. É verdade que as ações deles tem sido extremamente desonestas, mas até hoje houve pouca resistência de cada um de nós a esses objetivos malignos. Foi apenas há pouco tempo que as pessoas começaram a despertar e perceber o que está acontecendo a sua volta. A energia criada por essas pessoas despertas se fortalece cada vez mais e está criando a mudança de rumos necessária para reverter todo esse mal. Só agora podemos enxergar com mais claridade e fazer escolhas conscientes sobre o destino deste planeta.

Se hoje você experimenta a pobreza é muito provável que já tenha experimentado a riqueza em outras vidas, a sua alma tenta desta forma criar um vasto escopo de experiências na terceira dimensão. Qualquer seja a sua experiência hoje, ela é a mais adequada para elevar o seu nível de consciência durante esta transição. Nosso objetivo final é sair da dualidade e conhecer Deus, nosso Criador.

Algumas pessoas se preocupam em descobrir os fatos de suas vidas passadas, mas não dê muita importancia para isso. Quando a hora certa chegar você vai naturalmente se lembrar de todas as suas vidas passadas. Os detalhes geralmente são irrelevantes, o que importa é o que você aprendeu, as lições que tirou delas. O agora é o momento mais importante que existe, porque é no agora que está o resultado de todos os seus aprendizados, todo o potencial de sua sabedoria. Muitas pessoas hoje já conseguem incluir em sua sabedoria a compreensão do amor incondicional, e esta é uma conquista verdadeiramente maravilhosa.

Muitas vidas se passaram e hoje estamos muito mais sábios do que quando primeiramente entramos nas dimensões mais baixas. Para muitos não há mais nada o que se aprender aqui, já estão prontos para ascender para dimensões mais elevadas. Mas todo o aprendizado conquistado aqui será válido e útil nas dimensões superiores.

As almas que estão prontas, que estão já vibrando de acordo com a frequência do amor, poderão ascender durante a transição. Porém muitas almas não estão prontas e muitas outras não tem ainda o desejo de ascender, elas querem apenas adicionar esse intenso período na dualidade a suas experiências. Qualquer que seja a decisão de sua alma, ela é perfeita para você.

O colapso do sistema antigo poderá não ser uma experiência das mais agradáveis, mas precisa acontecer. O atual foco das forças de luz é para que esta mudança ocorra de uma maneira rápida e precisa, causando o mínimo de sofrimento possível, porém sempre haverão dificuldades causadas por aqueles que não querem as mudanças. A missão de resgate do planeta Terra começou a centenas de anos e não será frustrada de forma alguma. Por muito tempo a liberdade e os diretos humanos foram sequestrados, chegou o tempo de serem restaurados. O velho paradigma está extinto e não há mais energia para sustentá-lo. Um novo dia se inicia e vai florescer em todo seu esplendor com a Ascensão.

Mantenha os olhos e ouvidos abertos e tome conhecimento de todos os segredos a medida que eles forem sendo revelados. Saiba que as forças de luz nunca estiveram ociosas, e estão agora prestes a virar o jogo. Essa virada exigiu um tempo considerável, mas ela vai finalmente acontecer, com a ajuda de todos nós.

Comece a usar o poder que você tem para manifestar as mudanças necessárias. Divulgue seus conhecimentos sobre a transição, pois há ainda muita gente confusa que não compreende o que está por trás dos atuais eventos. A verdade vai chocar essas pessoas e pode criar medo nelas, elas devem então ser informadas de que as mudanças são boas e necessárias para a construção de um mundo melhor.

Logo chegará o momento em que a humanidade viverá sem medo e então uma linda onda de alegria e paz varrerá a Terra. A humanidade vai experimentar um nível de liberdade do qual se esqueceu a muito tempo. Viva como se você já tivesse passado pela transição - e você logo perceberá o quanto já evoluiu.

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Escrevi o texto acima após ler algumas das mensagens de SaLuSa disponíveis no website The Tree of the Golden Light

Obrigado SaLuSa!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

2012!


Chegamos! Estamos em 2012!

Eu entrei o ano em uma mágica cerimônia numa bonita comunidade no Planalto Central do Brasil, imerso numa profunda e honesta conversa com o reverenciado e bondoso Senhor Shiva. Om Namah Shivaya! E desde então, estou a 36 dias tentando escrever algo aqui, tentando corroborar com a tão esperada entrada deste tão auspicioso ano, mas a verdade é que tal conversa me deixou profundamente sem palavras.

Om Namah Shivaya! Eu agradeço Senhor!



Então decidi pegar emprestadas muitas das belas e sábias palavras de Meredith Murphy:


Você está despertando para o seu Eu Interior?
Para a eterna e verdadeira consciência de quem você realmente é?

Você percebe que seus sentimentos, que as mudanças que estão acontecendo em você, são parte de uma mudança de energia MAIOR?

Você está gradativamente tomando suas decisões com base em seu coração, percebendo a natureza divina de seu Ser, e sentindo que algo GRANDE está para acontecer?

VOCÊ É UM SER ABSOLUTAMENTE LINDO!

E chegou a um lugar de encontro e partilha das maravilhosas aventuras espirituais de nosso tempo. Este é um oásis para as pessoas que estão acordando e se dedicando a expansão do potencial humano, usando a alquimia de nossas energias e de nosso foco para a criação de uma nova Terra. Estamos aqui explorando novos paradigmas de existência, usando nossa experiência direta para adquirir uma maior compreensão da natureza de nossa realidade, da nossa holística relação com o Cosmos, da causa energética de nossa presença aqui no planeta dentro dessa vastidão do Ser, que é o fabuloso Campo Unificado da existência.

Aqui você tem a oportunidade de estar com a sua verdadeira família, de celebrar e participar de manifestações de conversas sobre as mais profundas questões da vida humana. Venha para cá naqueles momentos mais desafiantes e você será inspirado a acreditar em suas escolhas, a reconhecer sua inata sabedoria interior e ser capaz de usá-la para transformar a sua vida e o nosso mundo.

Neste momento tão auspicioso, agora que você e eu nos conectamos, temos a chance de compartilhar juntos este enorme e sem precedentes despertar coletivo, que está sendo chamado de 'transição', muito falado a respeito em conversas místicas sobre o 11:11 e 2012. Ao apenas ler estas palavras alguma coisa está acontecendo, existe uma transmissão e troca de energias.  É sobre essa troca que as pessoas se referem quando dizem que há mais luz chegando aos planos terrestres, que estão sentindo que a energia está se tornando mais 'intensa' ultimamente. Quanto mais você despertar, mais você vai notar a energia da sua experiência, e se aproximar de seus sonhos - porque tudo é energia, inclusive você!

Estamos todos caminhando juntos, cada um no seu próprio ritmo, e ninguém será deixado de fora. A liberdade é o nosso destino assegurado. Cada um de nós está sendo internamente guiado de uma maneira que é perfeita para cada um. Nossa iluminação está garantida, pois esse é o nosso inevitável destino. Tudo o que seu coração expressou algum dia se manifestará, então relaxe durante esta longa jornada de evolução. A iluminação é o relaxamento total e absoluto. Estamos participando agora de uma magnífica experiência coletiva de despertares individuais, então relaxe na perfeição que você é.

Alguns de nós já estão despertos. Alguns estão começando a despertar agora, tentando entender o que está acontecendo e como lidar com toda essa situação. E alguns ainda estão dormindo. No mundo externo que existe ao seu redor, os sistemas, padrões e estruturas da atual civilização planetária estão mudando e se dissolvendo, tornando insustentáveis muitas das antigas maneiras de agir e lidar com regras que já não funcionam mais. Muitas pessoas estão sentindo a energia de ascensão e as mudanças de vibração de uma maneira forte e desafiante - notando grandes mudanças em sua saúde, seus relacionamentos, trabalho, valores, situação financeira, e sem saber ao certo com o que podem contar.

Tudo está se transformando cada vez mais rápido e as coisas que costumavam fazer sentido de repente já não fazem mais.

