Os cientistas dizem que a Terra está zumbindo. Mas não é apenas um ruído, e sim uma profunda e surpreendente melodia. A Terra está cantarolando. Você consegue ouvir?
Esse é o tipo de notícia que a gente se esquece.
Esse é o tipo de notícia que, dadas todas as nossas atuais distrações, as nossas obsessões com celebridades, premiações e drogas, os nossos afazeres com a família e amigos e contas e guerras e operações e reuniões e sexo e amores e pornografia e filmes e compras, tende a passar por debaixo do radar da nossa consciência sobre-agredida, para só mais tarde ser eventualmente redescoberta e recolocada diante de nossos olhos abertos, para que possamos então desta vez enxergar e compreender e reagir - Oh meu Deus! Eu não fazia ideia!
A Terra está zumbindo. Cantarolando. Expelindo uma melodia sem o auxílio de pilhas ou de qualquer mecanismo de corda, uma melodia etérea e mística, um surpreendente fenômeno recém descoberto que não é fácil de ser analisado, mas um fenômeno que, se conseguirmos absorver em toda a nossa consciência, pode mudar a maneira com a qual olhamos para tudo.
Os cientistas dizem que o planeta está gerando uma constante e profunda vibração sonora. Não uma mera cacofonia, mas uma espécie de música, como gigantescos círculos giratórios de sons, tão peculiar que não é capaz ainda de ser compreendida, numa vibração tão grave que não pode ser captada pelo ouvido humano. Como um rugido expelido pela própria água, vento e rochas: sonoridades de variadas vibrações que criam todos os tipos de frases tonais, que ecoam entre os continentes e giram sobre os oceanos, penetram nas placas tectônicas e gargarejam no magma, irradiam em zigue-zague pela atmosfera e batem contra as árvores e entram dentro de nossa própria caixa torácica. Que dançam sobre a superfície do planeta como milhares de preguiçosos furacões.
Isso cria uma sinfonia quieta e espiritual, tão singela e misteriosa, que os cientistas ainda não sabem de onde ela vem, ou porque está acontecendo. Os sensíveis instrumentos de medição tem sido aprimorados para captar o que vem sendo chamado de 'O Cantarolar da Terra', mas ninguém está perto de entender o que esse cantarolar significa. Um fato que, obviamente, é justamente como deveria ser.
Porque desta maneira, podemos instigar a nossa imaginação, a nossa intuição mística, a nossa sensibilidade poética - qualidades reprimidas pelo mundo moderno que nos é vendido pelos grandes jornais e corporações político-religiosas. Desta maneira, podemos experimentar a vivência em um mundo onde milagres acontecem todos os dias, um mundo com mais vida do que nossos olhos conseguem enxergar... o que estaria mais próximo da verdade.
Seria interessante pensar na Terra como uma gigantesca tigela cantante tibetana, tocada pelas mãos de Deus para atingir uma hipnótica pulsação por 26 bilhões de anos até que, lentamente essa pulsação diminuísse de volta ao vazio, fazendo os pássaros se perguntar - Ei o que aconteceu com a música? E Deus apenas sacudiria os ombros - Hum, isso foi interessante...
A Terra literalmente ressona com o divino OM hindu ( mais precisamente AUM ), aquela sílaba universal que contém e compreende tudo: nascimento e morte, criação e destruição, a matéria e a anti-matéria. Essa gigantesca onda musical recém descoberta cientificamente nada mais é do que o profundo e misterioso AUM do planeta, algo totalmente normal, se entendermos como normal esse poder incomensurável e essa vasta e infinita vigência sonora que não podemos possivelmente compreender.
Na verdade, todas as esferas o fazem: todos os planetas e todos quasares e estrelas e luas e turbilhantes galáxias, todos vibram e cantarolam como um coro de oblívias entidades sussurrando mantras provenientes de algum buraco negro. Nada de novo realmente: místicos e poetas e teoristas já refletiam sobre a música das esferas ( ou musica universalis ) desde sempre, é a base da filosofia cósmica, que une a geometria sagrada a matemática, cosmologia, astrologia e música sob uma única e imensa pancada poética e divina.
Não temos que pesquisar muito para perceber que todos os seres humanos - todos os animais aliás - adoram melodias, ritmos e batidas e são capazes de perceber a fonte da vida diária como o próprio rugido deste planeta, em direção a tudo o que contém e também para fora, de volta ao cosmos.