Tenha cuidado pois se você der permissão ao medo para criar a sua percepção, aí poderá haver muito o que temer. Mas sendo orientados pela energia do amor, a perspectiva é de incríveis e positivas experiências de crescimento, de contínuas expansões e amplas aberturas, de alegres experiências felizes e sustentáveis. Estamos despertando para as muitas novas possibilidades de nosso enorme potencial. Nosso planeta e todos nós estamos numa grande aventura para elevar nossa vibração e expandir nossa consciência. Estamos caminhando para uma maior frequência além das ilusões da dualidade e da exploração de energias de baixa vibração.

A medida em que percebemos e abraçamos a nossa verdadeira identidade divina, eterna e multi-dimensional, de que somos seres de abundante poder emanando de dentro destas formas humanas, sabendo que estamos aqui apenas tendo uma breve experiência humana, criamos assim um novo paradigma e percepção da realidade. Estamos aprendendo a procurar dentro de nós pela nossa inata sabedoria e a sentir a União que é a real causa da realidade.

Física e emocionalmente, estamos sendo esticados, cravados, avigorados, alterados e refeitos para conseguir sustentar mais luz, uma vibração mais elevada dentro de nossos corpos, de cada uma de nossas células. Estamos nos metamorfoseando! A frequência de ressonância essencial de nosso planeta e de toda a galáxia está se elevando, e nós pulsamos com esta frequência e estamos sendo gradativamente iniciados na energia da ascensão.

Sim! Vamos eventualmente encontrar uns aos outros - descobrindo a profunda direção deste fundamento da União e uma espontânea crença no poder e na abundância do amor. Percebemos a magnífica importância de nossas próprias vidas, a deliciosa variedade e diversidade de pessoas e formas de vida ao nosso redor, e começamos a entender que a sagrada busca de nossa alma nos leva a harmonia da esplêndida dança do Tudo O Que É.

Estamos profundamente tomados por esta nova e ampliada consciência e ela toca toda a nossa vida, convergindo nosso foco para reaprendermos a viver, a ser, a estar, a nos tornar o novo ser humano que vive em sua plena consciência e seu conhecimento divino.

Aqui encontramos com outros que não acham todas essas palavras estranhas, que sabem que alguma coisa muito grande está de fato acontecendo, pessoas que estão também despertando, sendo chamadas para suas percepções internas e acreditando em sua própria natureza divina. Sabemos que vivemos no mundo que moldamos e criamos a partir de nossos pensamentos, crenças e intenções, e que estamos muito contentes em nos unir para revisar, melhorar e reinventar este mundo para que ele possa refletir o que estamos relembrando a respeito da natureza de nossa realidade. Juntos estamos explorando o que significa viver em níveis de consciência mais altos. Lembre-se de que tudo é energia - você inclusive - e de que existem muitas habilidades inatas que começarão a despertar naturalmente a medida em que nossa energia se eleva.

E para onde isso tudo nos leva? É muito fácil saber qual é o plano divino! O plano divino é exatamente aquilo que está acontecendo agora. Há uma linda expansão de consciência acontecendo agora e é através desta expansão de consciência que transformamos vidas ordinárias em vidas divinas. Através da expansão de nossa confiança.

Ser humano e estar aqui agora é realmente um enorme presente, uma dádiva única, pois estamos modificando profundamente a civilização da qual participamos neste momento, caminhando em direção a uma nova civilização que consiga ser abundante e sustentável. E também divertida, porque se não for divertida, não será sustentável. Então relaxe e divirta-se. Feliz 2012!



O website de Meredith Murphy é Expect Wonderful

Om Namah Shivaya!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Rumo a um novo sistema econômico mundial

Acabei de ler e ouvir, agora mesmo, as últimas informações a respeito de uma estória que vem se desenrolando a muitos meses e que envolvem duas pessoas das quais tenho acompanhado o trabalho nestes últimos 4 anos, David Wilcock e Benjamin Fulford.

Essa é uma estória que conta a possibilidade de um novo sistema econômico mundial, com aspectos que muitas vezes soam simplesmente inacreditáveis. Mas toda vez que tenho essa sensação de incredulidade, entro no website dos arquitetos e engenheiros para a verdade do 11 de setembro e assisto novamente a aquelas torres caindo, com as claras e visíveis explosões das bombas de demolição antes do rápido e simétrico colapso. E aquela imagem me relembra que a transição planetária é real. Que muitas das coisas que antes soavam inacreditáveis são reais.

Este é um capítulo de uma estória real de pessoas que se depararam com uma fantástica transição de um planeta, um capítulo onde uma delas perde o fôlego. E foi isso o que mais me tocou aqui, a perda do fôlego de um grande personagem. Porque eu também perdi o fôlego quando me deparei com esta transição e acredito que todas as pessoas que já passaram para o vijnana da transição, todos aqueles que sentem a necessidade de ler e acompanhar blogs como o meu, devem também ter perdido o fôlego em algum momento.

Esta é a estória:

A ação judicial que pode terminar a atual tirania financeira


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ocupe o seu coração, depois vá ocupar Wall Street


Quem você está sendo neste momento? Antes de sair no mundo e ocupar as ruas e edifícios, vamos primeiro definir quem estamos sendo. Este é o lembrete que ofereço as pessoas do movimento Occupy Wall Street, que se espalhou pelo mundo todo no último dia 15. No mundo da constante estimulação de hoje em dia, fica muito fácil de se perder por este mundo, que como o livro Um Curso em Milagres ensina, é baseado num sistema de pensamento que é uma mentira. O pensamento deste mundo é baseado no medo e na separação, daí o porque muitos de nós sentimo-nos profundamente afetados pela limitação e pela solidão... o que eu chamo de uma versão do 'eu não sou suficiente'. Mas quando sabemos que esse sistema de pensamento é uma mentira, o que é então real?

Para ocupar o mundo fora de nós com amor, precisamos primeiro ocupar e cultivar amorosamente o nosso mundo interior: ocupe o seu coração. Toda a experiência do mundo exterior é tingida com o pensamento que atualmente reside em nossa mente. Se pensamentos de limitação correm soltos na nossa mente, sem dúvida vamos provar a limitação em nossas experiências. Se pensamentos de impotência ocupam a nossa mente, sem dúvida vamos provar a opressão em nosso trabalho, nossas relações pessoais e em nossa família, porque dessa maneira estamos procurando e esperando por isso. Quando mudamos nossa ocupação interna para o amor, e fazemos um sério compromisso com essa linha de pensamento, experimentamos o amor em nosso mundo exterior.

Uma vez que assumimos o compromisso de ocupar nosso coração, aí então podemos ocupar Wall Street. Conscientes de que tudo é uma oportunidade para se amar mais, nós nos tornamos a mudança. Neste estado de ser, as divergências, os medos e insultos já não têm qualquer poder sobre a nossa capacidade de manter nossas crenças. Deste lugar, temos a capacidade de mudar o mundo. Quando nos comprometemos a ser o amor, não é nenhuma surpresa que então experimentamos novos desafios. É como se o universo estivesse dizendo: você pode ser o amor agora? E que tal agora? E agora então?

O movimento Occupy Wall Street é um playground para milagres. Neste movimento, as multidões se reúnem por causa de suas abundantes semelhanças e paixão por um mundo melhor. Mesmo com estas fortes semelhanças, as pessoas ainda estão experimentando jeitos de discordar, maneiras de permanecer separadas. E isso é perfeito! Porque o movimento é um campo de treinamento para se queimar a idéia da separação. 

A queima do velho sistema de pensamento ocorre quando passamos de "Eles estão tão errados, não tem idéia do que estão dizendo, eu tenho idéias melhores!" para "Onde estou fazendo-os errados? Eu escolho compreender com amor. Posso não concordar com o que ouço, mas concordo que quando escuto com amor, estou comunicando a mensagem mais importante de todas: eu te enxergo, eu te ouço, eu te amo, obrigado." Quando nos sentimos ouvidos, vistos e amados, podemos então estender esse amor aos outros. Vamos todos nos tornar parte da transição para a comunicação baseada no amor, ao ouvir e amar todos aqueles com quem nos deparamos.