Adoramos Rock, Pop ou Metal? Jazz, Deep House, Forró, Sertanejo ou Minimal? Claro que sim, pois de alguma forma, no interior de nossas células e de nosso próprio DNA, a música nos remete de volta para a fonte, para a própria vibração da Terra, para o pulso do cosmos. Claro que sim! Bater o pé e balançar o corpo ao som daquela nova faixa é, na verdade, mover-se junto com o cantarolar do planeta, obliviamente.
Em algum momento nós vamos decifrar a charada. A ciência irá em algum ponto, com sua inseparável arrogância, examinar e medir e quantificar e categorizar este ruido místico, e explicar que ele meramente provém do balançar dos oceanos, dos ventos solares ou de 10 bilhões de árvores que decidem, juntas, crescer mais um centímetro. E então a nossa atitude será aquela a qual fomos adestrados: veremos o fenômeno através de nossos filtros pré-financiados e o classificaremos dentro de alguma de nossas categorias estreitas, esquecendo-o dentro de alguma caixa já empilhada por nosso egoico processo de colonização do universo.
O quão perigosamente entediante!
Devemos ao invés, aprender a mandar a mente racional calar-se e deixar que a alma tome o controle e sentir que - espere! Talvez a maioria dos humanos tenha entendido a conexão divina de uma forma totalmente enganosa! Talvez deus não seja essa deidade raivosa que faz chover culpa e medo e julgamento sobre toda a humanidade, afinal de contas! Talvez ela seja na realidade esse pulso, esse ritmo, essa batida, latejo, vibração, palpitação, arquejo, sonoridade, música, profunda, eterna, complexa, infinita, etérea, divina.
E nós... nós estamos apenas nos dilatando e contraindo como podemos, da melhor forma possível, tentando acompanhar a porra da melodia.
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O texto acima é uma tradução e adaptação minha de um artigo de Mark Morford, publicado no portal SFGate em abril deste ano. Escolho este texto para começar este blog pois ele me remete a vários aspectos da transformação que estamos começando a viver, da qual o ano de 2012 parece ser um grande catalisador. Compreender e vivenciar melhor esta transformação é sem dúvida a causa desta viagem que estou fazendo. E dividir as informações que surgirem no meu caminho sobre esta transformação, a causa deste blog.
Talvez os relatos contidos aqui sirvam para ajudar a quem os lê a perceber que sim, alguma coisa está acontecendo. Alguma transformação que talvez mude a maneira como vemos o mundo pode estar começando, ou se intensificando agora. Podemos estar sim às portas de uma nova fase para a raça humana, quando tomaremos mais consciência de quem somos e da realidade na qual vivemos.
Um dos sintomas desta transformação parece ser a mudança que estamos observando na nossa percepção de tempo. Porque provavelmente não seja o tempo que esteja passando mais rápido, mas a percepção que temos dele que esteja se modificando. A mudança está em nós. Porém assim como o cantarolar da Terra, esta talvez seja apenas mais uma, do tipo de notícia que estamos acostumados a esquecer.
Cada vez mais ocupados com nossas tarefas egóicas, com os novos problemas e promessas que o mundo atual nos traz, há uma grande probabilidade de não prestarmos muita atenção ao fato de que o planeta está cantarolando, de que o tempo é hoje diferente do que era quando éramos crianças, de que não somente a Terra, mas todos os planetas do nosso sistema solar apresentaram elevações de temperatura nestes últimos anos, de que todos eles passam atualmente por mudanças climáticas.
Talvez o nosso DNA seja a antena que capta a frequência de energia que forma esta realidade que vemos, decodificando-a como um aparelho de rádio ou TV decodifica ondas eletromagnéticas e as transforma em imagens e sons. E para que uma nova consciência seja possível, para que a realidade a nossa volta mude, talvez seja necessário que o nosso próprio decodificador se aprimore.
Vivenciar esta transformação é estar aberto para que um milagre possa ocorrer na nossa vida. É estar aberto para que deus, o pulso, o ritmo, a batida, entre dentro de nós e mostre-nos uma nova experiência e um novo escopo de possibilidades. Sim, algo extraordinário pode estar acontecendo. E precisamos estar preparados para que possamos enxergar o passado sem dor e o futuro sem medo. Para que o amor que somos capazes de criar seja maior do que o medo e o caos que algumas forças podem querer nos vender mais intensamente nos próximos anos. Para que a alma se liberte da mente e volte a tomar o controle.
Espero que este blog ajude a somar algo a imensa base de informações que se forma hoje na internet, a respeito de um possível novo futuro para a humanidade, repleto de luz e amor, onde conseguiremos convergir nossas consciências e assim, juntos, co-criar um planeta mais evoluido.