Qual é a sua ocupação? No nível da ação no drama humano, pode ser a de um empresário, ator, médico, professor, dançarino ou cozinheiro. No nível de conteúdo - do coração e da presença de Deus - nossa verdadeira ocupação deve ser a presença do amor. A consciência de sua ocupação real vai inevitavelmente lhe trazer paz, alegria, amor e sim, abundância financeira. Ocupe seu coração, então ocupe o mundo. Ocupe seu coração, então ocupe Wall Street.

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O texto acima é uma tradução e adaptação minha de um artigo escrito por Ryan Weiss no website The Daily Love

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amada Mãe Índia - Primeira Parte


Chove torrencialmente.

Fortes rajadas vermelhas cobrem os céus e batem violentamente contra as janelas do avião causando ferozes vívidos redemoinhos de pétalas que se expandem cheios e contraem-se ardentes ao despencarem admiravelmente sobre todo o Canal da Mancha enquanto intermináveis toneladas de rosas transbordam ainda de cima das nuvens derramadas com amor pelas próprias e graciosas mãos da Mãe Divina que sorri tenramente se divertindo ao borrar todo seu azul amarelo celeste matinal com os diversos tons escarlates da suave macia textura de suas pétalas e abençoar sua inusitada entusiástica esquadrilha da fumaça que desliza efetivamente por entre a tempestade desenhando antigos místicos precisos yantras sagrados pelos quatro cantos dos céus para a serena contínua contemplação e elevação espiritual de franceses ingleses e todos aqueles com olhos para enxergar suas amáveis bençãos.

Contemplo pela janela o incomensurável inebriante banho divino da atmosfera terrestre e os magníficos jatos púrpuros lançados pelas turbinas do nosso avião que estraçalham as rosas a nossa frente em magnânimos devaneios metálicos causando um mínimo de turbulência e uma colossal cachoeira de extasiantes encantos acolhedores que despenca em tremenda ressonância atrás de nós a medida que entramos na França. Que espetáculo! Que glória! Um profundo aum transcedental reverbera infindável de nossas turbinas causando uma sublime e virótica sensação de entrega cura e paz que intoxica a todos os passageiros levando-os a se debruçarem sobre os assentos próximos as janelas absortos inteiramente na deliciosa contemplação por detrás dos vidros da inefável vigorosa formação dos belos deslumbrantes yantras devocionais. Que esplendor!



Atravesso a Europa admirando a chuva e cantando meu mantra num doce e imprecindível louvor melódico criado pela resplandecente manifestação da Mãe Divina em incessantes ondas de amor, anjos e pétalas, que acompanham nosso vôo e alcançam até a entrada sobre o Oriente Médio, manchando levemente o deserto de vermelho.

Ainda bebo do êxtase divino enquanto o piloto realiza suas manobras de pouso e peço novamente a benção de meus mestres neste novo toque do sagrado solo indiano, ao chegar do ocidente pela segunda vez.

Porém agora não permaneço em Mumbai, que já aguarda o carisma de algum novo mestre de vedanta, que consiga também consagrar o charme de seus bairros e de sua população. Faço apenas uma rápida conexão chegando em breve ao quente e ensolarado estado comunista de Kerala. Subo num grande e confortável taxi que me leva em mais uma hora para a estação de trem e somente então, quando saio da plasticidade e da desinfecção dos ambientes ar-condicionados, é que finalmente chego na Índia.

Ah, a Índia...

Entro na estação e dirijo-me a uma caótica fila de cidadãos desesperados que abanam suas vestimentas e mascam suas emoções contra as paredes sujas, na enrolada e divertida lingua local. Em segundos sou encochado para dentro da fila e começo a ser indagado de onde venho. O senhor que demanda minha resposta é velho, bigodudo e suado, carrega os vestígios de seu último almoço em sua camisa aberta e desbotada.

Moças e idosas se espremem na fila ao lado, agitadas em chegar logo ao guichê, sempre atentas e cheias de opinião sobre a permanente confusão adiante. Esqueço-me de encochar também o senhor a minha frente e devido a minha distração estrangeira logo um outro cidadão toma o meu lugar na fila, deixando-me um homem para trás. Ele ainda se vira para mim e sorri sua cara de pau descarada. Aqui uma fila é definida pelo espaço físico e não pelas pessoas, como estamos acostumados no ocidente. Se houver qualquer espaço vazio entre você e a pessoa a sua frente, certamente alguém logo o ocupará.

Aguardo por muito tempo, observando coloridas senhoras gordas de classe média e pseudo-executivos pseudo-engomados furarem a fila a todo minuto. A lei local regula que você pode furar a fila, se comprar o bilhete mais caro. Mas nunca há ninguém para averiguar quem furou e quem comprou qual bilhete. Todos ganham anonimato na permanente confusão perante os guichês.

Dois orgulhosos soldados carregando enormes fuzis marcham para dentro do salão. Um deles mantém um olhar duro que escaneia todo o ambiente minuciosamente, impondo uma sensação de ordem e seriedade que chama a atenção de todos. Mas só para que seu parceiro chegue aos guiches sem ser percebido! Eles também estão furando a fila. Ou agindo segundo algum estranho protocolo das forças armadas.

Sinto minhas calças sendo puxadas e percebo um pedinte aos meus pés. Seu corpo não o permite ficar em pé. Vendo-me presenteá-lo com moedas, duas crianças em seus uniformes escolares xadrez também correm em minha direção, mas elas querem canetas. Da onde surgiu esse hábito das crianças indianas, de sempre nos pedir canetas?

Sou atingido pelo olhar ardente de um sadhu de longo turbante e cajado. Sai fogo de seus olhos. Seu ascetiscismo transborda de seus póros cobertos de cinzas, de suas vestimentas laranjas e encardidas. Uma mistura de sagrado e profano difícil de ser desvendada. Abro um sorriso para quebrar meu dúbio e cansado julgamento de sua presença. Sorrio também minha falta de canetas para as crianças, minha paciência recém-chegada para os homens a minha frente, minha curiosa estrangeirice para as mulheres da fila ao lado, minha esperança de um mundo sem fuzís para o soldado ainda sem bilhete. Todos me sorriem de volta. Ninguém resiste a estampada inocência ocidental por estas terras. E continuamos atirando nossos sorrisos uns nos outros até que, incapazes de suprimir nossa tola insistência infantil, derretemos todos no salão da estação, num coletivo reconhecimento da imprestável doçura humana.

Ah, a Índia...

Como é possivel descrever a sensação de se estar aqui? Como seria possível descrever a doçura desses olhares, o sabor de seus thalis ou o aroma de seus darshans?

Para descrever a Índia corretamente, meu blog deveria ter um fundo todo laranja com letras verde brilhantes, e intensas imagens de poderosos avatares e animais desconhecidos, piscando alternadamente em roxo e amarelo fosforescentes. As palavras deveriam estar em diferentes tamanhos e se sobrepor umas as outras, formando frases de difícil leitura e sentido vago. Algumas palavras só apareceriam na luz negra.

Os parágrafos deveriam se contradizer, apresentado idéias claramente incompatíveis, porém cada um deles proclamaria, com suprema autoridade, estar relatando a verdade absoluta! Os artigos deveriam estar fora de ordem em relação ao índice, e deveriam ter múltiplos títulos – três ou quatro cada – apesar de nenhum deles ter qualquer relação com o conteúdo de seus textos.

O índice deveria apresentar artigos que ainda não foram escritos, ou encaminhá-lo imediatamente para algum website de receitas de curry de jaca, que travaria seu computador tão seriamente – e por tantas semanas, que a única solução para conter o desespero seria preparar o curry, para conferir se a receita é boa. Porém ao desligar o fogão, você perceberia que seu computador voltaria misteriosamente a funcionar, mostrando o artigo desejado. Esse mistério nunca seria esclarecido. E o curry ficaria ótimo.

O computador todo deveria exalar um aroma de sândalo, cânfora, plástico queimado e esterco de vaca, com muita, muita fumaça. Das caixas de som deveria ecoar uma profunda e milenar reza em sânscrito, misturada com buzinas de caminhões e gritos de macacos. Com intervalos para propaganda política. E gritos não identificados. Uma cinza de sabor agradável e propriedades medicinais deveria se materializar entre as teclas. E as vezes, surgiria a ponta de um colar de rudrakshas na saída USB, que ao ser puxada causaria espasmos de algorítmos por toda a tela – e também na sua coluna.

Na página do meu perfil deveria constar múltiplos doutorados de universidades especiosas, e cargos honorários em grandes instituições filantrópicas que atuam com imbatível veemência em regiões de grande carência humanitária e guerra civil – regiões que só poderiam ser localizadas em mapas da época de Alexandre, o Grande. Haveria um botão implorando por doações financeiras, que não funcionaria.

Alguns artigos estariam escritos de cabeça para baixo. Ao virar a tela para tentar lê-los, você descobriria que seu computador começaria a sintonizar os místicos ensinamentos de algum antigo iogue que ainda estão ruminando pelo éter, assim como corretas previsões para o futuro. Ao praticar os ensinamentos com determinação e fé, usando as previsões com sabedoria, o iogue logo iria se materializar ao seu lado e sussurrar em seu ouvido algum poderoso mantra em sânscrito, fazendo você experimentar seu primeiro vislumbre da iluminação.

A experiência toda deveria ser extremamente irritante, mas possuir um enorme encanto que fizesse você voltar para ela de novo e de novo.

Finalmente, estas palavras deveriam criar a ilusão de que você entende sobre o que está lendo. Apenas para que desligasse o computador satisfeito, e ao se dirigir a cozinha, descobrir que não consegue mais achá-la. Que sua identidade foi quebrada tão profundamente, que até mesmo esta memória básica se dissolveu. E sua única opção é continuar andando sem ela, redescobrindo os cômodos da casa através de um novo olhar. É nesse novo andar que estão suas chances de transformação interior – a contínua e verdadeira benção desse subcontinente para toda a humanidade.

A Índia inevitavelmente te leva em direção ao desconhecido, reciclando-o contínuamente, ao dilacerar o conhecimento que acreditávamos ter.

Foi justamente Alexandre o Grande que no ano 374 Kali (326 antes de Cristo), alcançou o norte do país com o seu poderoso exército. Na Grécia antiga já se falava muito sobre a sabedoria dos ascéticos nús do oriente. E o interesse de Alexandre não estava somente nas terras, mas também na conquista desta sabedoria. Ele planejava persuadir um dos iogues a acompanhá-lo de volta a Pérsia, num dos primeiros relatos de tentativa de exportação de um guru indiano.

Ao ser levado até o local onde se reuniam, Alexandre encontrou-os sentados nús sob o sol, em pedras tão quentes que queimavam os pés de seus soldados. Ao apresentar-se através de seu tradutor como um grande imperador de berço divino, disposto a presenteá-los generosamente em troca de sua sabedoria, com as dádivas que só um imperador pode oferecer, um dos ascéticos logo lhe respondeu:

‘Se você, meu caro, é o filho de Deus, então eu também o sou. Eu não quero nada de você, pois o que tenho já me basta. Você não possui nada que eu possa desejar, e não tenho receio de estar excluso de suas bençãos. Eu noto inclusive, que os homens que você lidera não ganham nenhum benefício de suas marchas através de tantas terras e mares, e que estas marchas não terão um fim. A Índia, com os frutos de sua terra nas variadas estações, é o suficiente para a minha vida; e quando eu morrer, vou apenas me livrar desta morada imprópria.’

Alexandre não se ofendeu com a resposta do ascético, já conhecia e admirava a atitude dos mestres. Uma vez na Grécia, ao oferecer humildemente seus serviços ao filósofo Diógenes que se banhava debaixo do sol matinal, este apenas lhe requisitou: ‘Por favor saia da frente do meu sol!’

O imperador questionou-lhes então sobre os objetivos e benefícios de suas práticas ascéticas, obtendo a explicação de um outro iogue:

‘Rei Alexandre, todo homem só conquista de verdade as terras que estão debaixo de seus próprios pés. Você é apenas um ser humano como o resto de nós, a diferença é que você está sempre agitado, em ações que não beneficiam a ninguém, marchando através de terras tão distantes da sua, tornando-se um pesado fardo para si mesmo e para os outros. Oh Deus! Você em breve estará morto, e então terá conquistado somente a terra necessária para cobrir o seu próprio corpo.’

Quando o exército grego se revoltou, recusando-se a marchar adiante, Alexandre finalmente convenceu um dos iogues a acompanhá-lo de volta a Pérsia. Seu nome era Kalyana.

Mas logo após sua chegada, Kalyana se desculpou por não conseguir se adaptar ao modo de vida local e pediu para que uma pira funerária fosse construída e decorada com flores. Quando ficou pronta, caminhou para ela sendo escoltado por uma verdadeira procissão: homens em cavalos, elefantes e soldados armados.

Subiu na pira, sentou-se em posição de lótus e pediu para que fosse acesa, não apresentando nenhum sinal de desconforto enquanto seu corpo era queimado vivo pelas chamas, diante de todo o incrédulo e silencioso exército grego. Suas últimas palavras a Alexandre foram ‘Nos vemos na Babilônia’. No ano seguinte, foi justamente lá onde o imperador faleceu.

A Índia de hoje é tão fantástica e desconcertante quanto no tempo de Alexandre. E é depois de uma fantástica e desconcertante viagem de trem que eu chego a Amritapuri, para passar um longo período aos pés de lótus de Mata Amritanandamayi Devi, a Amma.

Se é quase impossível descrever aqui a experiência física de se estar na Índia, é então totalmente impossível descrever a experiência espiritual, de se conviver com um mestre que alcançou a consciência de União.

Chegar a esta percepção é o objetivo da aventura humana, e o íntimo convívio com um mestre é o mais bonito e profundo estágio dessa aventura.

A presença de um guru é uma dádiva única, absolutamente necessária para nos guiar em direção a esta meta. Apesar do vento soprar por todo o deserto, é apenas debaixo das palmeiras de um oásis que conseguimos sentir o seu frescor. Da mesma maneira, o ar está em toda parte num dia quente de verão, mas existe uma sensação muito especial quando nos colocamos na frente de um ventilador. Essa é a sensação de se estar na presença de um mestre, sob sua orientação.

Quando estamos tentando chegar em um lugar que ainda não conhecemos, precisamos de orientação para aprender como chegar lá. Tentar alcançar um lugar desconhecido sem ninguém para nos mostrar o caminho é como pescar tirando toda a água do oceano. Até para aprendermos as ciências do mundo, um professor é necessário. Como poderíamos então aprender sozinhos a ciência espiritual, a mais sutíl de todas elas?

Nestes tempos de transição planetária, muitas pessoas afirmam que um guru externo não é mais necessário, que seremos guiados pelo nosso próprio guru interno, ou que nós mesmos somos o nosso guru. Mas isso é o mesmo que dizer que uma semente de maçã e uma macieira carregada de suculentas maçãs são iguais. Enquanto a macieira pode fornecer sombra, abrigo e saciar a fome de muitas pessoas, a semente tem ainda que passar por uma série de estágios para que possa se tornar uma árvore e também dar frutos, recebendo o devido cuidado durante esse processo de desenvolvimento, sem o qual corre-se o risco até de ser destruída por animais ou condições climáticas.

Há uma diferença notável entre os aprendizes espirituais que estão sob a orientação de um mestre e aqueles que tentam trilhar o caminho sozinhos.

O conceito de que vamos atingir uma nova era nunca antes vivida pela humanidade, onde inéditas regras espirituais entrariam agora em vigor, também tem sua base no obsoleto paradigma de tempo representado pela reta. Porém o tempo é circular, e apesar de estarmos prestes a dar um enorme passo para um nível de consciência mais elevado, estamos ainda apenas repetindo padrões de existência que certamente já ocorreram antes.

Amma confirma que o tempo é circular, explicando que não só o ser humano sofre mudanças durante os diferentes estágios do ciclo, mas toda a natureza também muda. Durante a Kali Yuga nada cresce em abundância. Não importa o quanto se trabalhe na lavoura, as colheitas serão sempre insuficientes e de má qualidade. A última Kali Yuga durou de 700 AC a 1700 DC, e nossa história confirma que foi um período de grande escassez e fome.

Na atual Dwapara Yuga pode-se obter colheitas fartas, mas é necessário muito trabalho e cuidado nas plantações, é preciso plantar, fertilizar, irrigar, remover o mato e as ervas daninhas, proteger a lavoura contra pragas e doenças, para então finalmente colher. Na Treta Yuga é necessário apenas a metade desse trabalho, e na Satya Yuga, o homem precisa apenas jogar a semente na terra e voltar para a colheita, que será sempre boa e abundante.

A estatura do homem também muda durante as Yugas, acompanhando o progresso e declínio de sua consciência. Mais uma vez nossa história confirma isso, durante a última Kali Yuga o ser humano atingiu sua menor estatura, que pode ser facilmente observada em castelos e armaduras da Idade Média; desde então estamos crescendo novamente. Lembro-me da primeira vez em que visitei museus e vilas medievais na Europa, fiquei impressionado com o tamanho das portas e vestimentas que pareciam feitas para crianças.

O mais interessante é que se estudarmos a Grécia e o Egito antigos, observaremos uma estatura semelhante a atual. Esse fator explica também os vestígios de uma antiga civilização de gigantes que está sendo repetidamente descoberta por arqueólogos e historiadores: trata-se dos vestígios da própria humanidade durante a última Satya Yuga, a Era Dourada, quando atingimos nossa maior estatura.

Em seu recente livro Approaching Chaos, a historiadora inglesa Lucy Wyatt revela muitas provas de como o Egito Antigo apresentou um gradual declínio de sua civilização durante os muitos séculos de sua existência. Os textos e artefatos mais sofisticados são os mais antigos. Uma ótima entrevista com Lucy está disponível no website do CMN:

Lucy Wyatt on Approaching Chaos

O arqueólogo Graham Hancock também prova com seu trabalho que as pirâmides maias e a sabedoria de seu calendário são bem mais antigos do que se calculou, datam da mesma época do Egito. Quando a América presenciou a infortuna chegada dos europeus a 500 anos atrás, eram povos também primitivos que habitavam essas regiões, e realizavam sacrifícios humanos sobre pirâmides que não construíram, mas que já estavam lá há muitos séculos. Uma excelente entrevista feita por David Wilcock pode ser acompanhada aqui:

Setting History Free: Graham Hancock & David Wilcock

A consciência e a civilização humana – e também toda a natureza – estavam em declínio até o ano 1200 Kali (500 depois de Cristo). Esta é uma importante chave na compreensão da atual transição planetária.

Os grandes mestres frequentemente usam estórias, metáforas e parábolas para passarem seus ensinamentos, enfatizando assim conceitos para os quais as palavras só conseguem apontar. Vivendo em Amritapuri aos pés de Amma, um dos eventos mais bonitos são os satsangs a beira do mar. Amma se senta na praia e todo o ashram senta-se a sua volta, formando um grande e bonito círculo branco sobre a areia, para ouvir suas palavras e cantar músicas devocionais enquanto o sol se põe no mar da Arábia.

Esta é a estória que eu mais gosto:

‘Durante uma conferência sobre religião e espiritualidade, formava-se um consenso entre os palestrantes sobre a necessidade e importancia das práticas espirituais. Porém quando o último palestrante discursou, ele calou a todos os outros. Em seu discurso, ele poderosamente sintetizou: “Todos nós somos Brahman, parte da mesma consciência universal que permeia tudo o que há, não é verdade? Assim sendo, obviamente já somos aquilo que buscamos atingir e não há nenhuma necessidade de se fazer práticas espirituais!”

Ninguém conseguiu rebater sua fundamentada conclusão e logo após seu discurso o jantar de encerramento foi anunciado. Havia muita comida deliciosa sendo servida para todos, e ele sentou-se na mesa muito orgulhoso de si mesmo. Porém ao ser servido, o garçon não pôs em seu prato nenhuma das delícias locais, mas apenas três pedaços de papel onde se liam as palavras ‘Arroz’, ‘Vegetais’ e ‘Salada’.

Ele imediatamente se indignou: “O que você pensa que está fazendo, você quer me insultar?”

Mas o garçon explicou com calma: “De maneira alguma, senhor. É que eu estava presente no seu discurso esta noite, antes do jantar. Ouvi você declarar que você é Brahman, parte da consciência universal que permeia tudo o que há. E que apenas esse pensamento já lhe é suficiente, não há nenhuma necessidade de se fazer práticas espirituais. Então eu logicamente concluí que você concordaria, que também lhe é suficiente apenas pensar na comida para satisfazer sua fome, obviamente não há nenhuma necessidade de comer! ” ’


Essa pequena estória exemplifica muito bem a diferença entre o conhecimento e a experiência. Esse tem sido um de meus maiores aprendizados aqui na Índia, a diferença entre ajnâna, jnâna e vijnâna. Ignorância, conhecimento e experiência.

Ajnâna é nunca ter ouvido falar sobre Porto Alegre. Jnâna é ver um filme ou ler um livro a respeito da cidade. E vijnâna é andar pelas suas ruas, sentir os seus cheiros e enxergar suas cores.

Assim como o jnâna destrói o ajnâna, o vijnâna também destrói o jnâna. E é o vijnâna, a razão de nossos corpos e o nosso propósito aqui.

Existe uma transição tão bonita acontecendo neste planeta... e há cada vez mais informações disponíveis sobre ela, em livros, documentários e websites. Mas toda essa informação não levará ninguém ao vijnâna dessa transição.

Para atingir o vijnâna de Porto Alegre é preciso fazer a escolha de viajar até lá. É preciso escolher sair de casa e ir até a rodoviária comprar a passagem de ônibus, em algum momento do dia. É preciso escolher deixar de curtir a praia em Florianópolis naquele final de semana, para se estar em Porto Alegre. Se você não fizer essa escolha, você nunca a conhecerá de fato. Mas isso não significa que ela não existe.

Da mesma maneira, é através de suas escolhas que você conseguirá atingir o vijnâna desta transição. Se essas escolhas não forem feitas, você nunca a conhecerá de fato. Mas isso não significa que ela não está acontecendo.

Essa escolha envolve fé. Que garantia você tem de que, ao subir no ônibus em Florianópolis, você realmente chegará em Porto Alegre? Existe alguma garantia divina que assegura plenamente que o ônibus não vai sofrer nenhum acidente, que seu coração não vai parar de bater no meio do caminho? Qual é a prova que você tem, de que você realmente vai chegar? Existe uma boa dose de fé na nossa vida diária. Nós a usamos nas mais variadas atividades e conquistas mundanas. Você acredita que Porto Alegre está lá, apesar de nunca tê-la visto antes, e você acredita que vai chegar a salvo. É por isso que sobe no ônibus, e que tem calma no momento de subir.

Use esta mesma fé, com a mesma calma, para escolher um novo paradigma para a humanidade. Porque o atual está destruindo o planeta em que vivemos e deixando as pessoas extremamente doentes.

O último palestrante da conferência diz a verdade, nós somos sim parte de uma mesma consciência universal que permeia tudo o que há. De fato, o mundo é perfeito exatamente como é, cada grão de areia e cada gota de água está no lugar certo. Mas enquanto não atingimos o vijnâna destas palavras, enquanto elas forem apenas jnâna – palavras, defendê-las para justificar nossa falta de esforço e atitude só nos tornará hipócritas e preguiçosos, atrasando nosso progresso espiritual. Até atingirmos seu vijnâna, essas palavras não são verdade.

Os diferentes estágios de nossa percepção causam a nossa verdade. E a verdadeira destruição acontecendo hoje no planeta não está sendo feita por terremotos ou tsunamis, mas pelo passo sendo dado em direção ao próximo estágio, que está destruindo uma verdade global – um conceito coletivo de realidade, construído pelo mero jnâna adquirido e estabelecido sem o seu devido vijnâna.



Um importante aspecto para a assimilação desse imenso escopo de informações vindo a tona atualmente é um dos ingredientes de um dos melhores sistemas para a evolução espiritual humana, a yoga. Este ingrediente é a devoção.

A devoção tem um sabor único, experimentá-lo abre e nutre nossos corações. Ela traz alegria, conforto, beleza e paz a um caminho que pode se tornar árido com conhecimento demasiado.

Amma recomenda um equilibrio entre os dois, ensinando que o conhecimento sem devoção é muito seco, e a devoção sem conhecimento é muito superficial. Que a devoção é um dos mais bonitos caminhos para o conhecimento. E um dos fins do conhecimento é a devoção. Devoção a Deus, nosso criador. Amar a Deus, por pura devoção.

A devoção também nos desperta de uma ilusão na qual é muito fácil mergulhar com o tremendo teor de tantas novas informações, a de que estamos vivendo uma insana e descontrolada experiência, a de que ninguém está no comando da situação.

Deus está no comando.

Isso é importante, eu vou repetir:

Deus está no comando.

Nenhum de nós nasceu para proteger a floresta amazônica, cuidar dos animais em extinção, instalar um governo justo ou nem mesmo salvar todo o planeta Terra. O propósito de nosso nascimento é buscar e conhecer nosso Criador. Esse é o nosso dever. Proteger a floresta amazônica, cuidar dos animais em extinção, instalar um governo justo e salvar o planeta é nosso dharma. Dharma é aquilo que não somos obrigados a fazer, mas fazemos porque é o certo. Porque é o caminho. Acontece naturalmente, quando resolvemos cumprir nosso dever primordial.

E é após muitas semanas vivendo com dharma e devoção, empurrando e arrastando lentamente minhas verdades para seus respectivos vijnânas, ao beber da presença de uma linda e sábia santa que nos abençoa com a sua luz, que eu parto rumo a uma nova aventura, rumo a uma viagem que será uma das mais intensas e bonitas da minha vida: uma sagrada e surpreendente peregrinação espiritual.

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Para um maior vislumbre da Índia, recomendo dois recentes documentários produzidos pela BBC:

BBC Ganges

BBC Story of India

O documentário Ganges é simplesmente deslumbrante. O Story of India ainda baseia sua pesquisa no antigo paradigma de tempo reto, e consequentemente está cheio de informações históricas equivocadas. Mas ainda assim eu o recomendo, por apresentar atrás de seu discurso histórico uma Índia genuina e contemporanea, exatamente como ela é. E talvez ainda demore um pouco até a BBC produzir documentários no paradigma de tempo circular...

Para um maior vislumbre da espiritualidade indiana, sugiro estes dois livros:

Autobiografia de um Iogue

Living with the Himalayan Masters

Mas cuidado, eles podem mudar a sua vida.

domingo, 26 de junho de 2011

Quem construiu a lua?


É noite. Caminho sendo deliciosamente empurrado pelo vento ao percorrer a longa extensão do inabalável corredor do décimo segundo andar do Bloco E, em silêncio e sem luz, pisando com o cuidado de não tropeçar em algum chinelo jogado, tocando levemente as paredes de ambos os lados, aqui e ali. É tarde. Pelo menos para um ashram, já passa das 11. Está quente e húmido. Faz 7 meses que tem estado quente e húmido. As monções ainda não abaixaram a temperatura, mesmo agora no meio de junho.

Chego ao balcão. O vento varre as minhas costas e agora também o meu peito, vindo ainda canalizado do longo corredor atrás de mim e também diretamente do mar a minha frente, trazendo o delicioso quebrar das ondas contra a dispersa parede de pedras e também um pouco de maresia. Adoro as monções. É a minha estação predileta aqui no sul da Índia. O céu adquire uma dramaticidade constante, um deleite para os olhos.

As nuvens correm frenéticas pelo céu numa louca maratona sem propósito, ora pingando suas lágrimas escassas ora despencando dúzias de piscinas olímpicas sobre os humanos, em violentas rajadas entre intervalos de sol rachante ou estrelas pálidas, obrigando a todos aqui embaixo a correr pra lá e pra cá, de abrigo a abrigo, por sobre as poças, por sob as árvores, por entre as desabrigadas ruas das vilas da costa de Kerala. Adoro esse corre-corre.

Nuvens cobrem agora quase todo o céu, deslizando ininterruptamente em círculos umas sobre as outras, se batendo e acotovelando numa fotográfica competição negra e molhada. Sinto a intensidade por toda parte. Faz alguns dias que a intensidade tem estado mais intensa. Tenho passado dias tão intensos, tenho tantas coisas para fazer, que acabei de decidir não fazer mais nada. Sento decidido a me envolver novamente nesta inquieta e perfurada manta de algodão encharcada de nanquim, madrugada adentro.

Aqui não existem ainda chemtrails, as nuvens são grandes, fofas e rechonchudas como na década de oitenta. Propícias a formação de zoológicos absurdos. Logo vejo um urso. Patas gigantescas. Ele se contorce lentamente, torce o abdomem, abre e estica os braços e um abraça um... abraça um... um... coala! Nossa, é mesmo um coala! Quase do tamanho do urso. Eles se abraçam cada vez mais apertado e o coala começa a entrar na barriga do urso. Talvez para fugir de... para fugir de uma... de uma... uma girafa! Nossa, é mesmo uma girafa que se forma acima do mar! Mas porque um coala teria que fugir de uma girafa? Girafas são vegetarianas!

Desconheço também, o motivo da intensidade me levar constantemente para o balcão. Tenho tentado escrever nestas últimas semanas, entender como a mente humana sofre a abrupta queda entre a Treta e a Dwapara Yuga. Como uma civilização planetária de considerável elevação espiritual a capacidade mental – muito maiores do que as atuais! – é drasticamente suprimida a uma enorme ignorância e crescente amnésia. Afinal milagres são definidos pela incapacidade de sua compreensão, todos eles – e são muitos! – possuem explicações metafísicas ao variado alcance das variadas manifestações de consciência existentes através do universo.

Porém a intensidade contamina o fluxo e caminha meu corpo através do escuro corredor rumo a mesma visita noturna ao zoológico, noite após noite. O que ela quer que eu veja? Uma alpaca? Hoje ainda é quarta, dia de dormir cedo, não posso sentar aqui a toa deliciando-me com os possantes ventos das monções. Há uma transição a ser entendida. E saboreada. Preciso concentrar-me na dramaticidade da humanidade, não posso passar as madrugadas deduzindo girafas galoparem em direção a urso-coalas. Ou na verdade, em direção a um... em direção a um... a um... chimpanzé! Nossa, é mesmo um chimpanzé!

Mas recebi a sagrada instrução de observar. Então permaneço e observo.

Observo o chimpanzé se dissolver lentamente dentro de um estranho tipo de serpente japonesa. Julgo ser japonesa pelos olhos puxados. Pequenas explosões eróticas contaminam o corpo da serpente e de sua cauda surge uma... surge uma... surge... uma lua em eclipse! Nossa, é mesmo uma lua em eclipse! Esqueci que hoje é dia de eclipse! Passei o dia evitando humanos em silêncio – adoro dias em que evito humanos em silêncio – mergulhado nas ondas da intensidade e esqueci que hoje é dia de eclipse.

Acabou de começar. Mando todos os animais embora, rumo a bem aventurança de algum parque nacional na África e contemplo o eclipse. A linha de penumbra se move da esquerda para a direita, com extrema rapidez. Nossa, o tempo está passando realmente muito rápido! Lembro que quando era criança eu precisava inventar alguma atividade entre as observações de uma lua em eclipse. Agora a linha se move tão rápido que dá tranquilamente para acompanhar todo o progresso da penumbra a olho nú. Vamos realmente experimentar a absurda velocidade de tempo descrita por alguns magos que perceberam a transição a tempos atrás!

Rapidamente a lua é encoberta em sua totalidade e então surge a mágica:




101 minutos de pura magia. Hipnotizo-me com a beleza escarlate. Fixo o olhar atento e consciente. Que não pisca ou vira pro lado. Que se encanta e se entrega. Aos lúcidos devaneios de um infindável louvor. Que reside e concede. A viajem a um plano mais elevado, mais absoluto, mais incomensurável. Incomensuravelmente espontâneo.

E dessa espontaneidade absoluta de repente nasce uma pergunta dentro de mim:

Lua, você é artificial?

Fico um pouco impressionado com a minha pergunta. Mas não o bastante. Mantenho o olhar.

Mas ela não responde nem o retribui.

Sinto então uma nova onda de espontaneidade cobrir a pergunta com um metódico e cativante encanto de cor límpida, fazendo-a nascer novamente de minha essência:

Lua, você é artificial?

Ela permanece ainda em silêncio.

Mas não o bastante. Sinto o desabrochar de uma leve comoção. Há um ligeiro movimento. Outorgo então a inefável pergunta uma outra vez, em um novo respirar com mais amor:

Lua, você é artificial?

E ela finalmente não resiste.

Vermelha, desmancha sua calada vagabundagem sorrindo uma rápida chuva de estrelas cadentes. E joga sua inesgotável malícia para cima de mim:

O que é ser artificial?

Construída pelos homens. Ou por seres alienígenas. Por alguma forma de vida inteligente, ora bolas o que é ser artificial...

Ela pisca um rápido brilho entre suas manchas.

E qual seria a outra opção?

A outra opção? Ser natural ué, construída diretamente por Deus. Através daquilo que chamamos de natureza, o conjunto de forças que operam no universo ausentes de propósito ou discernimento.

Ela ri. O coelho sacode pra cima e pra baixo dentro da circunferência escarlate.

Tudo é construído com propósito e discernimento. E toda a construção de Deus é feita através de formas de vida inteligente – a lua me responde.

Sua resposta me atinge plena e impetuosamente. E explode dentro de mim.

Puxa vida! Isso significa que sim?!

Minha repentina excitação me restitui aos embriagados devaneios de costume. A lua torna-se novamente calada e imutável.

Estou incrédulo. Movimento-me sem propósito. A lua é artificial!

Mas de onde ela veio? E quem a construiu?

Idéias e pensamentos velozes e ferozes germinam e definham inteiros e mutilados contaminando e expalhando arrepios e vertigens em meu corpo e em minha mente. As horas passam.

Ao amanhecer, tenho a calma memória de quando estava em Barcelona em novembro último, quando David Icke apresentou uma de suas notáveis palestras aos catalães. Mas não pude ir. E fiquei ainda de descobrir o teor de suas últimas apresentações. Esta pode ser a chave.

Surfo a internet. E abro o portal.



O teor das últimas palestras de David pode ser conferido em diferentes endereços, mas recomendo esta excelente entrevista do Conscious Media Network, que junto com o Project Camelot é um dos melhores projetos de investigação dos mais variados e surpreendentes aspectos da nossa atual transição planetária.

Para assistir a entrevista, pode-se adquirir uma conta gratuita válida por 3 dias:

CMN 3 day free pass

E a entrevista está aqui: David Icke on The Moon Matrix

Alguns livros também esclarecem os mistérios sobre o nosso enigmático satélite e expõem as tantas tramanhas da agêNcia Americana de mentiraS espAciais em suas missões lunares:

Somebody Else Is On The Moon

Our Mysterious Spaceship Moon

Secrets Of Our Spaceship Moon

Who Built The Moon?

Ingo Swann, um dos principais nomes mundiais da Visão Remota, também relata evidências sobre diversas atividades lunares e projetos militares secretos em seu impressionante livro “Penetration – The Question of Extraterrestrial and Human Telepathy”, escrito em 1998. Não fosse pela longa e distinta carreira de Ingo como talvez o pai da Visão Remota, tendo oficialmente trabalhado para a inteligência do governo americano, bem como seu reconhecimento internacional como um instrutor e pesquisador renomado, talvez não haveria hesitação em descartar completamente as surpreendentes reivindicações de seu livro.

Em 1975, dois anos após a sonda espacial Pioneer revelar o alto nível de precisão das informações que Ingo obteve sobre Júpiter usando a VR, ele recebeu um telefonema de Washington, dizendo-lhe que era muito urgente que viesse a capital americana para encontrar um misterioso Sr. Axelrod. Isto o levou a uma cadeia de eventos que só podem ser descritos como fantásticos, incluindo uma longa jornada sob a estrita supervisão de dois guardas gêmeos, de helicóptero, carro e elevador, usando um capuz para garantir a completa incapacidade de reconhecimento do trajeto, que se conclui dentro de uma instalação subterrânea

Ali ele conhece pessoalmente o enigmático Sr. Axelrod, que está completamente familiarizado com o trabalho de Ingo no Stanford Research Institute, e que o convence, em troca de mil dólares por dia, a realizar uma missão de VR, uma missão tão secreta que não existe qualquer documentação sobre ela. A condição de seu emprego é que ele se comprometa a não revelar quaisquer detalhes de sua atribuição por pelo menos 10 anos, tendo sido assegurado que após esse tempo sua missão teria 'desaparecido'.

Após um período de tempo durante o qual Ingo e o Sr. Axelrod discutem os protocolos da missão, ela é então revelada: sua tarefa é ver remotamente uma secção específica da lua.

“Eu não tinha idéia do que o Sr. Axelrod queria. Talvez eles, quem quer que fossem, estavam procurando lugares apropriados para construir bases na lua. Talvez eles tinham perdido uma nave espacial secreta, ou algo nesse sentido.” (página 21)

Na sua sessão de VR inicial, Ingo percebe que suas coordenadas são para o outro lado da lua, que permanece sempre oculto. Ao chegar no local ele primeiro vê uma areia esbranquiçada marcada por um padrão que se repete, como marcas de pneus de um grande trator, e fica também confuso quando sente algo como uma atmosfera nesse lugar onde se encontra. Nesse ponto, ele é dado um outro conjunto de coordenadas e encontrando-se em uma região totalmente diferente, acredita que voltou sem querer para a Terra. Então pede desculpas, faz uma pausa e tenta novamente, usando as mesmas coordenadas de antes, só para descobrir que está vendo exatamente a mesma coisa:

“ 'Estou num lugar que é uma espécie de barranco, como em uma cratera, eu suponho. Há uma estranha névoa verde com uma luz de algum tipo. Porém além dessa luz todo o resto é escuro. Estou tentando entender de onde a luz está vindo....' Eu então parei novamente. Depois de um momento Axel me perguntou: 'Sim, e o que mais?' 'Bem, você não vai gostar disso, eu acho. Eu vejo, ou pelo menos acho que vejo, bem... algumas luzes reais ... tipo luzes de uma arena de futebol, acima da elevação, muitas delas... em cima de torres de algum tipo.'

Axel olhou para mim por um momento. Ele não estava sorrindo. 'Bem, eu vejo essas luzes! Mas como elas podem estar na lua? ' Nenhuma resposta veio de Axel. Eu continuei: 'Os russos já construíram uma base na lua ou algo parecido? É isso o que eu supostamente tenho que ver?' Mais uma vez não houve resposta. 'O quão alto são as torres de iluminação?', Axel me interrompeu... Engoli a seco novamente.

'Bom, se eu compará-las com alguma coisa que estou familiarizado, como por exemplo em Nova York, são quase tão altas quanto o prédio das Nações Unidas, que possui 39 andares.' Axel apertou os lábios, 'Você realmente vê isso então?'

'Eu então devo assumir que essas coisas realmente estão na Lua? Se assim for, isso é mais do que uma base lunar, não é Axel?' Novamente não houve resposta. Então eu continuei: 'Mas essa coisa é grande. A Nasa ou o programa espacial soviético já têm a capacidade de levar coisas tão grandes para a lua?'

Enquanto eu falava comigo mesmo sobre tudo isso, surgiu uma luz nos recessos de minha escuridão mental. De repente eu parei de falar. Olhei incrédulo para Axel. 'Você quer me dizer que eu devo assumir que este material NÃO É NOSSO! Não foi feito na Terra!' Axel ergueu suas sobrancelhas, tentando sorrir. 'Uma grande surpresa, não é?' ele disse.” (páginas 24-26)

E depois de muitas outras visitas lunares, Ingo Swann encontra torres, luzes, máquinas e estranhos edifícios:

“Um monte de cúpulas de vários tamanhos, coisas redondas como pequenos discos com janelas. Armazenados ao lado de crateras, as vezes em cavernas, as vezes em lugares que pareciam como hangares de aviação... Encontrei coisas como longos tubos, coisas como máquinas e tratores subindo e descendo colinas... obeliscos que não tinham nenhuma função aparente. Haviam grandes plataformas nas cúpulas, grandes estruturas em forma de cruz. Buracos sendo cavados nas paredes e no solo das crateras, tendo obviamente relação com algum tipo de mineração ou operações de transporte de terra.” ( página 30)

Finalmente, ele vê um tipo de entidades ou humanóides, ocupados trabalhando sob uma escura névoa verde-limão, que começam a falar excitadamente e a gesticular em sua direção.

“Imediatamente senti como se devesse fugir e me esconder, o que eu acho que fiz psiquicamente, pois perdi de vista essa imagem particular.

'Eu acho que eles me viram, Axel.'

Axel disse em uma voz calma e baixa, tão baixa que mal consegui ouvir no primeiro momento.

'Por favor saia rapidamente desse lugar.'

Meus olhos se arregalaram a medida que cheguei a compreensão:

'Você já sabe que eles são psíquicos, não é?'

Axel ergueu as sobrancelhas e deu um suspiro profundo. E nesse ponto, ele abruptamente fechou pastas.

'Acho que é melhor terminar o nosso trabalho aqui' ” (página 31)

O livro todo pode ser lido e também adquirido aqui:

Penetration – The Question of Extraterrestrial and Human Telepathy



Nestes tempos intensos em que estamos vivendo, a beira de uma fantástica transição planetária, tempos de enormes revelações espirituais e graves vazamentos nucleares, há muitos sins a serem assimilados:

Sim, o universo abunda com civilizações inteligentes e nós estamos rodeados por algumas delas. Sim, a nossa lua é um satélite artificial construído a muito tempo atrás e trazido para a órbita deste planeta, um satélite que abriga neste momento muitas bases e atividades de civilizações complexas. Sim, é provável que o nosso planeta esteja sob uma espécie de quarentena, sob o domínio de raças de aparente cunho involutivo. Sim, essas raças de aparente cunho involutivo são responsáveis pelo governo e modus operandi de nossa atual civilização.

E sim, sim, sim, quando percebemos o tamanho da prisão da qual esta realidade nos liberta, quando percebemos as extraordinárias verdades sobre a história da raça humana, quando percebemos a grandeza e as gloriosas possibilidades do universo em que vivemos e de nossos próprios corpos, quando percebemos o tamanho do bem que vem por detrás, atropelando magnificamente o ilusório e irrisório mal, quando percebemos a excelência e o esplendor das forças de luz que estão aqui para nos ajudar, da infindável e incomensurável força do amor, quando percebemos que Deus está aqui em pessoa, ao nosso lado, segurando a nossa mão e nos guiando neste alto passo que estamos prestes a dar, aí então conseguimos perceber o real significado da transição de 2012.

sábado, 11 de junho de 2011

Brincadeira de criança


Existe uma comunidade do espírito.
Junte-se a ela, e sinta o deleite
de andar pela rua barulhenta,
e ser o barulho.

Beba toda a sua paixão,
e falhe em tudo.

Feche ambos os olhos,
para enxergar com o outro olho.

Beba da presença de santos,
e não daqueles outros jarros.

Abra suas mãos,
se quiser que te segurem.

Sente-se neste círculo.

Pare de agir como um lobo, e sinta
o amor do pastor a te preencher.

Pela noite, o teu amado vagueia.
Não aceite consolações.

Feche sua boca contra comida.
Saboreie a boca do amante na sua.

Você lamenta, “Ela me deixou.” “Ele me deixou.”
Vinte outros virão.

Esvazie-se de preocupações.
Pense em quem criou o pensamento!

Por que você permanece na prisão
quando a porta está tão escancarada?

Saia do emaranhamento dos pensamentos medrosos.
Viva em silêncio.

Flua para cima, cada vez mais alto
em sempre crescentes anéis de existência.

Mas não vagueie afora pelas ruas
em seu êxtase. Durma na taverna.

Beba do vinho que te liberta o coração
assim como um camelo se liberta quando desamarrado,
e passeia livre sem destino.

Qualquer vinho te deixará bêbado.
Discirna como um rei, e escolha o mais puro,

aquele inalterado pelo medo,
ou por alguma urgência sobre "o que é necessário."

Bêbados têm medo da polícia,
mas a polícia está bêbada também.

Esta embriaguez começou em alguma outra taverna.
Quando eu voltar lá novamente,
vou ficar completamente sóbrio. Enquanto isso,
sou como um pássaro de outro continente, sentado neste aviário.
Aproxima-se o dia em que voarei,
mas quem é que agora em meu ouvido ouve a minha voz?
Quem é que pronuncia palavras com a minha boca?

Quem é que olha através de meus olhos? E o que é a alma?
Não posso parar de questionar.
Se pudesse provar um só gole da resposta,
poderia fugir desta prisão para bêbados.
Quem quer que me trouxe aqui vai ter que me levar para casa.

Pois quando um bêbado perambula pelas ruas,
as crianças riem dele.

Ele cai na lama.
Ele toma toda e qualquer estrada.

As crianças o seguem,
sem conhecer o gosto do vinho, ou a
sensação de sua embriaguez. Todas as pessoas no planeta
são crianças, exceto algumas bem poucas.
Ninguém é adulto exceto aqueles livres de desejo.

Deus disse:
"O mundo é uma grande brincadeira, uma brincadeira de crianças,
e vocês são as crianças."

Deus diz a verdade.
Se você ainda não deixou a brincadeira infantil,
como podes ser um adulto?

Sem pureza de espírito,
se você ainda está em meio a luxúria e a ganância
e outros quereres, você é como uma criança
brincando de fazer sexo.

Elas lutam e se esfregam grudadas, mas não é sexo!

O mesmo com as lutas da humanidade.
É uma disputa com espadas de brinquedo.
Sem propósito, totalmente fútil.

Como crianças em cavalinhos-de-pau, soldados proclamam cavalgar
Boraq, o cavalo-da-noite de Maomé, ou Duldul, sua mula.

Suas ações não significam nada, o sexo e a guerra que vocês fazem.
Vocês estão segurando parte de suas calças e correndo em círculos,
Dun-da-dun, dun-da-dun.

Não espere sua morte para então enxergar isto.
Reconheça que sua imaginação e seus pensamentos
e seus sentidos são como bambus
que as crianças cortam e fingem serem cavalos.

O conhecimento dos amantes místicos é diferente disto.

O empírico, o sensorial, as ciências
são como um asno carregado de livros,
ou como a maquiagem de uma mulher maquiada.
Sai com água.

Mas se você carregar a bagagem corretamente, irá propiciar alegria.
Não carregue sua bagagem de conhecimentos por alguma razão egoísta.
Rejeite seus desejos e suas obstinações,
e uma verdadeira montaria surgirá sob você.



Não fique satisfeito com o nome de HU,
com apenas palavras a respeito dele.

Experimente tal respiração.

Dos livros e das palavras surge a fantasia,
e as vezes,
algumas vezes
da fantasia surge a União.

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O texto acima é uma tradução e adaptação minha de versos do grande mestre sufi Rumi, encontradas nas primeiras páginas do livro "The Essencial Rumi", de Coleman Barks.